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terça-feira, 22 de setembro de 2015

OPINIÃO: Como atingir suas metas na escalada.


Fala pessoal,

Muitos amigos escaladores/montanhistas sempre me perguntam como eu pude fazer tantas escaladas em tão pouco tempo (oito anos), quase sempre bem-sucedidas e em focos distantes tais como a escalada em rocha e a alta montanha.

Pois bem... tentarei explicar de maneira resumida como chegar lá.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Marcos Costa tentará escalar a face norte do Baintha Brakk, o Ogro I do Paquistão

Fonte: Marcos Costa.

Salve, amigos!

Conforme noticiado hoje pelo Portal Altamontanha.com, o escalador brasileiro Marcos Costa tentará escalar a face norte do Baintha Brakk, uma das montanhas mais difíceis do mundo e que recebeu somente três ascensões, todas pelo lado sul.

Caso consiga será sem dúvidas a maior escalada já feita por um brasileiro.



O Baintha Brakk. Fonte: summitpost.


Abraços.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Nova adaptação de "No ar rarefeito" para ser lançada, por Hollywood. Vejam os trailers.



Bom dia, amigos!

Aproveito para deixar aqui os dois trailers já lançados sobre o novo filme (chamado de "Everest") que contará a história do livro "No ar rarefeito", de Jon Krakauer. A primeira adaptação, de 1997 para a TV, foi interessante. Veremos agora se essa, com os efeitos especiais da atualidade conseguirá, se manter fiel ao livro, que conta uma das maiores tragédias ocorridas no Everest.

As cenas são encantadoras. Veremos como fica o roteiro.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Curso de Escalada em Gelo, do CAP!

Estão abertas as pré-inscrições para o Curso de Escalada em Gelo, do tradicional Clube Alpino Paulista (CAP). Veja a foto abaixo, bem como a breve descrição extraída do site do CAP.



A Escola de Guias do Clube Alpino Paulista-EGCAP realizará de 11 a 26 de julho de 2015, o Curso Básico de Escalada e Progressao em Gelo e Neve – CBEG em Alta Montanha. O local escolhido para as atividades este ano foi a Cordillera Real na Bolivia, perto da cidade de La Paz.

Mais informações: http://cap.com.br/?p=859

As inscrições deverão ser feitas diretamente na sede do Clube Alpino Paulista, na Rua Gomes de Carvalho, 823, Vila Olímpia, São Paulo/SP, às quartas-feiras, a partir das 20h30 (procurar Débora), até 5 de junho!


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Quais são a quatro montanhas mais difíceis dos Andes?

Yerupajá, Peru.

“Desejadas pelos tolos, e temidas por todos”.

O que define uma montanha como difícil?

Para os leigos, normalmente a resposta é a altura, mas para os pioneiros do alpinismo moderno, na verdade é uma combinação de fatores:

Leia o artigo na íntegra clicando no link abaixo (sairá do site victorcarvalho.net):
http://blogdescalada.com/saiba-quais-sao-as-4-montanhas-mais-dificeis-dos-andes-para-escalar/

Abraços.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Waldemar Niclewicz escalada Cerro San Lorenzo (3.706m), segunda maior montanha da patagônia!

Foto por Edwin Espinosa.


Conforme notícia veiculada no site do próprio montanhista, no dia 23 de janeiro Waldemar Niclewicz juntamente com Edwin Espinosa chegaram ao cume desta difícil montanha encravada na fronteira entre a Argentina e o Chile.

Tal escalada faz parte da expedição "Mundo Andino", no qual o escalador brasileiro vem desenvolvendo nos últimos meses.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Apresentação sobre o Ouray Ice Festival, por Alê Silva.



Divulgando!

Excelente oportunidade de conhecer sobre um bom evento!


sábado, 9 de agosto de 2014

Cecilia Buil e Anna Torretta abrem via de escalada em gelo graduada em WI6, no Chile.

Na foto a escaladora Cecilia Buil. Crédito: Anna Torretta.


De acordo com notícia veiculada pelo portal Desnivel.com, as escaladoras Cecilia Buil e Anna Torretta abriram no "Valle de Marmolejo" (Chile) uma via de 160m, graduada em WI6.

A escalada (feita há 4.000m de altitude e durante o inverno austral) precisou de três investidas e recebeu o nome de "La Gioconda".

Para ler a matéria completa, cliquei aqui.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dica de site para as escaladas patagônicas!




Fala pessoal,

Depois de entrar nesse site, que me foi passado pelo meu amigão Tacio Philip, resolvi dar uma checada e fiquei impressionado pela quantidade de fotos e informações nele contido a respeito das escaladas patagônicas.

Se não fosse só isso, o organizador do site é o grande escalador argentino Rolando Garibotti, uma lenda viva da patagônia.

Mesmo pra quem não sonha em escalar por lá vale uma visita pelas belas imagens!

Abraços.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Colin Haley faz a primeira ascensão do Cerro Standhardt em solitário.

 Colin Haley na via "Exocet".

O norte-americano Colin Haley fez a primeira ascensão em solitário do Cerro Standhardt, no maciço do Cerro Torre, na patagônia. Tal ascensão foi feita pela via "Exocet" (500 m, 5.9, WI5) e trata-se da primeira ascensão em solitário do Cerro Standhardt.

Para ler a notícia na íntegra acesse: http://www.desnivel.com/object.php?o=20870

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cerro Torre e Fitz Roy em 4 dias.

A dupla no cume do Fitz Roy.

 Adam Holzknecht no Cerro Torre.

Os alpinistas italianos Hubert Moroder e Adam Holzknecht, conseguiram em 4 dias escalar as difíceis montanhas patagônicas acima citadas, abrindo de maneira bastante confiante, a temporada de escalada na região de "El Chaltén".

Eles chegaram a Chaltén em 8 de novembro e já no dia seguinte subiram para o bivaque junto a face oeste do Fitz Roy. No dia 10 de janeiro iniciaram a escalada, atingindo o cume às 16h00. Por volta das 22h00 já estavam de retorno no bivaque.

De volta a Chaltén e com a boa janela ainda reinante, decidiram aproximar no Cerro Torre onde fizeram a ascensão em aproximadamente em 15 horas.

Segue abaixo a notícia na íntegra, extraída do site desnível: http://www.desnivel.com/object.php?o=20760

Fotos por Flavio Moroder.

Cerro Torre y Fitz Roy en cuatro días

La meteorología permitió que los italianos Adam Holzknecht y Hubert Moroder enlazaran las ascensiones de la Supercanaleta al Fitz Roy y la vía del Compresor al Cerro Torre en la misma semana.

La meteorología adversa es uno de los característicos obstáculos a los que se tienen que enfrentar las expediciones que visitan las montañas de Patagonia. Las ventanas de buen tiempo son escasas y breves. Los italianos Adam Holzknecht y Hubert Moroder lo sabían y optaron por lanzar rápidos ataques a las vías que intentaron en la zona. De este modo fueron capaces de ascender durante cuatro días de la semana pasada dos de las más clásicas: la Supercanaleta al Fitz Roy el miércoles y la vía del Compresor al Cerro Torre el domingo.
 

Ambos alpinistas llegaron a Patagonia el 8 de noviembre y, al día siguiente, se desplazaron hasta la base de la pared oeste del Fitz Roy para aprovechar el buen tiempo reinante. Tras vivaquear allí mismo junto a otras dos cordadas, partieron a las 3 de la madrugada.

 

En su resumen de la actividad publicado por Montagna.tv, señalan que “recorrimos la pared mixta de roca y nieve hasta la cima, que alcanzamos a las 16.00, después de 13 horas de escalada. Efectuamos el descenso a lo largo de la misma vía, llegando al final de la canal al anochecer, hacia las 22.00. Desde el saco pudimos seguir el descenso de nuestros compañeros de aventura, que se nos unieron en la base hacia las 2 de la madrugada”.

Con un éxito tan rápido en el bolsillo, Holzknecht y Moroder deshicieron a pie en unas 7 horas el camino hasta El Chaltén, cargando con sendas pesadas mochilas. Era jueves y, “visto que el buen tiempo todavía se mantenía, decidimos aplazar el reposo y partir hacia otro ambicioso objetivo”.
 

Ese objetivo no era otro que la mítica vía del Compresor, abierta por Maestri en el Cerro Torre. Otras siete horas de caminata el sábado les llevaron hasta la base de esa montaña, donde se encontraron a Rolando Garibotti, listo para cortar los parabolts dejados allí en invierno por David Lama.

Los dos italianos se pusieron en marcha en la vía del Compresor a las 2 de la madrugada. “Eran las 5 de la mañana cuando nos poníamos los pies de gato para superar los primeros largos difíciles”, señalan los escaladores, quienes añaden que “la primera parte de la escalada se reveló muy agradable y variada; en cambio, la parte superior fue agotadora a causa de los largos de artificial. El último largo antes de salir al hongo de hielo final exigió toda la experiencia de Adam para superarlo en parte en libre”.

 

Minutos antes de las cinco de la tarde, tras 15 horas de escalada, Holzknecht y Moroder alcanzaban la cima del Cerro Torre. Una breve pausa en la cumbre precedió el largo descenso, que les llevó hasta el glaciar hacia las 22 horas y al saco de plumas una hora más tarde.

Los dos italianos se pusieron en marcha en la vía del Compresor a las 2 de la madrugada. “Eran las 5 de la mañana cuando nos poníamos los pies de gato para superar los primeros largos difíciles”, señalan los escaladores, quienes añaden que “la primera parte de la escalada se reveló muy agradable y variada; en cambio, la parte superior fue agotadora a causa de los largos de artificial. El último largo antes de salir al hongo de hielo final exigió toda la experiencia de Adam para superarlo en parte en libre”.

Minutos antes de las cinco de la tarde, tras 15 horas de escalada, Holzknecht y Moroder alcanzaban la cima del Cerro Torre. Una breve pausa en la cumbre precedió el largo descenso, que les llevó hasta el glaciar hacia las 22 horas y al saco de plumas una hora más tarde.

sábado, 21 de agosto de 2010

A primeira ascensão invernal da Torre Egger, na Patagônia

 Os alpinistas no cume da difícil Torre Egger.

No dia 3 de agosto de 2010, os alpinistas Stephan Siegrist, Dani Arnold e Thomas Senf realizaram a primeira ascensão invernal da Torre Egger (2685m), na Patagônia Argentina.

Uma escalada intensa de um total de três dias, e fazendo o melhor uso da janela de bom tempo - completamente inesperada - foi sucesso desta conquista. Isto é o que aconteceu com Swissmen Stephan Siegrist e Arnold Dani e Senf Thomas da Alemanha, que em 3 de Agosto encontravam-se no cume da Torre Egger, depois de ter partido da Suíça uma semana antes.

Os três foram extremamente rápidos: em 27 de Julho chegaram a El Chalten, em 31 de Julho estavam na base da montanha. A previsão do tempo não era tão ruim assim, eles se perguntaram, por que não fazer logo a tentativa da escalada?

Saindo de Chaltén.

Na manhã seguinte, em perfeitas condições - leia-se perto de ausência total de vento - os três subiram para um bivaque localizado entre Torre Egger e Cerro Standhard. Dani Arnold escalou mais duas cordadas antes de anoitecer com o frio intenso do inverno.

A escalada no dia seguinte não foi de forma simples - as fissuras estavam congeladas e Thomas Senf teve uma longa e inesperada queda - e como eles não conseguiram encontrar uma bivaque adequado, decidiram continuar a escalada.

Próximo ao Cerro Torre.


As fissuras congeladas atrapalharam a progressão.

O clima piorou e depois de 22 horas, chegaram à base do cogumelo de gelo do cume. Para continuar subindo, eles precisam da luz do dia e assim eles cavaram uma base onde sentaram e descansaram por quatro horas.

A primeira luz do dia em 03 de agosto também trouxe com ela o vento frio e sinais evidentes de uma alteração brusca do tempo. Uma escalada rápida ao cume era a única saída e, graças a sua subida da rota Titanitc três anos antes, Siegrist sabia de uma chaminé de gelo na face sul. Eles imediatamente optaram por esta via e ao meio-dia, Siegrist, Arnold e Senf estavam no cume da Torre Egger, realizando assim a primeira ascensão invernal, em estilo alpino perfeito.

Siegrist não é novato em escalada invernal importante na Patagônia, em 1999, juntamente com David e Thomas Ulrich e Gregory Crouch, realizou a primeira ascensão invernal da face oeste do Cerro Torre . Na época as coisas correram de forma completamente diferente, e os quatro tiveram de suportar 58 dias de tempestades típica da Patagônia para chegar com sucesso ao cume.

Visual patagônico incrível para a época do ano.


Próximo do término da escalada.


No cume com o Fitz Roy ao fundo.

Desta vez, os ventos, descrito pelos moradores locais como "La Escoba de Dios", foram muito mais tolerantes. Tanto é que Siegrist, 38 anos de idade, declarou: "Vamos precisar de um par de dias para compreender plenamente a sorte que tivemos. Estávamos prontos para tudo, exceto para um ascensão tão rápida como foi."

Fonte: http://www.extremos.com.br/noticias/100817-A-primeira-escalada-invernal-da-Torre-Egger/

Fotos por Thomas Self

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vídeo da escalada da Rota Austríaca da Aguja de la 'S', El Chaltén, Patagônia.

Fala pessoal,

Estava devendo o vídeo da nossa escalada da rota austríaca da Aguja de la S, em El Chaltén, patagônia argentina. Espero que gostem.

Agradecimentos ao Tacio Philip e ao Jason Schilling pelas fotos e vídeos.


Abraços!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cume da Aguja de la "S" pela Rota Austríaca (5+, 55º, 450m), El Chaltén.

  
Cume da Aguja de la "S".

Fala pessoal,

Finalmente uma boa notícia! Dia 19 de março, às 14h50, eu, o Tacio e o Jason Schilling atingimos o cume da Aguja de la "S", pela Rota Austríaca (5+, 55º, 450m) após 7h20min de escalada.

No dia 18 de março, após visualizarmos uma curta, porém possível janela de tempo bom, iniciamos nossa aproximaçao até o bivaque na encosta da Laguna Sucia, onde após 6h30 de caminhada chegamos e pudemos descansar, chegando na caverna por volta das 17h30.

Eu e o Taciao na aproximacao.


Eu, chegando no bivaque. Glaciar Río Blanco ao fundo.

Como eu e o Jason já havíamos subido o glaciar Río Blanco anteriormente e assim já conhecíamos o Pedreiro, decidimos por ficar pela bivaque, cozinhar e nos prepararmos para a escalada. Estávamos um pouco desconfiados que a Aguja de la "S" pudesse estar congelada, fato que havia se concretizado alguns dias antes quando nós fizemos nossa primeira tentativa de escalar a agulha.

Mérito para o Jason que durante a trilha insistiu para que continuássemos, sendo que eu e o Tacio estávamos um pouco desesperançosos, uma vez que nevava e chovia razoavelmente durante nossa aproximaçao, parando somente quando iniciamos a trilha que segue pelo Río Blanco.

No outro dia, acordamos bem cedo, por volta das 04h00, tomamos um café, terminamos de arrumar o que faltava e quando eram 05h20-05h30 estávamos deixando o bivaque, ainda de noite, para subir o pedreiro.

Atingimos o Glaciar e quando eram por volta das 07h20 estávamos na base da grande rampa de neve que sobe à direita da Aguja de la "S", ainda com o sol ensaiando nascer.

 Escalando o primeiro trecho da via. Uma rampa de 55° com 150 metros. Tenso.


Eu, guiando a segunda enfiada de rocha. A mais difícil da via.

Eu, subindo a 3a enfiada de rocha. Quase no col.

A minha experiência em escalada em neve e gelo é miúda e como praticamente nao havia como proteger a subida da rampa pela qualidade da neve, fomos obrigados a "solar" os 150 metros iniciais da via que é uma rampa de neve com 55º de inclinaçao. Para mim foi uma experiência meio estressante, mas vencida após 1h e pouco de subida. Estava somente com uma piqueta de travessia e crampons.

Chegamos no início da parte rochosa e quando eram 09h00 o Jason iniciou a guiada da primeira enfiada, graduada em 4+, sendo que logo após eu e o Tacio iniciávamos a subida. Logo após eu assumi a guiada, graduada no croqui em 5+, sendo que logo após um tempo terminei a guiada, subindo o Jason e o Tacio. Esta segunda enfiada, me pareceu ser mais forte que 5+.

O Tacio, que ainda estava se ambietando com o clima alpino abriu mao de guiar a terceira enfiada para o Jason, sendo que após algum tempo, ele atingia o col, subindo eu o Tacio de segundo. A terceira enfiada é um 4+.

Ainda na 3a enfiada.

Macico do Torre visto do col entre as 3a e 4a enfiadas.


Eu, na centro-esquerda, guiando a quarta e quinta enfiadas, na aresta final.

A vista do col é muito bonita e o dia ajudava. A visao que tínhamos do Cerro Torre, do Egger, Standhardt e Herron era maravilhosa. Dalí até o cume seriam mais 4 enfiadas. Assumi a guiada da 4ª e 5ª enfiadas, graduadas em 4+ ambas, sendo que estiquei em uma só enfiada de uns 65-70m, o que obrigou o Tacio e o Jason a entrarem temporariamente à francesa até que eu atingi a parada e dei segurança para os dois.

Dali até o cume faltavam somente mais duas enfiadas e o tempo ainda era muito bom. O Jason mandou as duas últimas enfiadas e quando eram 14h50 atingíamos o cume. Após algumas fotos, vídeos, refeiçao e outras coisas mais, iniciamos a descida.

Tacio e Jason subindo a quarta e quinta enfiadas.

Eu, subindo a penúltima enfiada. Cume.

O primeiro rapel foi o único que enroscou, sendo que quando desci escalei um trecho bem fácil e desenrosquei a corda e logo o Tacio estava conosco. Dali foram mais dois rapéis até o col e depois mais sete rapéis até o glaciar, os quatro últimos da rampa de gelo, feitos pela direita da mesma.

Chegamos de volta ao glaciar quando eram 19h40 e quando eram 21h00 estávamos atingindo o pedreiro enquanto as últimas gotas de luz caíam do céu. Chegamos no bivaque quando eram quase 22h00 e após um bom macarrao e tang quente, dormimos.

Tacio, no cume! Cerro Torre ao fundo.

Cerro Torre ao fundo, durante o rapel.

Sobre a escalada, é interessante que se esteja guiando ao menos 6º grau móvel com conforto, pois as enfiadas de 5+ podem parecer de 6º devido a falta de costume com a escalada em fissuras e fendas. Elegemos a enfiada mais difícil a segunda.

Para mandar tranquilo a rota inteira é interessante que os participantes e guias tenham um conhecimento de travessia em glaciar, já que é necessário atravessar o glaciar Río Blanco. Estar escalando em gelo/neve pelo menos uns 60º, e estar escalando, como dito, 6º grau de rocha em móvel além de estar com a resistência em dia para suportar a aproximaçao e a escalada de 450 metros.
 Parada patagonica.

No outro dia, levantamos sem pressa por volta das 10h30 e iniciamos a descida por volta das 12h40 atingindo Chaltén por volta das 17h20, onde após um banho, algumas Quilmes dormimos felizes pela excelente escalada.


Na lente, as agulhas!

Hoje é dia 22 de março e o Jason já retornou para os Estados Unidos. Eu o Tacio ainda pensamos em fazer algo se o tempo ajudar. Ficaremos aqui até o dia 27/28. Pensamos em voltar para a Guillaumet, onde fiz anteriormente com o Jason as 8 primeiras enfiadas da Fonrouge-Comesaña, chegando até o "col" da rota Amy. Mas isso depende do tempo. Vamos ver!

Posteriormente coloco as fotos, que estao com o Tacio.

Forte abraço!

terça-feira, 16 de março de 2010

Tentativa na "Aguja de la S".

Aguja de la S. Congelada.

Fala pessoal!

Após uma previsao de uma curta janela de tempo bom aqui em El Chaltén, eu e o Jason Schilling, subimos para tentar a Aguja de la S, pela clássica Rota Austríaca (5+, 55º, 450m). Quando eram 11h da manha do dia 14 iniciamos a aproximacao até a Caverna onde iríamos realizar o bivaque, local próximo ao início do Glaciar "Río Blanco", sendo que chegamos lá após quase 6h30 de caminhada, a segunda parte em terreno íngrime.

Ainda aproximando. No acampamento Río blanco.

Chegando lá, tomamos uma sopa e subimos até o início do glaciar para fazer o reconhecimento do pedreiro e retornamos para dormir. Acordamos por volta das 4h30, tomamos café, e após alguns atrasos, provocados sobretudo pelo frio, cruzamos o glaciar e atingimos a base da rota quando eram 08h20 da manha.

Eu, no glaciar Río Blanco.

A esquerda a Aguja Saint-Exupery e a direita a Aguja Poincenot.

Aguja de la S. Sem condicoes de escalada.

Para nosso azar, ao chegarmos lá visualizamos que as paredes estavam literalmente congeladas, com as fissuras recobertas por gelo e o granito em grandes porcoes também coberto por uma fina camada de gelo. Diante fomos obrigados a desistir da escalada, e com tempo de sobra resolvemos explorar um pouco o glaciar Río Blanco e atingir o col que está a esquerda da Aguja de la S para conseguirmos mirar o Cerro Torre e a Torre Egger. Dito e feito, retornamos ao acampamento e quando eram 10h30 estávamos tomando nosso segundo café da manha. Dormimos um pouco e quando eram por volta das 14h15 estávamos iniciando nossa descida para Chaltén.

Jason quase na base da rota Austríaca, nossa intencao. Aguja da la S.

Chegamos ontem de volta por volta das 19h00 e após um banho, uma pizza e descanso estou um pouco recuperado. Hoje provavelmente tentaremos brincar na Pared de Condores, onde existe uma via de 4 enfiadas, 180m, graduada em 6a frances, somente para tentarmos manter um pouco da forma.

Eu, acordando pra descer pra Chaltén depois de uma "ciesta" no bivaque.

Existe a previsao de uma janela de 3 dias de tempo bom, do dia 18 ao 20 agora. Amanha checaremos a previsao e talvez voltemos a Aguja de la S para tenta-la novamente. Vamos ver.

Meu amigo Tacio chega em Chalten hoje e passa a integrar a "equipe"!

As fotos estao com o Jason e posteriormente atualizo o post com as mesmas.

Atualizacao: As fotos expostas foram tiradas pelo Jason.

Abracos!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Descendo pra Chalten...

 Extraído de: http://pixdaus.com/.

Fala pessoal,

Amanhã embarco para El Calafate, para que na terça-feira ou quarta, esteja chegando em Chalten para quase 30 dias de caminhadas e talvez escaladas por lá.

Março é final de temporada, e muito provavelmente as escaladas mais longas serão quase impossíveis, mas se aparecer oportunidades de escalar as agulhas menores, como a Guillaumet, de la S, Mermoz, entre outras, não perderei obviamente a oportunidade.

Se conseguir voltar com um agulha na bagagem estará muito bom. Além disso penso que a travessia do campo de gelo continental sul é outra boa opção.

Estarei só por duas semanas, até a chegada de um amigo brasileiro que deverá descer em duas semanas.

É isso aí! Vamos ver o que dá! Com esse tempo maluco vai que abre uma janela de 10 dias no meio do mês! :-)

Forte abraço!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Curso de Deslocamento em Glaciar e Escalada em Gelo - Parte I

Cerro Tronador ao entardecer.

Fala pessoal,

Cheguei hoje pela manhã de Bariloche/ARG, onde durante nove dias fiz o "Curso de Deslocamento em Glaciar e Escalada em Gelo", por uma empresa chamada "Andesascenciones", onde tivemos como instrutores o guia argentino Maximo Schneider, o guia brasileiro Ronaldo Franzen Jr (Nativo) e o guia também argentino Mauricio Caudillo.

 Bariloche, com o lago Nahuel Huapi ao fundo.

Iniciamos o curso no dia 4 de fevereiro com uma reunião no centro de Bariloche onde ficou acertado os pormenores do início do curso que se iniciou no dia 6 de fevereiro com nosso deslocamento das proximidades do CAB (Clube Andino Bariloche) para o "Ventisquero Negro", glaciar baixo do complexo do vulcão Tronador, onde iríamos dar início as atividades de aprendizado em escalada em gelo.

 No albergue ainda em Bariloche, antes da partida. Simone abaixo.



Simone e o Rick comprando os mantimentos.

Passadas as compras dos mantimentos em Bariloche, o primeiro dia, após o nosso deslocamento, foi de acampamento numa região próxima ao "ventisquero" (aproximadamente 1 hr do local das aulas), mas a chuva constante fez com que os guias adiassem o início do curso para o dia seguinte, e assim, eu, o Rick Nonaka e a Simone, que dividiamos uma barraca para dois, ficamos recolhidos por quase 20 horas até as 8 hrs do dia seguinte.

Dali seguimos para o local do curso, onde os guias começaram a passar as informações de uso de "crampons" e das botas rígidas e os estilos de caminhada em gelo, que treinamos bastante. Na sequência, foram passadas as informações de manuseio e uso das piquetas de travessias e técnicas (piolet-bastão, piolet-apoio, piolet-punhal e piolet-tração) além dos tipos de deslocamento com este tipo de ferramenta suas modalidades de acordo com o tipo de gelo e inclinação (pendente) a ser vencida.

Retornamos ao acampamento após quase 9 hrs de exercícios e informações.

Eu e a Simone treinando a técnica piolet-tração.

Sequência.

Rick e Simone treinando a pisada de dez pontas (francesa).

No dia seguinte, retornamos ao local de treino onde refizemos exaustivamente os treinamento do dia anterior  e dessa vez foi passada as informações e treinos para a escalada técnica em gelo, ascenção e travessia, montagem de parada com os grampos de gelo (ice screw), rapel em gelo e outras técnicas.

No terceiro dia fizemos mais uma vez um ensaio dos dias anteriores, muita escalada em gelo, inclusive com top rope armado em parede de gelo com pendente de 75º-80º, terminando o dia com um deslocamento no glaciar do Ventisquero Negro, guiado pelo Maximo Schneider e pelo Nativo.

 Cruzeiro do sul no céu do acampamento.

Conversas noturnas no Ventisquero.

Retornando ao acampamento, nos preparamos para no dia seguinte nos deslocarmos até Pampa Linda e iniciar a subida à parte alta do Tronador para os treinamentos em neve e para os deslocamentos em glaciares.

Vale a pena dizer o visual a todo o momento estonteante e as diversas avanlanches que víamos diariamente vindas do Cerro Tronador. Além disso, a conversa jogada fora e os jantares a noite em nossa acampamento.

Continua...