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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Waldemar Niclewicz escalada Cerro San Lorenzo (3.706m), segunda maior montanha da patagônia!

Foto por Edwin Espinosa.


Conforme notícia veiculada no site do próprio montanhista, no dia 23 de janeiro Waldemar Niclewicz juntamente com Edwin Espinosa chegaram ao cume desta difícil montanha encravada na fronteira entre a Argentina e o Chile.

Tal escalada faz parte da expedição "Mundo Andino", no qual o escalador brasileiro vem desenvolvendo nos últimos meses.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Escaladas no Frey (Cerro Catedral)! Dicas e sugestões.

Refúgio Frey, com as agulhas e céu patagônico.

Fala pessoal, tudo bem?

Vamos para mais um relato! Dessa vez é a respeito da viagem que fiz em 2013 para escalar num lugar que ficou super-tradicional para os brazucas que querem experimentar a patagônia.

Sempre tive vontade de conhecer o Frey, já que havia escalado em Arenales, El Chaltén (Aguja de la S) e em Los Gigantes. Na verdade a montanha é o Cerro Catedral e o refúgio chama-se Frey, um refúgio muito bacana, diga-se de passagem.

domingo, 10 de agosto de 2014

A perda de mais um montanhista de peso (Ricardo "Rato" Baltazar).

Foto de Rato no cume do Fitz Roy, em 2011.

Deixo aqui o registro da perda de mais um montanhista. Uma perda pela pessoa humilde e como montanhista: Ricardo "Rato" Baltazar.

Divulgando o e-mail recebido das listas:

Boa noite. Foi encontrado hoje pela manhã no interior do canion  Malacara o corpo do escalador Ricardo (Rato) Baltazar. Grande montanhista morador de Torres e muito conhecido no mundo da escalada, com escalada com o Cerro Torre e  diversas outra agulhas de Chaltén. Rato entrou no canion na quarta feira passada sozinho para acampar, e as notícias que recebi é que ele caiu caminhando sobre as pedras e  bateu a cabeça, estava com a mochila nas costas. O Brasil perde um grande montanhista, se tornou uma lenda patagônica conhecido por muitos por lá.

Filipe 


O Rato havia escalado diversas montanhas de peso, entre as quais o Cerro Torre e o Fitz Roy. Foi um dos últimos escaladores a repetir a Via do Compressor antes da sua descaracterização. Chegou inclusive a morar em Chaltén por um tempo.

Link da notícia de sua escalada no Fitz Roy, em 2011: http://www.montanhista.com/2011/03/julio-campanella-e-ricardo-baltazar-no.html

Descanse em paz.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Conquista Brasil-Argentina no Pilar Cassarotto, El Chaltén.


Fala pessoal,

Entre os dias 28 e 31 de dezembro de 2010, os escaladores Sérgio Tartari (Brasil), Luciano Fiorenza (Argentina) e Jimmy Heredia (Argentina) abriram uma nova via no Pilar Cassarotto, que está situado na face norte do Fitz Roy.

A via que foi batizada "Al abordaje!!!" possui aproximadamente 1.000 metros de extensão, está dividida em 25 enfiadas com graduação em livre de 6b (francês) e de A2 em artificial.





Parabéns aos montanhistas e em especial ao Tartari já que trata-se somente da segunda via conquistada por brasileiro em toda região. A primeirão foi a "bagual bigwall", um D7 na Aguja Poincenot que nunca foi repetido e que foi conquistada por Luiz Makoto Ishibe e Alexandre Portela em companhia com dois suíços.

Fonte: http://www.verticalargentina.com/ultimas-noticias/nueva-via-al-pilar-casarotto-del-fitz.html

Abraços!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Nota de Falecimento: Bernardo Collares. LUTO.



Sinto ter que escrever esta mensagem.

O alpinista brasileiro Bernardo Collares, presidente da Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro e Vice-Presidente da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada, veio a falecer na via Afanassief, na face oeste do Monte Fitz Roy, provavelmente entre os dias 2 e 4 de janeiro.

O fato é que durante o rapel pela via, já quase no cume da montanha, o Bernardo Collares, que estava escalando em parceria com a grande montanhista brasileira Kika Bradford, veio a sofrer uma queda, muito provavelmente após a ancoragem do rapel se romper. O certo, nunca saberemos. Ao que tudo indica a queda foi grande, em torno de 20 metros e como resultado o Bernardo teve fratura de bacia e hemorragia interna.

Após ver que seria impossível a descida ele pediu que a Kika descesse para pedir ajudar e foi o que ela fez, após deixar provimentos com o Bernardo. Na verdade, ao meu ver, mesmo que ele não tivesse pedido seria a única coisa a fazer. Qualquer coisa diferente disso ela morreria também.

Pelo que foi confirmado pela Kika ao André Ilha, foram em torno de 50 rapéis até chegar ao chão, sendo que ela chegou somente com alguns pedaços de corda dos 120 metros originais que ela possuia (2 cordas de 60m), em virtude da corda ter enroscado por diversas vezes durante a descida. Uma descida épica onde ela contou com muita sorte.

Já em Chalten, sem helicópteros e já em meio a uma tempestade típica da região, os alpinistas decidiram que não exisitia condições de um resgate por escalada, até porque as condições de saúde do Bernardo combinada com as tempestades ao qual ele já havia se submetido desde então impossibilitava qualquer tipo de sobrevivência.

O resgate por helicóptero também seria muito difícil em face do clima local, onde os ventos chegam fácil aos 80 km/h. Sem contar que no decorrer de um mês são somente 8 dias de tempo bom (ou até menos). Além disso precisaria ser verificado onde foi o acidente e se a positividade da parede permite uma aproximação segura.

 Foto por Brady Robinson.

A via Afanassief foi conquistada em 1979 e desde então sofreu somente uma repetição em 2006 pelos brasileiros Edmilson Padilha, Valdesir Machado e pelo argentino Gabriel Otero. É uma das mais extensas vias de escalada da patagônia.

Aqui se vai um dos maiores nomes do montanhismo brasileiro. Grande homem, grande escalador e grande fomentador do esporte no Brasil. Uma perda irreparável.

Que ele descanse em paz.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dica de site para as escaladas patagônicas!




Fala pessoal,

Depois de entrar nesse site, que me foi passado pelo meu amigão Tacio Philip, resolvi dar uma checada e fiquei impressionado pela quantidade de fotos e informações nele contido a respeito das escaladas patagônicas.

Se não fosse só isso, o organizador do site é o grande escalador argentino Rolando Garibotti, uma lenda viva da patagônia.

Mesmo pra quem não sonha em escalar por lá vale uma visita pelas belas imagens!

Abraços.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Colin Haley faz a primeira ascensão do Cerro Standhardt em solitário.

 Colin Haley na via "Exocet".

O norte-americano Colin Haley fez a primeira ascensão em solitário do Cerro Standhardt, no maciço do Cerro Torre, na patagônia. Tal ascensão foi feita pela via "Exocet" (500 m, 5.9, WI5) e trata-se da primeira ascensão em solitário do Cerro Standhardt.

Para ler a notícia na íntegra acesse: http://www.desnivel.com/object.php?o=20870

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cerro Torre e Fitz Roy em 4 dias.

A dupla no cume do Fitz Roy.

 Adam Holzknecht no Cerro Torre.

Os alpinistas italianos Hubert Moroder e Adam Holzknecht, conseguiram em 4 dias escalar as difíceis montanhas patagônicas acima citadas, abrindo de maneira bastante confiante, a temporada de escalada na região de "El Chaltén".

Eles chegaram a Chaltén em 8 de novembro e já no dia seguinte subiram para o bivaque junto a face oeste do Fitz Roy. No dia 10 de janeiro iniciaram a escalada, atingindo o cume às 16h00. Por volta das 22h00 já estavam de retorno no bivaque.

De volta a Chaltén e com a boa janela ainda reinante, decidiram aproximar no Cerro Torre onde fizeram a ascensão em aproximadamente em 15 horas.

Segue abaixo a notícia na íntegra, extraída do site desnível: http://www.desnivel.com/object.php?o=20760

Fotos por Flavio Moroder.

Cerro Torre y Fitz Roy en cuatro días

La meteorología permitió que los italianos Adam Holzknecht y Hubert Moroder enlazaran las ascensiones de la Supercanaleta al Fitz Roy y la vía del Compresor al Cerro Torre en la misma semana.

La meteorología adversa es uno de los característicos obstáculos a los que se tienen que enfrentar las expediciones que visitan las montañas de Patagonia. Las ventanas de buen tiempo son escasas y breves. Los italianos Adam Holzknecht y Hubert Moroder lo sabían y optaron por lanzar rápidos ataques a las vías que intentaron en la zona. De este modo fueron capaces de ascender durante cuatro días de la semana pasada dos de las más clásicas: la Supercanaleta al Fitz Roy el miércoles y la vía del Compresor al Cerro Torre el domingo.
 

Ambos alpinistas llegaron a Patagonia el 8 de noviembre y, al día siguiente, se desplazaron hasta la base de la pared oeste del Fitz Roy para aprovechar el buen tiempo reinante. Tras vivaquear allí mismo junto a otras dos cordadas, partieron a las 3 de la madrugada.

 

En su resumen de la actividad publicado por Montagna.tv, señalan que “recorrimos la pared mixta de roca y nieve hasta la cima, que alcanzamos a las 16.00, después de 13 horas de escalada. Efectuamos el descenso a lo largo de la misma vía, llegando al final de la canal al anochecer, hacia las 22.00. Desde el saco pudimos seguir el descenso de nuestros compañeros de aventura, que se nos unieron en la base hacia las 2 de la madrugada”.

Con un éxito tan rápido en el bolsillo, Holzknecht y Moroder deshicieron a pie en unas 7 horas el camino hasta El Chaltén, cargando con sendas pesadas mochilas. Era jueves y, “visto que el buen tiempo todavía se mantenía, decidimos aplazar el reposo y partir hacia otro ambicioso objetivo”.
 

Ese objetivo no era otro que la mítica vía del Compresor, abierta por Maestri en el Cerro Torre. Otras siete horas de caminata el sábado les llevaron hasta la base de esa montaña, donde se encontraron a Rolando Garibotti, listo para cortar los parabolts dejados allí en invierno por David Lama.

Los dos italianos se pusieron en marcha en la vía del Compresor a las 2 de la madrugada. “Eran las 5 de la mañana cuando nos poníamos los pies de gato para superar los primeros largos difíciles”, señalan los escaladores, quienes añaden que “la primera parte de la escalada se reveló muy agradable y variada; en cambio, la parte superior fue agotadora a causa de los largos de artificial. El último largo antes de salir al hongo de hielo final exigió toda la experiencia de Adam para superarlo en parte en libre”.

 

Minutos antes de las cinco de la tarde, tras 15 horas de escalada, Holzknecht y Moroder alcanzaban la cima del Cerro Torre. Una breve pausa en la cumbre precedió el largo descenso, que les llevó hasta el glaciar hacia las 22 horas y al saco de plumas una hora más tarde.

Los dos italianos se pusieron en marcha en la vía del Compresor a las 2 de la madrugada. “Eran las 5 de la mañana cuando nos poníamos los pies de gato para superar los primeros largos difíciles”, señalan los escaladores, quienes añaden que “la primera parte de la escalada se reveló muy agradable y variada; en cambio, la parte superior fue agotadora a causa de los largos de artificial. El último largo antes de salir al hongo de hielo final exigió toda la experiencia de Adam para superarlo en parte en libre”.

Minutos antes de las cinco de la tarde, tras 15 horas de escalada, Holzknecht y Moroder alcanzaban la cima del Cerro Torre. Una breve pausa en la cumbre precedió el largo descenso, que les llevó hasta el glaciar hacia las 22 horas y al saco de plumas una hora más tarde.

sábado, 21 de agosto de 2010

A primeira ascensão invernal da Torre Egger, na Patagônia

 Os alpinistas no cume da difícil Torre Egger.

No dia 3 de agosto de 2010, os alpinistas Stephan Siegrist, Dani Arnold e Thomas Senf realizaram a primeira ascensão invernal da Torre Egger (2685m), na Patagônia Argentina.

Uma escalada intensa de um total de três dias, e fazendo o melhor uso da janela de bom tempo - completamente inesperada - foi sucesso desta conquista. Isto é o que aconteceu com Swissmen Stephan Siegrist e Arnold Dani e Senf Thomas da Alemanha, que em 3 de Agosto encontravam-se no cume da Torre Egger, depois de ter partido da Suíça uma semana antes.

Os três foram extremamente rápidos: em 27 de Julho chegaram a El Chalten, em 31 de Julho estavam na base da montanha. A previsão do tempo não era tão ruim assim, eles se perguntaram, por que não fazer logo a tentativa da escalada?

Saindo de Chaltén.

Na manhã seguinte, em perfeitas condições - leia-se perto de ausência total de vento - os três subiram para um bivaque localizado entre Torre Egger e Cerro Standhard. Dani Arnold escalou mais duas cordadas antes de anoitecer com o frio intenso do inverno.

A escalada no dia seguinte não foi de forma simples - as fissuras estavam congeladas e Thomas Senf teve uma longa e inesperada queda - e como eles não conseguiram encontrar uma bivaque adequado, decidiram continuar a escalada.

Próximo ao Cerro Torre.


As fissuras congeladas atrapalharam a progressão.

O clima piorou e depois de 22 horas, chegaram à base do cogumelo de gelo do cume. Para continuar subindo, eles precisam da luz do dia e assim eles cavaram uma base onde sentaram e descansaram por quatro horas.

A primeira luz do dia em 03 de agosto também trouxe com ela o vento frio e sinais evidentes de uma alteração brusca do tempo. Uma escalada rápida ao cume era a única saída e, graças a sua subida da rota Titanitc três anos antes, Siegrist sabia de uma chaminé de gelo na face sul. Eles imediatamente optaram por esta via e ao meio-dia, Siegrist, Arnold e Senf estavam no cume da Torre Egger, realizando assim a primeira ascensão invernal, em estilo alpino perfeito.

Siegrist não é novato em escalada invernal importante na Patagônia, em 1999, juntamente com David e Thomas Ulrich e Gregory Crouch, realizou a primeira ascensão invernal da face oeste do Cerro Torre . Na época as coisas correram de forma completamente diferente, e os quatro tiveram de suportar 58 dias de tempestades típica da Patagônia para chegar com sucesso ao cume.

Visual patagônico incrível para a época do ano.


Próximo do término da escalada.


No cume com o Fitz Roy ao fundo.

Desta vez, os ventos, descrito pelos moradores locais como "La Escoba de Dios", foram muito mais tolerantes. Tanto é que Siegrist, 38 anos de idade, declarou: "Vamos precisar de um par de dias para compreender plenamente a sorte que tivemos. Estávamos prontos para tudo, exceto para um ascensão tão rápida como foi."

Fonte: http://www.extremos.com.br/noticias/100817-A-primeira-escalada-invernal-da-Torre-Egger/

Fotos por Thomas Self

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vídeo da escalada da Rota Austríaca da Aguja de la 'S', El Chaltén, Patagônia.

Fala pessoal,

Estava devendo o vídeo da nossa escalada da rota austríaca da Aguja de la S, em El Chaltén, patagônia argentina. Espero que gostem.

Agradecimentos ao Tacio Philip e ao Jason Schilling pelas fotos e vídeos.


Abraços!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cume da Aguja de la "S" pela Rota Austríaca (5+, 55º, 450m), El Chaltén.

  
Cume da Aguja de la "S".

Fala pessoal,

Finalmente uma boa notícia! Dia 19 de março, às 14h50, eu, o Tacio e o Jason Schilling atingimos o cume da Aguja de la "S", pela Rota Austríaca (5+, 55º, 450m) após 7h20min de escalada.

No dia 18 de março, após visualizarmos uma curta, porém possível janela de tempo bom, iniciamos nossa aproximaçao até o bivaque na encosta da Laguna Sucia, onde após 6h30 de caminhada chegamos e pudemos descansar, chegando na caverna por volta das 17h30.

Eu e o Taciao na aproximacao.


Eu, chegando no bivaque. Glaciar Río Blanco ao fundo.

Como eu e o Jason já havíamos subido o glaciar Río Blanco anteriormente e assim já conhecíamos o Pedreiro, decidimos por ficar pela bivaque, cozinhar e nos prepararmos para a escalada. Estávamos um pouco desconfiados que a Aguja de la "S" pudesse estar congelada, fato que havia se concretizado alguns dias antes quando nós fizemos nossa primeira tentativa de escalar a agulha.

Mérito para o Jason que durante a trilha insistiu para que continuássemos, sendo que eu e o Tacio estávamos um pouco desesperançosos, uma vez que nevava e chovia razoavelmente durante nossa aproximaçao, parando somente quando iniciamos a trilha que segue pelo Río Blanco.

No outro dia, acordamos bem cedo, por volta das 04h00, tomamos um café, terminamos de arrumar o que faltava e quando eram 05h20-05h30 estávamos deixando o bivaque, ainda de noite, para subir o pedreiro.

Atingimos o Glaciar e quando eram por volta das 07h20 estávamos na base da grande rampa de neve que sobe à direita da Aguja de la "S", ainda com o sol ensaiando nascer.

 Escalando o primeiro trecho da via. Uma rampa de 55° com 150 metros. Tenso.


Eu, guiando a segunda enfiada de rocha. A mais difícil da via.

Eu, subindo a 3a enfiada de rocha. Quase no col.

A minha experiência em escalada em neve e gelo é miúda e como praticamente nao havia como proteger a subida da rampa pela qualidade da neve, fomos obrigados a "solar" os 150 metros iniciais da via que é uma rampa de neve com 55º de inclinaçao. Para mim foi uma experiência meio estressante, mas vencida após 1h e pouco de subida. Estava somente com uma piqueta de travessia e crampons.

Chegamos no início da parte rochosa e quando eram 09h00 o Jason iniciou a guiada da primeira enfiada, graduada em 4+, sendo que logo após eu e o Tacio iniciávamos a subida. Logo após eu assumi a guiada, graduada no croqui em 5+, sendo que logo após um tempo terminei a guiada, subindo o Jason e o Tacio. Esta segunda enfiada, me pareceu ser mais forte que 5+.

O Tacio, que ainda estava se ambietando com o clima alpino abriu mao de guiar a terceira enfiada para o Jason, sendo que após algum tempo, ele atingia o col, subindo eu o Tacio de segundo. A terceira enfiada é um 4+.

Ainda na 3a enfiada.

Macico do Torre visto do col entre as 3a e 4a enfiadas.


Eu, na centro-esquerda, guiando a quarta e quinta enfiadas, na aresta final.

A vista do col é muito bonita e o dia ajudava. A visao que tínhamos do Cerro Torre, do Egger, Standhardt e Herron era maravilhosa. Dalí até o cume seriam mais 4 enfiadas. Assumi a guiada da 4ª e 5ª enfiadas, graduadas em 4+ ambas, sendo que estiquei em uma só enfiada de uns 65-70m, o que obrigou o Tacio e o Jason a entrarem temporariamente à francesa até que eu atingi a parada e dei segurança para os dois.

Dali até o cume faltavam somente mais duas enfiadas e o tempo ainda era muito bom. O Jason mandou as duas últimas enfiadas e quando eram 14h50 atingíamos o cume. Após algumas fotos, vídeos, refeiçao e outras coisas mais, iniciamos a descida.

Tacio e Jason subindo a quarta e quinta enfiadas.

Eu, subindo a penúltima enfiada. Cume.

O primeiro rapel foi o único que enroscou, sendo que quando desci escalei um trecho bem fácil e desenrosquei a corda e logo o Tacio estava conosco. Dali foram mais dois rapéis até o col e depois mais sete rapéis até o glaciar, os quatro últimos da rampa de gelo, feitos pela direita da mesma.

Chegamos de volta ao glaciar quando eram 19h40 e quando eram 21h00 estávamos atingindo o pedreiro enquanto as últimas gotas de luz caíam do céu. Chegamos no bivaque quando eram quase 22h00 e após um bom macarrao e tang quente, dormimos.

Tacio, no cume! Cerro Torre ao fundo.

Cerro Torre ao fundo, durante o rapel.

Sobre a escalada, é interessante que se esteja guiando ao menos 6º grau móvel com conforto, pois as enfiadas de 5+ podem parecer de 6º devido a falta de costume com a escalada em fissuras e fendas. Elegemos a enfiada mais difícil a segunda.

Para mandar tranquilo a rota inteira é interessante que os participantes e guias tenham um conhecimento de travessia em glaciar, já que é necessário atravessar o glaciar Río Blanco. Estar escalando em gelo/neve pelo menos uns 60º, e estar escalando, como dito, 6º grau de rocha em móvel além de estar com a resistência em dia para suportar a aproximaçao e a escalada de 450 metros.
 Parada patagonica.

No outro dia, levantamos sem pressa por volta das 10h30 e iniciamos a descida por volta das 12h40 atingindo Chaltén por volta das 17h20, onde após um banho, algumas Quilmes dormimos felizes pela excelente escalada.


Na lente, as agulhas!

Hoje é dia 22 de março e o Jason já retornou para os Estados Unidos. Eu o Tacio ainda pensamos em fazer algo se o tempo ajudar. Ficaremos aqui até o dia 27/28. Pensamos em voltar para a Guillaumet, onde fiz anteriormente com o Jason as 8 primeiras enfiadas da Fonrouge-Comesaña, chegando até o "col" da rota Amy. Mas isso depende do tempo. Vamos ver!

Posteriormente coloco as fotos, que estao com o Tacio.

Forte abraço!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Retornando aos campos patagônicos!

Vulcão Tronador.

Fala pessoal,

Dia 3 de fevereiro, às 07h00, partirá meu avião de Guarulhos com destino à San Carlos de Bariloche, região norte da patagônia argentina, onde de 6 de fevereiro até 14 de fevereiro irei participar de um curso de "Escalada em Gelo e Progressão em Glaciares" com meus amigos Ricardo Nonaka e Simone Miranda.

Serão 9 dias de curso, curso este que já estou devendo faz tempo, sendo que ao final do curso devemos escalar o Vulcão Tronador pelo Pico Argentino (3.441m) e posteriormente, no dia 18 de fevereiro, devo retornar ao Brasil para um período de dez dias somente.

No dia 1 de março regresso novamente para a patagônia, dessa vez para El Chaltén, onde irei permanecer por 28 dias à espera de alguma boa oportunidade de escalar as fascinantes e perigosas agulhas daquela região, dando ênfase para as mais comumente escaladas como a Aguja Guillaumet, Aguja de la S, Aguja Poincenot e Aguja Mermoz. O meu amigo Tacio Philip irá se juntar à aventura nas últimas duas semanas de março.

Terei ao longo do tempo oportunidade de postar algumas mensagens no blog e assim vou passando aqui as informações da viagem e das vias que eu conseguir mandar!

Um forte abraço a todos e torçam por mim!