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terça-feira, 20 de abril de 2010

Vídeo da escalada da Rota Austríaca da Aguja de la 'S', El Chaltén, Patagônia.

Fala pessoal,

Estava devendo o vídeo da nossa escalada da rota austríaca da Aguja de la S, em El Chaltén, patagônia argentina. Espero que gostem.

Agradecimentos ao Tacio Philip e ao Jason Schilling pelas fotos e vídeos.


Abraços!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cume da Aguja de la "S" pela Rota Austríaca (5+, 55º, 450m), El Chaltén.

  
Cume da Aguja de la "S".

Fala pessoal,

Finalmente uma boa notícia! Dia 19 de março, às 14h50, eu, o Tacio e o Jason Schilling atingimos o cume da Aguja de la "S", pela Rota Austríaca (5+, 55º, 450m) após 7h20min de escalada.

No dia 18 de março, após visualizarmos uma curta, porém possível janela de tempo bom, iniciamos nossa aproximaçao até o bivaque na encosta da Laguna Sucia, onde após 6h30 de caminhada chegamos e pudemos descansar, chegando na caverna por volta das 17h30.

Eu e o Taciao na aproximacao.


Eu, chegando no bivaque. Glaciar Río Blanco ao fundo.

Como eu e o Jason já havíamos subido o glaciar Río Blanco anteriormente e assim já conhecíamos o Pedreiro, decidimos por ficar pela bivaque, cozinhar e nos prepararmos para a escalada. Estávamos um pouco desconfiados que a Aguja de la "S" pudesse estar congelada, fato que havia se concretizado alguns dias antes quando nós fizemos nossa primeira tentativa de escalar a agulha.

Mérito para o Jason que durante a trilha insistiu para que continuássemos, sendo que eu e o Tacio estávamos um pouco desesperançosos, uma vez que nevava e chovia razoavelmente durante nossa aproximaçao, parando somente quando iniciamos a trilha que segue pelo Río Blanco.

No outro dia, acordamos bem cedo, por volta das 04h00, tomamos um café, terminamos de arrumar o que faltava e quando eram 05h20-05h30 estávamos deixando o bivaque, ainda de noite, para subir o pedreiro.

Atingimos o Glaciar e quando eram por volta das 07h20 estávamos na base da grande rampa de neve que sobe à direita da Aguja de la "S", ainda com o sol ensaiando nascer.

 Escalando o primeiro trecho da via. Uma rampa de 55° com 150 metros. Tenso.


Eu, guiando a segunda enfiada de rocha. A mais difícil da via.

Eu, subindo a 3a enfiada de rocha. Quase no col.

A minha experiência em escalada em neve e gelo é miúda e como praticamente nao havia como proteger a subida da rampa pela qualidade da neve, fomos obrigados a "solar" os 150 metros iniciais da via que é uma rampa de neve com 55º de inclinaçao. Para mim foi uma experiência meio estressante, mas vencida após 1h e pouco de subida. Estava somente com uma piqueta de travessia e crampons.

Chegamos no início da parte rochosa e quando eram 09h00 o Jason iniciou a guiada da primeira enfiada, graduada em 4+, sendo que logo após eu e o Tacio iniciávamos a subida. Logo após eu assumi a guiada, graduada no croqui em 5+, sendo que logo após um tempo terminei a guiada, subindo o Jason e o Tacio. Esta segunda enfiada, me pareceu ser mais forte que 5+.

O Tacio, que ainda estava se ambietando com o clima alpino abriu mao de guiar a terceira enfiada para o Jason, sendo que após algum tempo, ele atingia o col, subindo eu o Tacio de segundo. A terceira enfiada é um 4+.

Ainda na 3a enfiada.

Macico do Torre visto do col entre as 3a e 4a enfiadas.


Eu, na centro-esquerda, guiando a quarta e quinta enfiadas, na aresta final.

A vista do col é muito bonita e o dia ajudava. A visao que tínhamos do Cerro Torre, do Egger, Standhardt e Herron era maravilhosa. Dalí até o cume seriam mais 4 enfiadas. Assumi a guiada da 4ª e 5ª enfiadas, graduadas em 4+ ambas, sendo que estiquei em uma só enfiada de uns 65-70m, o que obrigou o Tacio e o Jason a entrarem temporariamente à francesa até que eu atingi a parada e dei segurança para os dois.

Dali até o cume faltavam somente mais duas enfiadas e o tempo ainda era muito bom. O Jason mandou as duas últimas enfiadas e quando eram 14h50 atingíamos o cume. Após algumas fotos, vídeos, refeiçao e outras coisas mais, iniciamos a descida.

Tacio e Jason subindo a quarta e quinta enfiadas.

Eu, subindo a penúltima enfiada. Cume.

O primeiro rapel foi o único que enroscou, sendo que quando desci escalei um trecho bem fácil e desenrosquei a corda e logo o Tacio estava conosco. Dali foram mais dois rapéis até o col e depois mais sete rapéis até o glaciar, os quatro últimos da rampa de gelo, feitos pela direita da mesma.

Chegamos de volta ao glaciar quando eram 19h40 e quando eram 21h00 estávamos atingindo o pedreiro enquanto as últimas gotas de luz caíam do céu. Chegamos no bivaque quando eram quase 22h00 e após um bom macarrao e tang quente, dormimos.

Tacio, no cume! Cerro Torre ao fundo.

Cerro Torre ao fundo, durante o rapel.

Sobre a escalada, é interessante que se esteja guiando ao menos 6º grau móvel com conforto, pois as enfiadas de 5+ podem parecer de 6º devido a falta de costume com a escalada em fissuras e fendas. Elegemos a enfiada mais difícil a segunda.

Para mandar tranquilo a rota inteira é interessante que os participantes e guias tenham um conhecimento de travessia em glaciar, já que é necessário atravessar o glaciar Río Blanco. Estar escalando em gelo/neve pelo menos uns 60º, e estar escalando, como dito, 6º grau de rocha em móvel além de estar com a resistência em dia para suportar a aproximaçao e a escalada de 450 metros.
 Parada patagonica.

No outro dia, levantamos sem pressa por volta das 10h30 e iniciamos a descida por volta das 12h40 atingindo Chaltén por volta das 17h20, onde após um banho, algumas Quilmes dormimos felizes pela excelente escalada.


Na lente, as agulhas!

Hoje é dia 22 de março e o Jason já retornou para os Estados Unidos. Eu o Tacio ainda pensamos em fazer algo se o tempo ajudar. Ficaremos aqui até o dia 27/28. Pensamos em voltar para a Guillaumet, onde fiz anteriormente com o Jason as 8 primeiras enfiadas da Fonrouge-Comesaña, chegando até o "col" da rota Amy. Mas isso depende do tempo. Vamos ver!

Posteriormente coloco as fotos, que estao com o Tacio.

Forte abraço!

terça-feira, 16 de março de 2010

Tentativa na "Aguja de la S".

Aguja de la S. Congelada.

Fala pessoal!

Após uma previsao de uma curta janela de tempo bom aqui em El Chaltén, eu e o Jason Schilling, subimos para tentar a Aguja de la S, pela clássica Rota Austríaca (5+, 55º, 450m). Quando eram 11h da manha do dia 14 iniciamos a aproximacao até a Caverna onde iríamos realizar o bivaque, local próximo ao início do Glaciar "Río Blanco", sendo que chegamos lá após quase 6h30 de caminhada, a segunda parte em terreno íngrime.

Ainda aproximando. No acampamento Río blanco.

Chegando lá, tomamos uma sopa e subimos até o início do glaciar para fazer o reconhecimento do pedreiro e retornamos para dormir. Acordamos por volta das 4h30, tomamos café, e após alguns atrasos, provocados sobretudo pelo frio, cruzamos o glaciar e atingimos a base da rota quando eram 08h20 da manha.

Eu, no glaciar Río Blanco.

A esquerda a Aguja Saint-Exupery e a direita a Aguja Poincenot.

Aguja de la S. Sem condicoes de escalada.

Para nosso azar, ao chegarmos lá visualizamos que as paredes estavam literalmente congeladas, com as fissuras recobertas por gelo e o granito em grandes porcoes também coberto por uma fina camada de gelo. Diante fomos obrigados a desistir da escalada, e com tempo de sobra resolvemos explorar um pouco o glaciar Río Blanco e atingir o col que está a esquerda da Aguja de la S para conseguirmos mirar o Cerro Torre e a Torre Egger. Dito e feito, retornamos ao acampamento e quando eram 10h30 estávamos tomando nosso segundo café da manha. Dormimos um pouco e quando eram por volta das 14h15 estávamos iniciando nossa descida para Chaltén.

Jason quase na base da rota Austríaca, nossa intencao. Aguja da la S.

Chegamos ontem de volta por volta das 19h00 e após um banho, uma pizza e descanso estou um pouco recuperado. Hoje provavelmente tentaremos brincar na Pared de Condores, onde existe uma via de 4 enfiadas, 180m, graduada em 6a frances, somente para tentarmos manter um pouco da forma.

Eu, acordando pra descer pra Chaltén depois de uma "ciesta" no bivaque.

Existe a previsao de uma janela de 3 dias de tempo bom, do dia 18 ao 20 agora. Amanha checaremos a previsao e talvez voltemos a Aguja de la S para tenta-la novamente. Vamos ver.

Meu amigo Tacio chega em Chalten hoje e passa a integrar a "equipe"!

As fotos estao com o Jason e posteriormente atualizo o post com as mesmas.

Atualizacao: As fotos expostas foram tiradas pelo Jason.

Abracos!

sábado, 6 de março de 2010

Previsao boa para semana que vem em Chalten.

Fala pessoal,

Bom, depois de voltar de Piedras Negras, descansei no dia seguinte e hoje fiz uma caminhada curta até o cume da Pared de Condores, que é bem próxima do meu albergue.

Continuo tentando encontrar um parceiro de escalada mas está bastante dificíl. Existe uma previsao de uma janela de dois dias de tempo bom, entre os dias 9 e 11 de marco, ainda a confirmar.

Vamos ver se consigo um parceiro amanha. Hoje tentei dar uma averiguada com os guias locais, mas o preco é absurdo. Para turista mesmo. A escalada da Aguja Guillaumet cobra-se a bagatela de 1.400 dólares. O mesmo para a Aguja de la S. E ainda nao permitem que voce guie, tendo que se contentar como participante. Ou seja, como já disse, bem pra turista mesmo (que tipo de turista escala a Guillaumet?).

O albergue que estou é bom, mas com o passar dos dias terei que ir pra um acampamento pago pois tá ficando cara a coisa.

Vamos ver...

Abracos!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Descendo pra Chalten...

 Extraído de: http://pixdaus.com/.

Fala pessoal,

Amanhã embarco para El Calafate, para que na terça-feira ou quarta, esteja chegando em Chalten para quase 30 dias de caminhadas e talvez escaladas por lá.

Março é final de temporada, e muito provavelmente as escaladas mais longas serão quase impossíveis, mas se aparecer oportunidades de escalar as agulhas menores, como a Guillaumet, de la S, Mermoz, entre outras, não perderei obviamente a oportunidade.

Se conseguir voltar com um agulha na bagagem estará muito bom. Além disso penso que a travessia do campo de gelo continental sul é outra boa opção.

Estarei só por duas semanas, até a chegada de um amigo brasileiro que deverá descer em duas semanas.

É isso aí! Vamos ver o que dá! Com esse tempo maluco vai que abre uma janela de 10 dias no meio do mês! :-)

Forte abraço!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Retornando aos campos patagônicos!

Vulcão Tronador.

Fala pessoal,

Dia 3 de fevereiro, às 07h00, partirá meu avião de Guarulhos com destino à San Carlos de Bariloche, região norte da patagônia argentina, onde de 6 de fevereiro até 14 de fevereiro irei participar de um curso de "Escalada em Gelo e Progressão em Glaciares" com meus amigos Ricardo Nonaka e Simone Miranda.

Serão 9 dias de curso, curso este que já estou devendo faz tempo, sendo que ao final do curso devemos escalar o Vulcão Tronador pelo Pico Argentino (3.441m) e posteriormente, no dia 18 de fevereiro, devo retornar ao Brasil para um período de dez dias somente.

No dia 1 de março regresso novamente para a patagônia, dessa vez para El Chaltén, onde irei permanecer por 28 dias à espera de alguma boa oportunidade de escalar as fascinantes e perigosas agulhas daquela região, dando ênfase para as mais comumente escaladas como a Aguja Guillaumet, Aguja de la S, Aguja Poincenot e Aguja Mermoz. O meu amigo Tacio Philip irá se juntar à aventura nas últimas duas semanas de março.

Terei ao longo do tempo oportunidade de postar algumas mensagens no blog e assim vou passando aqui as informações da viagem e das vias que eu conseguir mandar!

Um forte abraço a todos e torçam por mim!