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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bate e volta na Agulha do Diabo em 9h32min.

 
Fala galera,

Neste feriadão em sampa, conforme combinado a diversos meses juntamente com o excelente escalador Flávio Kitahara e com a Carla Tanaka além do Paulo Chagas, fomos escalar a Agulha do Diabo, localizada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Eu e o Paulo iríamos encontrar o Kita e a Carla no próprio parque, mas com as 10 horas de estrada (o normal é 6 horas) não conseguimos chegar a tempo e o parque acabou fechando para o dia seguinte.

Como o Kita e a Carla já estavam lá dentro, eu e o Paulo procuramos uma pousada e no outro dia, quando eram 07h00 estávamos adentrando o parque para tentar alcançá-los no acampamento das orquídeas o mais rápido possível.

 Olha a carcaça.

Iniciamos a trilha na barragem às 07h25min e às 09h38 chegamos no acampamento das orquídeas que para nossa surpresa estava vazia. Ainda procuramos as mochilas mas sem sucesso decidimos continuar a aproximação e quando eram 10h40min estávamos na base da agulha. Comemos algo, bebemos agua, nos equipamos e inciamos a escalada sem saber onde estavam os dois, chutando que ele haviam desistido, por conta do desencontro, e subido para a Pedra do Sino.

Saí guiando a primeira enfiada, e rapidamente o Paulo subiu e já começou a guiada da segunda enfiada. Chegamos na base da primeira chaminé, guiada também pelo Paulo e rapidamente estávamos de frente ao cavalinho, que também foi guiado pelo Paulo Chagas, que o fez por fora trabalhando o batente com as mãos.

Paulo com a primeira chaminé ao fundo. Capacete torto, barriga saliente... o caos!

Placa de homenagem afixada no platô do cavalinho.

A última chaminé eu guiei e logo o Paulo estava subindo o cabo-de-aço, comigo na sequência. Foram 2h10min de escalada e após um tempo no cume, assinamos o livro, e rapelamos (o segundo rapel é feito por fora da chaminé, diretamente no platô do cavalinho; cuidados devem ser tomados com possíveis pêndulos nos dois primeiros rapéis).

Desequipamos e logo estávamos descendo, sendo que da base da Agulha até a barragem foram 2h21min, chegando lá por volta das 16h57.

Paulo mandando o cavalinho por fora.

Paulo escalando a segunda chaminé.

Ao todo foram:

Subida: 3h15min,
Escalada: 2h10min,
Rapel: 40min,
Descida: 2h21min,
Intervalos: 1h06min (tempo no cume, parada no mirante, paradas para hidratação, alimentação e equipagem e no acampamento das orquídeas).

Foram 9h32min de investida, um tempo muito bom pra mim mas que é possível ser melhorado no meu entender em pelo menos 01h30min.

Valeu ao Paulo pela companhia e pela escalada.

 Eu, no cume.

Depois acabamos encontrando o Kita e a Carla e descemos para a baixada onde fomos num sushi e logo estávamos indo pro Albergue descansar. Nossa intenção no outro dia era fazer volume escalando o via "Iemanjá" (4º Vsup E3 430m) no Pão de Açucar, mas o dia começou com chuva e sem ninguém na Urca e por isso decidimos voltar pra sampa, chegando aqui por volta das 14h00.

Agora em julho, a escalada promete!

Abraços!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Vídeo da "rocktrip" pelo sudeste (setembro de 2008)!

Fala pessoal,

Em setembro de 2008, eu e o Ricardo Nonaka, fizemos uma viagem de 27 dias pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro procurando escalar os mais tradicionais points destes estados. Tirando os dias de deslocamento entre as regiões e alguns dias de chuva que pegamos, pudemos escalar o suficiente para quase arranjar fortes tendinites.




Durante esse tempo, passamos pelos seguintes locais (seguindo a ordem da viagem):

- Rio de Janeiro
* Passagem dos Olhos,
* K2,
* Via dos Austríacos (foram feitas 4 enfiadas, com rapel devido a chuva),
* Arca de Noé (Babilônia).

- Teresópolis
* Dedo de Deus (Face Leste c/ Blackout),
* Agulha do Diabo (Via normal).

- Serra do Cipó e Sítio do Rod
* Diversas vias esportivas.

- Salinas
* CERJ,
* Face Leste do Pico Maior (Rapel depois da sexta enfiada devido ao mal tempo).

- Falésia dos Olhos e Bauzinho
* Sexto,
* Paredão Tudo Bem,
* Escória, entre outras.

Segue o vídeo que eu fiz da viagem! E para aqueles que quiserem saber um pouco sobre as vias que escalamos pode fazer um contato que estamos a disposição.

Forte Abraço!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

As 15 montanhas mais espetaculares do mundo.

Tinha visto essa lista já a algum tempo na net e fui atrás pra postá-la aqui. Repare se o Brasil não é um país de montanhas...

Entre as quinze formações rochosas consideradas as mais bonitas e difíceis de se escalar do mundo, existem duas localizadas no Brasil, Agulha do Diabo e o Monte Roraima. Confira a lista feita pelo site Hottnez.com:

15ª - Meteora, Grécia
A formação rochosa, conhecida como “rocha suspensa”, está localizada entre o rio Peneios e as Montanhas Pindus. Os mosteiros que lá estão são cercados por pilares de rochas naturais de arenito. Considerado patrimônio mundial pela Unesco, a região abriga seis mosteiros e um dos locais mais importantes pelo seu potencial de escalada.

14ª - Dead Horse Point – Utah, Estados Unidos
Localizado no Parque Nacional Canyonlands, o Dead Horse Point é conhecido mundialmente pelas cenas do filme Missão Impossível, com Tom Cruise. Junto ao rio Colorado, a montanha possui características topográficas interessantes, como descidas do planalto por três lados. Mas a região é pouco visitada por turistas por conta da aridez do clima e a falta de água e alimentos.

13ª - Spider Rock – Arizona, Estados Unidos
Com 224 metros, a Spider Rock é formada por arenito vermelho, encontrado no Parque Nacional do Arizona (EUA), no Canyon de Chelly. A rocha, que se parece com prédios, foi formada há cerca de 230 milhões de anos pelas camadas de areia da região levadas pela força do vento. O nome (Pedra Aranha) vem de lenda norte-americana

12ª - Shiprock - Novo México
A partir de uma erupção vulcânica e formada por basalto e magma solidificado, a Shiprock possui 600 metros e 500 de diâmetro, pode ser visto de longe por escaladores e turistas. A área com formações vulcânicas compreende o Arizona, Utah e Colorado, nos Estados Unidos.

11ª - Agulha do Diabo – Rio de Janeiro


foto por Victor A Carvalho.

No Brasil, a Agulha do Diabo fica no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, e está na 11ª colocação entre as rochas mais espetaculares para escalada. Com 2.050 metros, é considerada uma das mais complicadas de realizar qualquer tipo de atividade por conta de obstáculos naturais.

10ª - Las Torres de Vajolet- Alpes Italianos
Las Torres de Vajolet possui uma beleza incomparável. Mas a beleza não pode impressionar os escaladores, que possuem a rota Arete Delago como a mais conveniente para alcançar o topo.

9ª - Prekestolen - Forsand, Noruega
A rocha Preikestolen or Prekestolen, conhecida também como Pregador do Púlpito ou Púlpito Rock possui 604 metros e no topo é plano, com 25 por 25 metros, que explica o nome dado à pedra. É umas das atrações turísticas da Noruega que já atraiu 95 mil pessoas em uma caminhada de cerca de 4 quilômetros.

8ª - El Capitan - Yosemite National Park, Califórnia, Estados Unidos
“O Capitão”, apesar dos seus 900 metros, tem uma das ascensões verticais mais desafiadoras. Localizado no Parque Nacional de Yosemite, possui ao lado das cataratas uma trilha que leva a um precipício, mas a grande dificuldade encontrada é a formação da pedra: granito, que possui mais de 100 milhões de anos e não possui ‘fendas’.

7ª - Monte Thor - Ilha Baffin, Canadá
Considerado o mais alto precipício vertical do mundo, o Mount Thor fica no Parque Nacional Auyuittuq, no Canadá. Com 1.675 metros de altitude e 105º de ângulo vertical, é uma das rochas preferidas pelos escaladores.

6ª - Monte Roraima – Venezuela, Brasil, Guiana


Extraído da internet.

Entre três paises da América do Sul, Venezuela, Guiana e Brasil, está localizado o Monte Roraima, com 2.810 metros. Esta é uma das formações geológicas mais antigas do mundo e está situado no Parque Nacional Canaima, na Venezuela. Para alcançar o cume, a longa caminhada pode durar cerca de dois dias. Sua formação geológica é chamada de meseta, uma espécie de chapada.

5ª - Bugaboo Spire - Columbia-Kootenay, Canadá
Entre as geleiras Vowell e a geleira Crescente encontra-se o Bugaboo Spire, uma das rochas mais famosas do Canadá. Com 3.204 metros e formação de granito, possui duas vias: Northeast Ridge e Rota Kain.

4ª - Las Torres, Parque Nacional Torres del Paine, Patagônia, Argentina
Com montanhas, geleiras, rios e lagos ao seu redor, Las Torres, na Patagônia, tornou-se um dos pontos turísticos. No Parque Nacional Torres Del Paine também há o maciço Paine. Os alpinistas, ao chegar no topo, podem apreciar a vista do vale com as diferentes formações rochosas.

3ª - Saint Matterhorn, Zermatt, Suíça
Com 4.478 metros, o Saint Matterhrn é um dos picos mais altos dos Alpes Suíços. Os primeiros a subir esta formação rochosa foi o britânico Edward Whymper em 1865.

2ª - Cerro Torre - Patagônia, Argentina
As condições climáticas e a dificuldade da subida íngreme acabam “maquiando” os 3.128 metros de altitude para os alpinistas. A Cerro Torre localiza-se nos campos de gelo do sul da Patagônia e o pico desta montanha fica a oeste de Cerro Chalten, região disputada pela Argentina e pelo Chile. Esta é a maior montanha da região, que é composta por mais três formações: Torre Egger, Punta Herron, e Cerro Stanhardt.

1ª - Nameless Tower - Paquistão
Também conhecida como Trango Tower, a Nameless Tower (Torre Sem Nome) está localizada na Geleira Baltoro, no norte do Paquistão. Com 6.239 metros, é a número um entre as mais espetaculares rochas. Lá existem alguns dos maiores penhascos e é considerada uma das escaladas mais difíceis do mundo. Possui oito rotas diferentes para alcançar o cume, entre elas a Eternal Flame (Chama Eterna).