Mostrando postagens com marcador croquis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador croquis. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Escalada em Monte Verde.



E aí, pessoal!

No dia 30 de outubro agora eu e a Simone fomos para Monte Verde. Nós já estávamos namorando a escalada lá já há alguns meses, porém sempre com aquela dúvida se iríamos conseguir encontrar as vias de escalada que existem por lá.

Nós tínhamos a informação que na Pedra Redonda haveriam algumas vias de escalada, algumas mais fáceis e longas (duas enfiadas) e outras mais difíceis e curtas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Escalando a Diretíssima Sul (D5 A1+ 325m). Face sul do Corcovado.

 Eu, Paulo e o Cris com o Cristo (cortado) ao fundo.

Fala galera,

Estou escrevendo agora sobre o último final de samana, quando eu, o Paulo Chagas e nosso amigo Cristian Bons, escalamos a via Diretíssima Sul (também conhecida como Via dos Austríacos) na face sul do Corcovado, Rio de Janeiro/RJ.

Em 2008, em companhia do meu amigo Ricardo Nonaka, durante uma viagem de escalada nós tentamos a via em um dia, sendo que tivemos que descer devido à chuva que nos pegara ao final da 3ª enfiada.

Logo depois disso, em conversa com o escalador Davi Henrique, do CAP, resolvemos escala-lá novamente mas dessa vez em dois dias, exatamente para curtir uma noite no platô que existe no decorrer da via e assim curtir o visual da lagoa Rodrigo de Freitas, do meio da parede mais imponente da cidade do Rio de Janeiro.

 Albergue que a gente ficou na sexta.

Viajamos pro Rio na sexta-feira, sendo que saímos da sampa por volta das 17h00, chegando por lá já a noite. Fizemos compras e fomos para o albergue onde dormimos somente 3 horas para no dia seguinte seguirmos para a escalada.

 A parede.


Eu na guiada da primeira enfiada. Paulo na segurança.


Já mais acima.

Por fim, no outro dia, levantamos cedo, arrumamos as coisas e saímos de carro parando-o em um estacionamento próximo da Av. das Laranjeiras, onde então pegamos um táxi para o Parque Lage (ponto de acesso à base da Face Sul do Corcovado).

Iniciamos a trilha de aproximação que é tranquila mas o tempo todo íngrime, sendo que após atingir a base rochosa, nos dirigimos à base da via que segue ligeiramente à direita do totem central da face sul.

Descansamos um pouco e quando eram 10h45 lá estava eu começando a guiar a primeira enfiada da via. Não conseguimos encontrar grande quantidade de informações sobre a mesma, o que nos deixava um pouco inconfortáveis quanto à distância até o platô.

Guiei a primeira enfiada esticando em torno de 45 metros de corda. A primeira proteção fixa é um parafuso e para acessá-lo é preciso montar os estribos em uma peça móvel colocada por debaixo de uma laca logo no começo. Daí ele segue somente com proteções fixas, alternando entre parafusos, grampos "P" de 1/2 polegada e antigos grampos Stubai (de progressão, com 1/4 de polegada), da conquista.

 Visual da zona sul do Rio.

A segunda enfiada foi tocada pelo Cristian, sendo que ele puxou em torno de 55 metros de corda, também variando o mesmo estilo de proteção.

A terceira enfiada, tocada pelo Paulo Chagas totalizou praticamente 60 metros de corda, sobrando somente um chicote de 1 metro. Mesmo estilo de proteção.

Platozinho do bivaque.


Cris na segurança do Paulo na 6ª enfiada.


Visual já no final da escalada.

Já na quarta enfiada, guiada por mim, no final da tarde, as proteções demonstraram estar precárias. Muitos dos grampos Stubai estavam totalmente corroídos impossibilitando a utilização como proteção e ainda causando desconforto na progressão. Nesta enfiada puxei em torno de 40 metros até o platô, onde cheguei quando eram por volta das 20h00.

Devido a um problema no içamento do material, o Paulo e o Cristian foram chegar no platô bem mais tarde, quando eram passadas 22hrs.

Comemos, nos hidratamos, arrumamos nosso bivaque e fomos dormir com aquela vista esplêndida.

No outro dia (domingo) levantamos bem cedo, e o Cris começou a guiar o que seria a 5ª enfiada com o sol à nossa direita brilhando forte. Puxou em torno de 45 metros de corda quando então passou a vez pro Paulo que puxou também em torno de 45 metros de corda.


Estado deplorável das proteções.

Coube a mim guiar a 7ª enfiada, sendo que mais uma vez ficou constadada a deteriorização dos grampos Stubai. Alguns ainda possuiam parafusos ao lado, como em substituição, provavelmente em alguma ação de regrampeação mas outros não possuiam e tive de arriscar a laçá-los com nut de cabo devido a ser impossível confiar na simples passada de mosquetão em face dos olhais estarem totalmente abertos.

Após puxar em torno de 35 metros de corda cheguei a uma área vegetal bem mais ampla e já próxima ao cume, onde após todos subirem iniciamos a procura pela continuação da via. Vale lembrar que o içamento no segundo dia foi bem mais tranquilo até pelo consumo da água e comida, fazendo com que não tivéssemos problemas com isso.

 Descendo do Cristo.

Após vasculharmos a pequena parede que seguia atrás de uma possível continuação e verificarmos que não havia sequer um grampo, decidimos seguir para a direita, passando pela parada de uma outra via para então chegarmos ao platô que dá acesso a última enfiada da via K2.

Feita a guiada do Cristian em livre (mais 20 metros - totalizando 345 metros de escalada), eu o Chagas subimos com a mochila/haul bag nas costas mesmo, no jumar e logo estávamos curtindo um visual junto ao Cristo. Tirada algumas fotos e descemos andando até trombar um táxi que nos deixaria em nosso carro. Chegamos no carro quando eram quase 15h00.

Fomos almoçar no Leme e quando eram 17h00 já estávamos caindo na Dutra sentido sampa.

 De retorno pra sampa.

Foi uma via muito bacana em uma parede que alternava quase sempre verticalidade com negatividade e com um visual impagável. Pela quantidade de teias de aranha na trilha que leva a base da via (e também até a base da via Atalho do Diabo) fazia muito tempo que ninguém entrava nela.

Para repetir a via são necessários os seguintes equipos:

- Duas cordas de 60m,
- 15 costuras,
- Fitas e mosquetões avulsos,
- Dois nuts de cabo para os parafusos e grampos deteriorados,
- Um friend pequeno para a laca inicial,
- Dois pares de estribos pra cada mais material pra básico de artificial (se um for no jumareio três pares de estribo, total),
- Se o segundo for agilizar no jumareio: ascensores,
- Recomendo levar um joguinho de talons.

É possível fazer a via em um dia. Pra isso entrar bem cedo e leve pra acabar no final da tarde.

O próximo objetivo agora é a via "Os impermeáveis" (6º A2+) no Dedo de Deus. Vamos ver.

Até o momento escalei as seguintes vias em artificial:

Domingos Giobbi (D5 6º A3 - até a rota de escape, sendo as enfiadas: 6º, A2, A3, A2),
Diretíssima Sul (D5 A1+),
Fissura Chove e Não Molha (A2),
Teto do Baú (A1),
Teto do Visual (A1).

Entre outras em livre com trechos em artificial.

Um forte abraço!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Nova via no contra-forte do Pico dos Quatro (Vazador de Cervas - 4º VIIb E2 A0 210m)!

Pedro Bugim e Alexis Robalinho. Participou também da conquista André Linhares.

Fala pessoal,

Uma nova via foi aberta no contra-forte do Pico dos Quatro, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
A via que foi batizada de "Vazador de Cervas", recebeu graduação de 4º VIIb E2 A0 e possui 210 metros de extensão, aproximadamente.


Na conquista!



Pedro Bugim reforçando um lance outrora exposto.

Palavra do Pedro Bugim sobre a conquista; extraída da lista da FEMERJ:

"O Vazador de Cervas" (4º VIIb A0 E2 D2 - 210m) foi doada ao CEB, clube que cedeu os grampos para a conquista. Inicia em lances tranquilos, evoluindo em sua terceira enfiada, para lances bem verticais, de micro-agarras, aderência e bastante calma (rs...). A quarta enfiada volta a ficar tranquila. A quinta e última enfiada começa simplória, culminando em uma aderência bem delicada. O último lance (último metro mesmo!) não conseguimos fazer em livre completamente (mesmo porque estava um calor do inferno e resolvemos deixar a MEPA para outro dia), tendo um pequeno ponto de apoio no penúltimo grampo, para acessar o platô final. A via mantém sempre uma grampeação "justa" nos lances fáceis e menos espaçada nos lances complexos, com proteções duplas nas paradas.


Corda simples para o rapel, podendo ser de 50m. Atenção apenas na quarta enfiada, na hora de subir, que tem 55m de extensão... com uma corda de 50, é possível parar um grampo abaixo da parada.

Esta parede já conta com opções bem interessantes, possuindo um acesso muito tranquilo. Para acessar as bases, deixar o carro no estacionamento da Rua Sorimã (como quem vai para a Pedra da Gávea) e voltar uns 50 metros na estrada... tem uma grande bloco de pedra na lateral, com uma pichação azul. A trilha fica na frente deste bloco e segue sempre muito bem definida, costeando a parede, se distanciando em alguns pontos, mas basicamente, costeando, tal qual na Babilônia (Urca). A mesma termina na extremidade direita da parede, onde atualmente funciona um arvorísmo.


O acesso à primeira via da parede (extrema esquerda) dura apenas 5 minutos. Para acessar a base do "Vazador", em média, 20 minutos apenas. Para a última via (extrema direita), estima-se de 35 a 40 minutos.


Croqui da via - clique na imagem para ampliar.



Atual situação do contra-forte do Pico dos Quatro. Clique na imagem para ampliar.


Imagens por Pedro Bugim.


É isso aí! Boas escaladas!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Escalando a "Tião Simão" (5º VIsup A1+ E3 330m).


No cume do Pedrão de Pedralva/MG.

Fala pessoal,

Neste feriado, eu, juntamente com o Rick Nonaka, escalamos a via "Tião Simão", no Pedrão de Pedralva. Pedra no sul de Minas que vêm se tornando uma referência na escalada tradicional, muito devido ao tamanho de suas paredes, que ultrapassam a casa dos 300 metros de altura.

Ali já existem ao menos dez rotas estabelecidas, algumas delas ultrapassando a casa dos 300 metros de extensão, como é o caso da "Tião Simão", da clássica "Evolução" (5º VI E2 310m) e a "Racha Cuca" (4º VIsup E2 300m).

Saímos de São Paulo na sexta de manhã, com intenção de escalar alguma coisa curta na Pedra da Piedade, e após a viagem, um lanche rápido na cidade, acabamos chegando na Piedade por volta das 13h30, onde encontramos o pessoal do CAP com quem tínhamos marcado. Estavam lá o Lukas "Filhote", a Simone, o James, a Emilene, o Kazu, a Renata e o Roberto. Eles estavam entrando na Via Fernanda (6a) e na Chaminé Marijuana, enquanto eu e o Rick iríamos entrar na via "Campo Minado" (6º VIIa). Enquanto o pessoal mandava a Fernanda após a equipagem do Lukas, nós íamos tentando passar pelo crux da "Campo Minado", sem sucesso. Após duas entradas do Rick e uma entrada minha a chuva chegou e tivemos que ir embora.


Rick no crux da "Campo Minado" (6º VIIa). Pedra da Piedade, Itajubá/MG.

Se não bastasse a chuva ainda tivemos problemas sérios para conseguir ir embora, pois com a lama, o caminho ficou impossível de ser vencido para descer. Conclusão: um trator e muita força nos braços para conseguir tirar os carros de lá.


Da esquerda para a direta: Lukas, eu, James, Emilene e em offwidth, a Simone.

Após um bom banho e estender as roupas para secar fomos jantar no Costelão próximo à rodoviária onde pudermos decidir o que fazer no dia seguinte!

Indo dormir, acabamos por combinar que eu e o Rick tentaríamos a rota "Tião Simão", o Roberto e o Lukas tentariam a rota "Evolução" e o resto da galera acabou decidindo ir escalar na pedra do Tucano.

No dia seguinte levantando bem cedo, tomamos café e fomos direto para a Serra do Pedrão, deixando nosso carro parado na casa do seu Simão e partimos em direção a base da via. O Lukas e o Roberto logo pegaram o caminho pra evolução.

A trilha para a Tião Simão é tranquila e segue o mesmo caminho da Evolução inicialmente, seguindo à direita na bifurcação que aparece, e a evolução seguindo à esquerda. Dali basta ir caminhando direto pra base da via usando como referência a própria linha da via na parede.

Rota "Tião Simão"
5º VIsup A1+ E3 330m
5.10c A1+ 1000ft / 6b A1+ 330m

Chegada na base da parede procure por uma fenda larga que termina após uns 8-10 metros de parede, logo após ela, é possível ver uma primeira chapa.


1ª ENFIADA

A primeira enfiada possui 45 metros de extensão, e possui graduação de 4º V em exposição de E3. A fenda incial deve ser protegida com peças grandes, como o camalot #4 e #5 e já no final é possível proteger com peças médias. Ele segue um pouco para a esquerda. Preste atenção nas chapas pois elas estão espaçadas e assim é bom tomar cuidado para não pular ou errar a linha da via. Guiada pelo Rick.


Rick na fenda inicial.


2ª ENFIADA

A segunda enfiada é um arremate ao platô logo acima, sendo não mais que um 3ºsup, sendo que a enfiada não possui uma única proteção, sendo de parada à parada. Esta enfiada possui 20 metros de extensão. Guiada por mim.


3ª ENFIADA

A terceira enfiada, com 45 metros é a mais exigente tecnicamente, sendo necessário conhecimento de escalada em artificial, ainda que fácil (A1+), pois aqui existe sequência de escalada em buracos de cliff. Dois talons, dois estribos, duas Daisy e um Fifi Hook resolvem tranquilamente a parada, além da escalada em livre que também pode ser feita em artificial. Eu guiei esta enfiada, tendo feito em artificial uns 25 metros e em livre, graduado na maior parte em 6º grau, por volta de 20 metros. Posteriormente o Rick subiu em livre até onde deu e depois veio jumareando o resto.


Eu, abrindo a enfiada, em livre.


Já em artificial no talon.


4ª ENFIADA

A quarta enfiada, também com 45 metros de extensão começa forte com lances constantes de 6ºsup e após a 3ª chapa fica mais tranquila e também mais exposta. Foi guiada pelo Rick.


Eu e o Rick na 3ª parada.


Rick no crux em livre da 4ª enfiada (6ºsup).


Rick ainda na 4ª enfiada.


5ª ENFIADA

A partir da 5ª enfiada (4º) a via fica bem tranquila com lances não superiores a 5ª grau mas com alto grau de exposição, tendo esta enfiada de 45 metros somente dois grampos para proteção e mais um local razoável para a colocação de peça móvel. Foi guiada pelo Rick.




6ª ENFIADA

A 6ª enfiada segue o mesmo perfil da enfiada anterior, tendo um lance de 5º grau com graduação constante de 4º grau. A parada possui somente um "P", sendo que existe um pequena fenda à esquerda que pode ser usada para a colocação de peça móvel. Usei o camalot .4 para equalizar. Possui 45 metros. Guiada por mim.


Eu, esticando na 6ª enfiada.


6ª parada da escalada.


7ª ENFIADA

A enfiada, com 45 metros segue o mesmo padrão das 5ª e 6ª sendo necessário o uso de peças móveis para reforçar a segurança, já que a enfiada inteira possui somente um grampo. A graduação fica em torno do 4º grau. Guiada pelo Rick.



8ª ENFIADA.

A última enfiada possui por volta de 40 metros até os blocos acima da última parada da "Racha Cuca" e "Suanuarco", e possui também somente um grampo batido. Existe espaço para colocação móvel logo após a parada, na fenda que segue acima da mesma. Eu guiei esta enfiada.


Eu, já terminando a via.

Daqui a trilha está ligeiramente à esquerda do último bloco, dando no cume.


Via concluída!

Decidimos descer pela trilha e para nossa sorte conseguimos carona até o bairro do Pedrão onde o Lukas e o Roberto foram nos pegar uma vez que já haviam retornado de sua escalada. De lá, tomamos um coca no boteco que tinha no bairro e voltamos pra Itajubá pra tomar um caldinho no Bar da Maria e ir dormir.

No dia seguinte fomos para a Pedrinha do CET ver alguma coisa de esportiva, mas eu cansado preferi somente fazer em "Top Rope" a Via do Bote (6º), enquanto o Rick ainda guiou a via "Café com Leite" (6ºsup) e depois mandou em "Top" a Via do Bote.

Dali caímos na estrada para ver se conseguíamos evitar o trânsito sendo que conseguimos e quando era o começa da noite estava chegando em casa.

Ficamos muito felizes por mandar a Tião Simão, sendo que o Lukas, enquanto mandávamos a via, encontrou o José Nunes, um dos conquistadores, que o informou ser a nossa repetição a segunda da via, desde a conquista a um ano e meio, somente sendo precedido por uma cordada carioca.

A via por ser muito pouco frequentada, estava muito suja e com muita agarras quebradiças. Creio que se somarmos as agarras de quebraram comigo e com o Rick, ultrapassam a casa das duas dezenas.

Realmente uma escalada de aventura! Vale muito a pena! Confiram!


Clique para ampliar.

Abraços!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Homem-Pássaro (5º VIsup E2) e mais.



 
Caros amigos,

Este feriado acabei viajando pra São Bento de Sapucaí, na sexta-feira a noite, onde no sábado, sem nenhum parceiro pra escalar acabei descendo na via "Fissura Corneto" (5º Vsup E1), a pedido do próprio Corneto, para verificar as condições da via, que segundo mesmo, teria sofrido um impacto com o descolamento de rocha, com provável perda de grampos.

Desci rapelando e que para a minha felicidade, a segunda enfiada, a que teria sofrido o impacto, continua sem problemas para ser escalada, inclusive tendo seus 6 grampos de proteção (5 proteções originárias da conquista, pintadas de branco e 1 chapeleta) intactos mais uma chapeleta da base da primeira e única enfiada também intacta. Apenas duas das proteções antigas estão cobertas de ferrugem, o que implica em possível substituição, mas ainda sim é possível escalar a rota.

A primeira enfiada não verifiquei, mas como a informação do Corneto fazia menção a 2ª enfiada, creio que a primeira está em ordem. De qualquer maneira, a primeira enfiada é possível de se retornar, então não têm problemas.

Enquanto isso o Beto Vilela, o Baretta e a Mariele iam mandando a "Cresta do Baú" (IVsup) e depois entrando no "Teto do Baú" (um aéreo A1).


Beto Vilela no "Teto do Baú" (A1). Clique na foto para ampliar.

No dia seguinte, havia combinado de escalar com o Ademir, lá do clube, ou a via "Homem-Pássaro" (5º VIsup E2, com proteções fixas e móveis), no Bauzinho, ou a "Gregos e Troianos" (5º VI E2, com somente 3 chapas), no col.

Como o pessoal do CAP ia entrar na "Galba Athayde" (5º Vsup E2), via que segue ao lado da Homem-Pássaro, decidimos por entrar nessa última e escalar ao lado do Beto Vilela, da Mariele e do Robson Abileck e assim o fizemos.

Passei na pousada onde o Ademir estava com a Bia Boucinhas por volta das 07h30, saímos pra tomar um café rápido e logo estávamos subindo para o estacionamento da Pedra do Baú, onde chegamos por volta das 08h30. O Beto e a Mariele esperavam o Robson que vinha de sampa especialmente pra escalada e quando eram por volta das 09h00, ele chegou.

Pegamos o equipo e pé na trilha. Chegamos logo após na base da Galba, onde o pessoal ficou e eu e o Ademir seguimos pra procurar a base da Homem-Pássaro, onde após apanhar um pouco conseguimos achar a fenda inicial onde começa a rota.

Como a via vai equipos móveis e o Ademir estava um pouco inseguro quanto ao seu uso, coube a mim a guiada da via. Equipos colocados, corda passada, lá começava eu a 1ª enfiada.


1ª ENFIADA,

A 1ª enfiada é muito bonita pois começa praticamente só em móvel (existe um grampo na base pro segurança se auto-segurar, já que a trilha está desbarrancando) sendo que usei 3 peças pequenas (entre o Camalot .3 e o .75) e logo estava sobre a fenda onde vêm a primeira proteção fixa. Ali têm-se um lance mais exigente que pelo croqui está cotado em 6º grau, o que deve ser.

Vencido este lance a enfiada segue praticamente reta, pouca coisa pra esquerda, onde após mais duas colocações móveis têm-se a parada.

Dali dei segurança pro Ademir que veio subindo com a mochila e limpando a via e logo estávamos entrando na segunda enfiada.


Eu, guiando a "Homem-Pássaro". Ademir na segurança.

2ª ENFIADA,

A 2ª enfiada, segue também praticamente reta, com duas colocações móveis após um lance de Vsup, e mais algumas chapas têm-se a 2ª parada. Esta enfiada, também curta, apresenta uma graduação constante na casa do 5º grau, sendo que o lance de Vsup é um lance de equilíbrio, onde se escala com mãos ruins, trabalhando os pés. O Ademir veio rápido logo em seguida.


3ª ENFIADA,

A 3ª enfiada é totalmente grampeada, sendo que da mesma maneira que as demais segue uma linha reta, onde um pouco antes do crux é quando a via se torna um pouco mais exposta, com E2. Logo depois vêm o crux, graduado em VIsup, mas bem protegido, com duas chapas. Ali tomei duas vacas interessantes mas mesmo cansado e sem escalar a dois meses consegui passar, o que me deixou bem contente. O Ademir vinha sempre rápido e com o peso da mochila, mostrando-se estar em forma, mandando também o lance de 6sup. Enquanto isso o Beto, a Mariele e o Robson iam mandando quase que com o mesmo tempo a "Galba Athayde", tirando fotos nossas e nós, deles. Esta enfiada é a mais longa, com aproximadamente 45 metros, sendo que as demais giram entre 25-30m.


Beto Vilela e Mariele na "Galba Athayde". Robson mais abaixo.

4ª ENFIADA,

A 4ª enfiada segue uma linha bonita com dificuldade constante, colocações móveis (onde usei duas peças médias - camalots #2 e #3) até chegar o crux, que pelo croqui está graduado em 6º grau, mas que não consegui mandar de jeito nenhum, e após algumas tentativas em vão, fiz um estribo e mandei em A0. Procurando depois na net, achei um relato do Pedro Hauck, onde afirma ter tido o mesmo problema. Desta maneira, creio que alguma agarra nesse lance quebrou, aumentando o grau para algo que eu ainda não consigo mandar! O Ademir também encarou o mesmo problema, vencendo o lance em também em A0. Depois a enfiada segue em proteções fixas, mas com lances mais fáceis e bonitos, com agarras razoáveis e bem vertical, lembrando os movimentos atléticos de ginásio.


Eu e o Ademir em uma das paradas da "Homem-Pássaro".

5ª ENFIADA,

A última enfiada é também muito bonita, seguindo até o platô abaixo do cume com uma dificuldade de 5º grau, com uma exposição um pouco mais forte (E2) quando se está chegando no crux, mas com graduação mais baixa quando fica mais exposta. Após o platô, onde pelo croqui pode-se colocar uma proteção móvel (não foi necessária na nossa escalada) têm-se o crux, um VIsup forte, onde também apanhei mas consegui mandar em livre, em um lance vertical, com bons pés mas péssimas agarras para as mãos. Desse crux, chega-se no cume do Bauzinho, após 150 metros de boa escalada. O Ademir também veio e após cansar os dedos e os braços no crux resolveu subir em A0.


Eu, ainda guiando a Homem-Pássaro. Clique na foto para ampliar.

Vencidas as 5 enfiadas da via, pudemos então comemorar e lanchar. Reunimos com o pessoal que havia terminado a "Galba" para confraternizar e jogar conversa fora. Logo depois chegou a Bia, o Baretta e a namorada do Baretta chegaram, onde ficamos um bom tempo falando coisas úteis e importantes! hahaha.

A via necessita somente de um jogo de friends com tamanho equivalente ao do Camalot C4 .3 ao #3. Nuts ou outros equipos são desnecessários. Leve algumas fitas longas para diminuir possível arrasto.




O grau geral da via, 5º grau, é mais forte por exemplo do que o grau geral da CERJ (também graduado em 5º) ou da Italianos (também 5º grau), então atenção.


O pessoal reunido no cume do Bauzinho. Da esquerda pra direita; Robson, Beto, Mariele, Ademir e eu.

Dali mesmo desci pra São Bento, onde tomei um banho e caí na estrada, tendo chegado em sampa umas 22h30, já que teria que trabalhar no dia seguinte.

Está aí uma bela escalada com amigos 100%. Espero que viagens como esta possam se repetir em breve.



clique na imagem para ampliar.

Abraços.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Como escalar em Andradas/MG.


Reinaldo Kaizuka na Irmãos Rocha (6º VIIa), Pedra do Boi. foto por Filippo Croso.

Outro dia, recebi um e-mail de um escalador do Paraná que estava pedindo informações sobre escalada em Andradas, sul de MG.

Bom, como eu gosto muito do local resolvi escrever um relato contando um pouco das escaladas e passando algumas informações a respeito de como chegar lá, locais para alojamento, points de escalada, vias e tudo mais.

Andradas fica localizada no sul de Minas Gerais e possui população de aproximadamente 37 mil habitantes. A conquista de vias de escalada na região começou em meados da década de 90 mas ganhou força quando montanhistas de São Paulo, descobriram o local no início dos anos 2000 sendo que então teve um "boom" de conquistas.

Estas conquistas procuraram seguir um padrão moderno de escalada com um mínimo impacto, sendo que combinada que o talento da região para a escalada em móvel, possibilitou a abertura de inúmeras rotas com este tipo de estilo de proteção, sendo que para quem pretende escalar as melhores e mais bonitas vias da região é imprescindível levar este tipo de equipamento (ao menos um jogo padrão de friends e nuts).
 


Eu à esquerda na via Era do Gelo (4º V E2) e Marcos Preto e Paulinha, acima à direita na Vulcano (5º Vsup E1), Pedra do Elefante.

 
Como faço para chegar?

De SÃO PAULO o melhor caminho é pela Rodovia dos Bandeirantes. Distância: 227km.

Estando na Rodovia dos Bandeirantes você deverá pegar a saída para a Rodovia Anhanguera (depois de aproximadamente 89km na Rodovia dos Bandeirantes) e logo
em seguida (preste atenção) a saída para a rodovia Dom Pedro I (sentido Jacareí). Após aproximadamente 11km na Rod. Dom Pedro I você verá placa indicativa da saída para Mogi Mirim/Mogi Guaçu que você deverá entrar. Tal rodovia chama-se Gov Adhemar Pereira de Barros. Passe por Mogi Guaçu e continue sentido Espírito Santo do Pinhal. A partir daqui você já terá placas indicando o caminho para o município de Andradas. Faça um contato com o abrigo que pretende ficar para que eles passem as orientações de como chegar lá.




Do RIO DE JANEIRO o melhor caminho é pela Rodovia Presidente Dutra. Distância: 455km.

Estando na Dutra siga até Lorena e pegue a saída para a BR-459 (Lorena-Itajubá) direto da Dutra. Siga em frente, passe por Itajubá e continue na BR-459
(em Itajubá siga reto pela Av. Pe. Lourenço da Costa e depois pela Av. Poços de Caldas). Ainda na BR-459, você cruzará com a Fernão Dias e passará por Pouso Alegre (em Pouso Alegre siga reto pela Av. Bta. de Paula e depois Av. Bom Jesus) sendo que após 53 km você deverá chegar em uma rotatória e aqui deverá pegar totalmente a sua esquerda na MG-455, passando por Santa Rita de Caldas, Ibitiura de Minas, por fim interceptando a BR-146 onde pegará à direita, logo chegando a Andradas. Faça um contato com o abrigo que pretende ficar para que eles passem as orientações de como chegar lá.


De BELO HORIZONTE o melhor caminho é pela Rodovia Fernão Dias. Distância: 483km.

Siga pela Rodovia Fernão Dias BR-381 até Pouso Alegre, pegue então a BR-459 e passe por Pouso Alegre (em Pouso Alegre siga reto pela Av. Bta. de Paula e depois Av. Bom Jesus) sendo que após 53 km você deverá chegar em uma rotatória e aqui deverá pegar totalmente a sua esquerda na MG-455, passando por Santa Rita de Caldas, Ibitiura de Minas, por fim interceptando a BR-146 onde pegará à direita, logo chegando a Andradas. Faça um contato com o abrigo que pretende ficar para que eles passem as orientações de como chegar lá.





Pedro Zenetti Jr. escalando a 1ª enfiada da Mugido da Vaca Louca (4º Vsup), Pedra do Pântano.



Onde ficar?

Próximo as pedras existem hoje dois abrigos. O Abrigo do Pântano, administrado pelo Pedro Zenetti (Jacaré) e o Abrigo do Velho, administrado pelo Henrique Lima. É possível fazer contato através dos seguintes números:

Abrigo do Pântano
(35) 9828-6834 / (35) 9829-4534
http://www.abrigopantano.com/

Abrigo do Velho
(35) 9916-0230 / (19) 9109-3656

Ambos são muito bons e com preços acessíveis. Os locais são muito hospitaleiros, além de é claro serem administrados por montanhistas.


Onde escalar?



 Marcelo Belo escalando na Pedra do Elefante. foto por CAP.

Atualmente os principais pontos de escalada são:
 - Pedra do Pântano,
 - Pedra do Elefante,
 - Pedra do Boi.

Além destes, ainda axistem a Falésia dos Lobos, Pedra da Onça, Alto da Boa Vista, Pedra Rajada e o Filhote de Elefante. Para informações a respeito do deslocamento para os locais e vias verifique nos abrigos, uma vez que ainda não existe Guia de Escaladas de Andradas e Região.


E as vias?















Os croquis detalhados das vias poderão ser encontrados nos abrigos, não estando disponíveis em sua maioria na internet. Os aqui disponibilizados, são os mesmos que estão disponibilizados no site do Abrigo do Pântano. Entretanto, pelas fotos é possível verificar como são as vias e quais suas principais características.

Pedra do Boi
Irmãos Rocha (6º VIIa E1),
Supreme à Cubana (4º VIa E2),
Solaris (4º Vsup E3).

Pedra do Pântano
Caninana 6º (VIIb/A1) E1,
Savamu (5º VIsup E1),
Andragônia 7º VIIb E3.

Pedra do Elefante
Era do Gelo (4º V E2),
Vulcano (5º Vsup E1),
Zênite (5º Vsup E2),
Amigos_são_Diamantes (5º VIIa E2).


Sugestão de Vias?


Sérgio Robles na Mugido da Vaca Louca, Pedra do Pântano. foto por CAP.

Durante as vezes que eu fui pra lá, eu mandei as seguintes vias:

   - Pedra do Pântano/MG;
          * Mugido da Vaca Louca (4º Vsup E1);
          * Labareda (3º V E2);
          * Nirvana (5º Vsup E2);
          * Nini van Prehn (5º Vsup E1);
          * Pão Francês (5º VIsup E2);
          * Duro na Buscada (5º);
          * Não Pise na Grama (3º);
          * Sabão Café (4º);
          * Irmã Lua (4º);
          * Mística (4º);
          * Urubu na Nóia (4º);
   - Pedra do Elefante/MG;
          * Era do Gelo (4º V E2);
          * Via normal (3º IV E2);
          * Dú Jacaré (4º E2);
          * Teresinha (6a E1).
   - Pedra do Boi/MG;
          *  Antimatéria (5º VIsup E2).


Eu particularmente sugiro as vias Pão Francês (5º VIsup E2), Nirvana (5º Vsup E2) e Mugido da Vaca Louca (4º Vsup E2) no Pântano e a Antimatéria (5º VI E2) na Pedra do Boi, mas exitem muitas vias que eu mesmo ainda não fiz, então existem muitas possibilidades! Mas estas acima é certeza de diversão garantida pra quem ta guiando até 7a/b.

Qualquer coisa outra dúvida, por favor, basta me contactar!

Agradecimento especial ao Pedro Zenetti Jr. (Jacaré) pela autorização na utilização de fotos, vídeos e demais links. (http://www.abrigopantano.com/). Agradecimentos ao Clube Alpino Paulista pela autorização na utilização de fotos.

Abraços!