Mostrando postagens com marcador ana chata. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ana chata. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de março de 2011

Escaladas em São Bento de Sapucaí!

Fala pessoal,

Neste último final de semana eu, o Paulo Chagas, o Cristian e o Matheus Stamato, este último pela primeira vez fora de sampa, fomos para São Bento de Sapucaí para uma escaladinha leve.

Como o Matheus está começando agora e esta seria somente a sua segunda vez em rocha, decidimos fazer no sábado a via Lixeiros (3º V E3 200m) enquanto que o Paulo e o Cris iam fazendo do lado a via Peter Pan. Após escalarmos as vias, retornamos pela trilha que leva ao cume e então retornamos pra cidade onde ainda conseguimos pegar almoço.

No outro dia, fomos dar uma perambulada pelo Baú, sendo que eu e o Matheus fizemos a Cresta do Baú (5º) e posteriormente a Anormal (4º). O Cris e o Paulo seguiram pela Cresta e depois pela normal emendaram no Teto do Baú (A1) que fizeram bem rápido. Ainda bem porquê a chuva se aproximava!

A viagem foi bem bacana, ainda mais pelo fato do nosso amigo Matheus ter ido nessa conosco!

Espero que a viagem se repita!

Seguem algumas fotos!!

Abraços!

Cume da Ana Chata. Cristian, eu, Matheus e o Paulo.

Eu acima e o Matheus subindo. Lixeiros, Ana Chata.

Paulo e Cris no Teto do Baú.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Criação do Monumento Natural da Pedra do Baú.

 O conjunto da Pedra do Baú. São Bento do Sapucaí/SP.

Repassando,


Pessoal,

Na próxima segunda-feira, dia 27 de dezembro, às 10 horas, será realizada cerimônia de criação do Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú, na Prefeitura Municipal de São Bento do Sapucaí, no estado de São Paulo.

Este é um ato de preservação há muito esperado que visa conservar os remanescentes de floresta montana associados à Mata Atlântica na Serra da Mantiqueira. A área, que terá pouco mais de 3 mil hectares, vai preservar as matas de araucárias e os campos de altitude. A criação deste Monumento Natural é um esforço conjunto da prefeitura Municipal de São bento do Sapucaí e do Governo do Estado de São Paulo que deverão também partilhar responsabilidades na gestão da área.

Para os montanhistas e todos os amantes das montanhas, a criação desta unidade de conservação também representa a preservação de um aspecto muito especial da paisagem da Serra da Mantiqueira: o Complexo do Baú - Pedra do Baú, Bauzinho e Ana Chata - conjunto de montanhas rochosas que está entre os principais points de escalada da região sudeste do Brasil.

A cerimônia é pública e todos estão convidados.

Solicita-se ampla divulgação.

Forte abraço e Feliz Natal

Milton Dines


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Escaladas no Bauzinho, colo e Ana Chata.

 Pedra do Baú/SP no dia 12 de outubro.

Fala pessoal,

Ainda em recuperação de um forte tendinite que atingiu dedos das minhas duas mãos, fui neste último feriado para São Bento de Sapucaí, com o Ricardo Nonaka. Grande amigo e escalador, que por questões pessoais acabou se afastando da escalada nos últimos 8 meses.

Saímos de sampa no domingo, com a intenção de escalar a tarde no Baú, mas acabamos chegando meio tarde, o que fez com que passassemos um mal bocado com a caída da noite.

Uma vez lá, encontramos o conhecido escalador  e conquistador carioca, Antonio Paulo Faria, que nos alertou sobre um ocorrido, onde enquanto escalava no Bauzinho fora alvo de pedras, jogadas desde o cume daquela montanha, provavelmente por turistas.

 Eu e o Rick na base da "Gregos e Troianos".

Dali partimos para o col, onde entrariamos na via "Gregos e Troianos" (5º VI E2). Chegando lá, rapelamos e iniciamos a escalada, com o Rick na ponta da corda. Sem conseguir encontrar o rumo e já escurecendo decidimos voltar subindo pela via "Escória" (3º Vsup E2), mas não o suficiente para evitar a noite.

Como o platô da via é um pouco mais abaixo do platô da Gregos e Troianos (que é o mesmo que leva à parede laranja), resolvi não perder tempo fazendo um rapel para lá, emendando uma travessia fácil porém exposta diretamente para a linha da via. Terminada minha guiada o Rick subiu e iniciou a guiada da segunda enfiada, que erroneamente acabou por fazer uma grande travessia para a direita, indo parar na parada da, provavelmente, "Via das Corujas". Fui até lá, disse que havíamos fugido da linha e que não sabia a graduação da "Via das Corujas" e que teríamos de voltar para a "Escória". O Rick então refez a travessia de volta (exposta) e achou a linha de subida, voltando a ser perder já próximo à parada, que confunde, por ser mista (uma cantoneira e demais peças móveis). Dali subi até o Rick, que agora já bem próximo do col guiou com tranquilidade até o topo. Subi e dali descemos rápido para o carro, onde chegamos quando era por volta das 21h30.

 Eu, guiando a "Escória".

Durante a subida, quase fomos acertados por um bloco rochoso que despencara desde o col, passando cerca de 10 metros pela minha direita. Posteriormente fiquei sabendo, que ele caiu por um descuido de escaladores que o jogaram pra baixo sem querer, quando iam embora. O bloco devia pesar pelo menos uns 5 kg. Pra ajudar um friend ficou entalado ainda na primeira enfiada da "Escória" e que teríamos que recuperar no outro dia.

No outro dia fomos então resgatar a peça. Para isso montamos uma base móvel no col e desci até chegar no friend. Com muito esforço consegui remover a maldita, quase uma hora depois, jumareando de volta.

 Cordada de Bernardo Collares e Flávio Daflon na "Learning to Fly". Foto tirada logo depois que resgatei o friend.

Seguimos para a "Fissura Corneto", onde o Rick guiaria a primeira enfiada e eu ficaria com a bonita segunda. O Rick iniciou a guiada mas não conseguiu mandar o lance final e eu prevendo perrengue, pedi que voltasse e que fôssemos para outra via para aquecer. Como havíamos chegado tarde no Baú (quase na hora do almoço), o dia já estava quase perdido, isso sem contar o frio, névoa e vento que nos acompanhavam.

Dali seguimos para a via "Chicken Salad" (5ºsup), onde eu entrei e guiei, terminando com o Rick subindo de segundo, quando eram por volta das 16h30.

 Eu, na parada da "Chicken Salad", no Bauzinho.

Decidimos voltar para São Bento para descansar e não deixar acontecer na terça, o que ocorrera na segunda. Ou seja, que perdêssemos tempo para escalada. No outro dia, conforme combinado, seguiríamos para a Ana Chata para fazer móvel de baixa dificuldade.

No dia seguinte, descansados, levantamos bem cedo e quando era 07h00 já estávamos estacionando para subir para a Ana Chata.

Como queríamos voltar pra sampa cedo e evitar o trânsito, estipulamos o horário limite pra retornar para São Bento, no máximo às 13h00, e após nos perdermos para subir, chegamos na base por volta das 08h00.

Como nunca havia escalado a via "Tom Sawyer" (2 enfiadas, inteiramente em móvel), sugeri que entrássemos nela e que seguíssemos para o cume pela "Lixeiros", o que fizemos. Iniciei a escalada às 08h30 e quando eram 10h50 estávamos no cume, alternando a guiada.

 Rumo: Ana Chata.

Eu, guiando a fácil e bonita primeira enfiada da "Tom Sawyer", na Ana Chata.

Rick, guiando a 2ª enfiada da "Tom Sawyer".

Descemos e pensamos em entrar em outra via, curta, mas como o tempo estava escasso, resolvemos retornar pra sampa.

Daria pra escalar muito mais, mas como estou com tendinite e o Rick estava sem escalar a muito tempo, até que ficou de bom tamanho. Espero que da próxima renda mais!

É isso aí!

Forte abraço!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vídeo da Escalada da via Peter Pan (4º IVsup E2), Ana Chata

Prosseguindo com a compliação de material, estou postando o vídeo que eu fiz a algum tempo e que estava no youtube.

Trata-se da escalada da via Peter Pan (4º IVsup E2) na Ana Chata, São Bento de Sapucaí.
Esta via juntamente com a Lixeiros são as mais clássicas dessa pedra e a Peter Pan possui uma linha muito bonita. A Lixeiros igualmente. A Peter Pan possui 6 enfiadas. Escalada realizada com o Ricardo Nonaka.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Escaladas em São Bento!

Aproximação para a Ana Chata, SP.

Dia 24 e 25 de junho eu o Tacio Philip viajamos para São Bento do Sapucaí para escalar. Ele passou bem cedo em casa (06h00) e quando eram por volta das 10h00 já estávamos em São Bento.

Aproveitamos esse primeira dia para escalar na Ana Chata, pedra que eu até então só havia escalado duas únicas vezes (a via Peter Pan, 4º IVsup E2 D2 e depois a Elektra 4º V E2 D2). O Tacio sugeriu escalarmos a clássica Lixeiros (3º V E2 D2) e ao final em vez de subirmos pela cresta, entrarmos na via Capitão Caverna (até então 5º VIa E1 D1).

Entramos na Lixeiros e combinamos que o Tacio guiaria as duas enfiadas fáceis (2º/3º) até o platô e eu ficaria com o filé e crux da via, uma bela fenda de 5º grau a ser trabalhada em oposição. Como não estou acostumado para mim pareceu ser um pouco mais forte e acabei inclusive dando uma voada. Mas na segunda tentativa saiu de boa. Chegando no platô e o Tacio ficou encarregado de guiar a 1ª enfiada da Capitão Caverna, inicialmente cotada em 6a, mas que ao chegar lá verificou-se uma dificuldade imensa! O Tacio conseguiu mandar a enfiada e fui na sequência. Apanhei bastante mas consegui mandar também.

Eu, me preparando para entrar na fenda da Lixeiros (3º V E2 D2). Ana Chata, SP.


Chegando na parada.


Nesse momento o tempo já havia mudado bastante e algumas nunvens já se aproximavam indicando possibilidade de chuva. O Tacio me pediu para que o deixasse guiar a última enfiada (5º) para adiantar e assim ele seguiu guiando enquanto eu descansava da exaustiva 1ª enfiada da Capitão Caverna. Logo ele chegou no cume e me deu "segue" e que para minha surpresa a enfiada apesar de fácil se mostrou muito bonita e atlética com lances negativos e de agarrão. Se soubesse o que iria encontrar não teria deixado o Tacio guiar!!

Na virada do negativo da última enfiada da Capitão Caverna (5º VIIb E1 D1).


Chegando no cume após as cinco enfiadas combinadas tiramos fotos e descemos para descansar e planejar o que faríamos no dia seguinte. Claro, tomar um açaí fazia parte dos nossos planos. Para complementar um belo primeiro dia, o Tacio encontrou a Lu Garra (gente boníssima e excelente escaladora) e ela nos convidou para tomar uma sopa em sua casa e jogar conversa fora!

No cume da Ana Chata com a Pedra do Baú no fundo. São Bento de Sapucaí, SP.


Chegamos no abrigo do Eliseu, tomamos banho e fomos descansar.

No dia seguinte decidimos brincar com algo diferente e como tínhamos levado todo nosso equipo decidimos mandar a clássica, porém difícil via "Fissura Chove e Não Molha" (8a, em móvel), só que em Artificial, para treinar para futuras aventuras e ver nossa capacidade.

O Tacio entrou na fissura e mandou a guiada! Como estava chovendo de leve e ventando, lá ficara eu deitado, de anoraque, de fleece e encolhido enquanto ele arrebentava na parede. Após 1h30 ele venceu os, aproximadamente, 25 metros da primeira enfiada da via.

O Tacio no começo da Fissura Chove e Não Molha (VIIIa ou A2). Bauzinho, SP.


Equipo utilizado pelo Tacio na Fissura (acrescentar o Cliffhanger e o Grapling Hook).


Na sequência entrei eu, também guiando, para ver como me sairia em artificial, já que tinha escalado pouco esta modalidade (minhas experiencias se reduziam a "Via dos Austríacos D4 A1+ 350m, no Corcovado, ao "Teto de Visual" A1 e ao "Teto do Baú" A1). Acabei que me saí muito bem, e consegui concluir a guiada nos mesmos 1h30 minutos. Foram utilizados por mim 1 talon, 1 grapling hook, friends e camalots diversos, stoppers diversos e 2 micronuts.

Eu na Fissura, em A2.


Rapelando da Fissura Chove e Não Molha.


Depois de concluída a escalada apanhei um pouco para desequipar já que a via é negativa e logo depois estávamos eu e o Tacio de retorno a cidade com a impressão que temos condição de mandar a "Domingos Giobbi" (5º A3), aventura que programamos para agosto agora.

Ainda deu tempo de saborear uma pizza no "Sabor da Serra" de tomar açaí e voltamos pra sampa já que o tempo não ajudava nem um pouco e o Tacio ainda iria viajar pro Rio na sexta.

De volta no abrigo conversamos com o Eliseu sobre as escaladas e para nossa surpresa descobrimos que a via Capitão Caverna, na Ana Chata, teve diversas agarras-chave quebradas e que a graduação do crux deve estar girando em torno de 7b (com isso a via fica 5º VIIb E1 D1) e que o artificial da Fissura Chove e Não Molha está cotado em A2.

Duas excelentes escaladas, além da boa companhia do Tacio que está se tornando um escalador de ponta! Bigwaller!

Até a próxima!