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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Participando do BigMil - Mil metros de escalada em rocha, em 12h38min!

Eu nos trechos finais da Lixeiros. Foto por Fernando Abdalla.


Boa tarde, amigos!

Hoje vou escrever um pouco do excelente evento que rolou em São Bento de Sapucaí, chamado de BigMil. Mil metros de escalada em rocha, no complexo do Baú, e tudo isso em 24h.

Poderia parecer fácil, mas não foi nada assim.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Escalada das vias "Nóia de Cão" (6ºsup), "Pimenta Honesta" (6º VIsup E2 140m) e outras na Pedra do Baú!



Fala pessoal,

Por fim este final de semana consegui ir para o Baú escalar algo que realmente indique o começo de uma temporada!

Eu e o meu amigo Tacio Philip (www.tacio.com.br) saímos de sampa na sexta-feira com destino à São Bento de Sapucaí/SP com a idéia de escalar algumas vias um pouco mais exigentes para fazer valer a temporada. Nossa idéia era escalar no sábado um conjunto de vias que saíssem do chão da face norte e terminassem no cume do Baú. Com isso surgiu a idéia de escalarmos as seguintes vias encadenando-as como uma só:

Nóia de Cão (6ºsup) -> Gregos e Troianos (5º VI) -> Learning to Fly (2ª enfiada; 6ºsup) -> Anormal (4º) -> Pássaros (6ºsup).

Com isso levantamos cedo no sábado e seguimos para a base da face norte do baú pela trilha que vai para a via "V de Vingança" chegando na base da via "Nóia de Cão". O crux da via é a própria saída, que foi feita pelo Tacio Philip, seguimos então para o col onde acabamos errando e entrando na via "Pimenta Honesta", que demonstrou ser bem mais forte que a Gregos e Troianos e com um pouco de ralação concluímos a via, tendo eu guiado a primeira enfiada e o Tacio as duas superiores, sendo a segunda já emendando com a Anormal (4º). Acabamos chegando na base da via "Pássaros" já tarde e por isso decidimos abortar a continuação da escalada e descer.

Retornamos para São Bento para comer e dormir.

No outro dia, acabamos levantando tarde, reflexo do cansaço do dia anterior e fomos entrar na via "Fissura Corneto". Entrei na primeira enfiada e acabei realmente checando que houve um desmoronamento no final, quase na base da segunda enfiada e com isso resolvemos voltar. Ao que tudo indica houve o descolamento de uma placa de rocha que elevou o grau da via e a deixou bem exposta.



Subimos para o topo do bauzinho num trepa-pedra e depois pela "Normal do Bauzinho". Enrolamos e acabamos indo embora.

Foi um excelente final de semana para nos mostrar como estamos precisando treinar e treinar e ir pra rocha e com isso voltar a escalar com melhor qualidade! Então, bora pro treino!!

Forte abraço!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Criação do Monumento Natural da Pedra do Baú.

 O conjunto da Pedra do Baú. São Bento do Sapucaí/SP.

Repassando,


Pessoal,

Na próxima segunda-feira, dia 27 de dezembro, às 10 horas, será realizada cerimônia de criação do Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú, na Prefeitura Municipal de São Bento do Sapucaí, no estado de São Paulo.

Este é um ato de preservação há muito esperado que visa conservar os remanescentes de floresta montana associados à Mata Atlântica na Serra da Mantiqueira. A área, que terá pouco mais de 3 mil hectares, vai preservar as matas de araucárias e os campos de altitude. A criação deste Monumento Natural é um esforço conjunto da prefeitura Municipal de São bento do Sapucaí e do Governo do Estado de São Paulo que deverão também partilhar responsabilidades na gestão da área.

Para os montanhistas e todos os amantes das montanhas, a criação desta unidade de conservação também representa a preservação de um aspecto muito especial da paisagem da Serra da Mantiqueira: o Complexo do Baú - Pedra do Baú, Bauzinho e Ana Chata - conjunto de montanhas rochosas que está entre os principais points de escalada da região sudeste do Brasil.

A cerimônia é pública e todos estão convidados.

Solicita-se ampla divulgação.

Forte abraço e Feliz Natal

Milton Dines


sábado, 13 de novembro de 2010

Escaladas das vias "Galba Athaíde", "Chicken Salad", "Normal do Baú", "Cresta do Baú" e "Normal do Bauzinho". São Bento de Sapucaí/SP.

Paulo, Cris e eu no cume da Pedra do Baú/SP.

Fala pessoal,

Após trabalharmos o final de semana inteiro na Fórmula 1, apoiando o evento nos assuntos de interesse de atuação do Corpo de Bombeiros, eu, o Paulo Chagas e o Cristian Bons, decidimos correr para São Bento de Sapucaí para escalar na terça e quarta-feira algumas vias de escalada.

Nossa idéia era apresentar ao Cris, que é tenente do Corpo de Bombeiros do estado do Alagoas e está fazendo um longo curso com a gente, o complexo da Pedra do Baú, onde ele poderia ter um contato inicial com as montanhas paulistas.

Saímos de sampa, bem cedo, e quando eram 6h da manhã estávamos passando em Franco da Rocha para pegá-lo e seguirmos direto para a Pedra do Baú, via Campos do Jordão.

Seguimos direto para lá, e após algumas breves paradas para comida e abastecimento, chegamos no estacionamento da Pedra quando eram por volta das 10h30.

Havíamos elegido a via "Galba Athaíde" (5º Vsup E2 150m) como nossa primeira escalada e quando eram por volta das 11h30 o Paulo estava guiando a primeira enfiada desta bonita via, que é a primeira via à esquerda na face norte do Bauzinho.

Paulo guiando o crux da "Galba Athaíde", no Bauzinho.

O Cris guiando a 1ª enfiada da "Normal do Bauzinho".

O Paulo guiou as 3 primeiras enfiadas, ficando com todos os "cruxes", sobrando pra mim somente guiar a última e fácil 4ª enfiada. Chegamos no cume, fomos para o carro para nos hidratarmos, comermos e jogarmos conversa fora. O tempo ajudava.

Seguimos dali para a "Normal do Bauzinho" (2º III E2), uma fácil porém aérea via de escalada na face norte do Bauzinho, onde o Cris iria guiar (sua 2ª guiada geral, sendo a primeira em Salesópolis). O Paulo desceu com ele para dar segurança, enquanto que eu montaria uma linha de rapel para fotografá-los.

Cris guiando a "Normal do Bauzinho".

Paulo subindo a "Normal do Bauzinho".

Eles fizeram as duas enfiadas com tranquilidade enquanto eu sacava as fotos, que seguem no relato.

Saímos dali e fomos escalar então a via "Chicken Salad" (5ºsup E2). Uma curta via (uma enfiada), onde o crux está no início levemente negativo. Totalmente protegida por grampos. Guiei a via, sendo que o Cris muito bem, mandou de segundo, enquanto que desta vez o Paulo fazia a gravação da escalada de nós dois.


Já eram quase 18h quando havíamos terminado esta escalada e assim decidimos ir pra São Bento de Sapucaí. Fomos para a pousada da Tia Cida, onde pegamos um pernoite (por 30 reais com café da manhã), tomamos um banho e fomos para a Cantina do Tio Giuseppe, muito boa e barata, onde comemos e tomamos uma cerveja.

No outro dia, nossa idéia era seguir para a Pedra do Baú, fazendo as vias "Cresta do Baú" (IVsup), "Normal do Baú" (2ª enfiada - IIIsup E2) e o "Teto do Baú" (A1). Para tanto, quando eram 6h levantamos em São Bento, tomamos café, fizemos as compras e seguimos para o complexo. Arrumamos as tralhas e seguimos pela trilha, subindo ao col e fomos direto para a "Cresta do Baú", onde o Cris guiou muito bem, tomando uma bonita queda que não o abateu. O Paulo seguiu e por último eu limpei a via.

O Cris guiando a "Normal do Baú".

Paulo subindo a 2ª enfiada da "Normal do Baú".

O cris então seguiu guiando a "Normal do Baú" também, sendo que eu já havia guiado a via para poder sacar fotos dele e do Paulo por cima. Assim foi feito e quando não eram nem 10h30 já estávamos no cume tirando mais fotos. Acabamos decidindo por não fazer o "Teto do Baú" e logo estávamos descendo pela escada da face sul para retornamos ao carro.

Pedra do Baú vista do col.

Destino Baú!

Chegamos, arrumamos todo o equipamento e começamos a viagem de volta, sendo que quando era por volta das 17h estava chegando em casa. A viagem foi muito boa, rendendo boas escaladas, boas palhaçadas e boas fotos e espero que se repita, até porquê, ficamos devendo o "Teto do Baú".

Um forte abraço!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Escaladas no Bauzinho, colo e Ana Chata.

 Pedra do Baú/SP no dia 12 de outubro.

Fala pessoal,

Ainda em recuperação de um forte tendinite que atingiu dedos das minhas duas mãos, fui neste último feriado para São Bento de Sapucaí, com o Ricardo Nonaka. Grande amigo e escalador, que por questões pessoais acabou se afastando da escalada nos últimos 8 meses.

Saímos de sampa no domingo, com a intenção de escalar a tarde no Baú, mas acabamos chegando meio tarde, o que fez com que passassemos um mal bocado com a caída da noite.

Uma vez lá, encontramos o conhecido escalador  e conquistador carioca, Antonio Paulo Faria, que nos alertou sobre um ocorrido, onde enquanto escalava no Bauzinho fora alvo de pedras, jogadas desde o cume daquela montanha, provavelmente por turistas.

 Eu e o Rick na base da "Gregos e Troianos".

Dali partimos para o col, onde entrariamos na via "Gregos e Troianos" (5º VI E2). Chegando lá, rapelamos e iniciamos a escalada, com o Rick na ponta da corda. Sem conseguir encontrar o rumo e já escurecendo decidimos voltar subindo pela via "Escória" (3º Vsup E2), mas não o suficiente para evitar a noite.

Como o platô da via é um pouco mais abaixo do platô da Gregos e Troianos (que é o mesmo que leva à parede laranja), resolvi não perder tempo fazendo um rapel para lá, emendando uma travessia fácil porém exposta diretamente para a linha da via. Terminada minha guiada o Rick subiu e iniciou a guiada da segunda enfiada, que erroneamente acabou por fazer uma grande travessia para a direita, indo parar na parada da, provavelmente, "Via das Corujas". Fui até lá, disse que havíamos fugido da linha e que não sabia a graduação da "Via das Corujas" e que teríamos de voltar para a "Escória". O Rick então refez a travessia de volta (exposta) e achou a linha de subida, voltando a ser perder já próximo à parada, que confunde, por ser mista (uma cantoneira e demais peças móveis). Dali subi até o Rick, que agora já bem próximo do col guiou com tranquilidade até o topo. Subi e dali descemos rápido para o carro, onde chegamos quando era por volta das 21h30.

 Eu, guiando a "Escória".

Durante a subida, quase fomos acertados por um bloco rochoso que despencara desde o col, passando cerca de 10 metros pela minha direita. Posteriormente fiquei sabendo, que ele caiu por um descuido de escaladores que o jogaram pra baixo sem querer, quando iam embora. O bloco devia pesar pelo menos uns 5 kg. Pra ajudar um friend ficou entalado ainda na primeira enfiada da "Escória" e que teríamos que recuperar no outro dia.

No outro dia fomos então resgatar a peça. Para isso montamos uma base móvel no col e desci até chegar no friend. Com muito esforço consegui remover a maldita, quase uma hora depois, jumareando de volta.

 Cordada de Bernardo Collares e Flávio Daflon na "Learning to Fly". Foto tirada logo depois que resgatei o friend.

Seguimos para a "Fissura Corneto", onde o Rick guiaria a primeira enfiada e eu ficaria com a bonita segunda. O Rick iniciou a guiada mas não conseguiu mandar o lance final e eu prevendo perrengue, pedi que voltasse e que fôssemos para outra via para aquecer. Como havíamos chegado tarde no Baú (quase na hora do almoço), o dia já estava quase perdido, isso sem contar o frio, névoa e vento que nos acompanhavam.

Dali seguimos para a via "Chicken Salad" (5ºsup), onde eu entrei e guiei, terminando com o Rick subindo de segundo, quando eram por volta das 16h30.

 Eu, na parada da "Chicken Salad", no Bauzinho.

Decidimos voltar para São Bento para descansar e não deixar acontecer na terça, o que ocorrera na segunda. Ou seja, que perdêssemos tempo para escalada. No outro dia, conforme combinado, seguiríamos para a Ana Chata para fazer móvel de baixa dificuldade.

No dia seguinte, descansados, levantamos bem cedo e quando era 07h00 já estávamos estacionando para subir para a Ana Chata.

Como queríamos voltar pra sampa cedo e evitar o trânsito, estipulamos o horário limite pra retornar para São Bento, no máximo às 13h00, e após nos perdermos para subir, chegamos na base por volta das 08h00.

Como nunca havia escalado a via "Tom Sawyer" (2 enfiadas, inteiramente em móvel), sugeri que entrássemos nela e que seguíssemos para o cume pela "Lixeiros", o que fizemos. Iniciei a escalada às 08h30 e quando eram 10h50 estávamos no cume, alternando a guiada.

 Rumo: Ana Chata.

Eu, guiando a fácil e bonita primeira enfiada da "Tom Sawyer", na Ana Chata.

Rick, guiando a 2ª enfiada da "Tom Sawyer".

Descemos e pensamos em entrar em outra via, curta, mas como o tempo estava escasso, resolvemos retornar pra sampa.

Daria pra escalar muito mais, mas como estou com tendinite e o Rick estava sem escalar a muito tempo, até que ficou de bom tamanho. Espero que da próxima renda mais!

É isso aí!

Forte abraço!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Vídeo da "rocktrip" pelo sudeste (setembro de 2008)!

Fala pessoal,

Em setembro de 2008, eu e o Ricardo Nonaka, fizemos uma viagem de 27 dias pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro procurando escalar os mais tradicionais points destes estados. Tirando os dias de deslocamento entre as regiões e alguns dias de chuva que pegamos, pudemos escalar o suficiente para quase arranjar fortes tendinites.




Durante esse tempo, passamos pelos seguintes locais (seguindo a ordem da viagem):

- Rio de Janeiro
* Passagem dos Olhos,
* K2,
* Via dos Austríacos (foram feitas 4 enfiadas, com rapel devido a chuva),
* Arca de Noé (Babilônia).

- Teresópolis
* Dedo de Deus (Face Leste c/ Blackout),
* Agulha do Diabo (Via normal).

- Serra do Cipó e Sítio do Rod
* Diversas vias esportivas.

- Salinas
* CERJ,
* Face Leste do Pico Maior (Rapel depois da sexta enfiada devido ao mal tempo).

- Falésia dos Olhos e Bauzinho
* Sexto,
* Paredão Tudo Bem,
* Escória, entre outras.

Segue o vídeo que eu fiz da viagem! E para aqueles que quiserem saber um pouco sobre as vias que escalamos pode fazer um contato que estamos a disposição.

Forte Abraço!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Homem-Pássaro (5º VIsup E2) e mais.



 
Caros amigos,

Este feriado acabei viajando pra São Bento de Sapucaí, na sexta-feira a noite, onde no sábado, sem nenhum parceiro pra escalar acabei descendo na via "Fissura Corneto" (5º Vsup E1), a pedido do próprio Corneto, para verificar as condições da via, que segundo mesmo, teria sofrido um impacto com o descolamento de rocha, com provável perda de grampos.

Desci rapelando e que para a minha felicidade, a segunda enfiada, a que teria sofrido o impacto, continua sem problemas para ser escalada, inclusive tendo seus 6 grampos de proteção (5 proteções originárias da conquista, pintadas de branco e 1 chapeleta) intactos mais uma chapeleta da base da primeira e única enfiada também intacta. Apenas duas das proteções antigas estão cobertas de ferrugem, o que implica em possível substituição, mas ainda sim é possível escalar a rota.

A primeira enfiada não verifiquei, mas como a informação do Corneto fazia menção a 2ª enfiada, creio que a primeira está em ordem. De qualquer maneira, a primeira enfiada é possível de se retornar, então não têm problemas.

Enquanto isso o Beto Vilela, o Baretta e a Mariele iam mandando a "Cresta do Baú" (IVsup) e depois entrando no "Teto do Baú" (um aéreo A1).


Beto Vilela no "Teto do Baú" (A1). Clique na foto para ampliar.

No dia seguinte, havia combinado de escalar com o Ademir, lá do clube, ou a via "Homem-Pássaro" (5º VIsup E2, com proteções fixas e móveis), no Bauzinho, ou a "Gregos e Troianos" (5º VI E2, com somente 3 chapas), no col.

Como o pessoal do CAP ia entrar na "Galba Athayde" (5º Vsup E2), via que segue ao lado da Homem-Pássaro, decidimos por entrar nessa última e escalar ao lado do Beto Vilela, da Mariele e do Robson Abileck e assim o fizemos.

Passei na pousada onde o Ademir estava com a Bia Boucinhas por volta das 07h30, saímos pra tomar um café rápido e logo estávamos subindo para o estacionamento da Pedra do Baú, onde chegamos por volta das 08h30. O Beto e a Mariele esperavam o Robson que vinha de sampa especialmente pra escalada e quando eram por volta das 09h00, ele chegou.

Pegamos o equipo e pé na trilha. Chegamos logo após na base da Galba, onde o pessoal ficou e eu e o Ademir seguimos pra procurar a base da Homem-Pássaro, onde após apanhar um pouco conseguimos achar a fenda inicial onde começa a rota.

Como a via vai equipos móveis e o Ademir estava um pouco inseguro quanto ao seu uso, coube a mim a guiada da via. Equipos colocados, corda passada, lá começava eu a 1ª enfiada.


1ª ENFIADA,

A 1ª enfiada é muito bonita pois começa praticamente só em móvel (existe um grampo na base pro segurança se auto-segurar, já que a trilha está desbarrancando) sendo que usei 3 peças pequenas (entre o Camalot .3 e o .75) e logo estava sobre a fenda onde vêm a primeira proteção fixa. Ali têm-se um lance mais exigente que pelo croqui está cotado em 6º grau, o que deve ser.

Vencido este lance a enfiada segue praticamente reta, pouca coisa pra esquerda, onde após mais duas colocações móveis têm-se a parada.

Dali dei segurança pro Ademir que veio subindo com a mochila e limpando a via e logo estávamos entrando na segunda enfiada.


Eu, guiando a "Homem-Pássaro". Ademir na segurança.

2ª ENFIADA,

A 2ª enfiada, segue também praticamente reta, com duas colocações móveis após um lance de Vsup, e mais algumas chapas têm-se a 2ª parada. Esta enfiada, também curta, apresenta uma graduação constante na casa do 5º grau, sendo que o lance de Vsup é um lance de equilíbrio, onde se escala com mãos ruins, trabalhando os pés. O Ademir veio rápido logo em seguida.


3ª ENFIADA,

A 3ª enfiada é totalmente grampeada, sendo que da mesma maneira que as demais segue uma linha reta, onde um pouco antes do crux é quando a via se torna um pouco mais exposta, com E2. Logo depois vêm o crux, graduado em VIsup, mas bem protegido, com duas chapas. Ali tomei duas vacas interessantes mas mesmo cansado e sem escalar a dois meses consegui passar, o que me deixou bem contente. O Ademir vinha sempre rápido e com o peso da mochila, mostrando-se estar em forma, mandando também o lance de 6sup. Enquanto isso o Beto, a Mariele e o Robson iam mandando quase que com o mesmo tempo a "Galba Athayde", tirando fotos nossas e nós, deles. Esta enfiada é a mais longa, com aproximadamente 45 metros, sendo que as demais giram entre 25-30m.


Beto Vilela e Mariele na "Galba Athayde". Robson mais abaixo.

4ª ENFIADA,

A 4ª enfiada segue uma linha bonita com dificuldade constante, colocações móveis (onde usei duas peças médias - camalots #2 e #3) até chegar o crux, que pelo croqui está graduado em 6º grau, mas que não consegui mandar de jeito nenhum, e após algumas tentativas em vão, fiz um estribo e mandei em A0. Procurando depois na net, achei um relato do Pedro Hauck, onde afirma ter tido o mesmo problema. Desta maneira, creio que alguma agarra nesse lance quebrou, aumentando o grau para algo que eu ainda não consigo mandar! O Ademir também encarou o mesmo problema, vencendo o lance em também em A0. Depois a enfiada segue em proteções fixas, mas com lances mais fáceis e bonitos, com agarras razoáveis e bem vertical, lembrando os movimentos atléticos de ginásio.


Eu e o Ademir em uma das paradas da "Homem-Pássaro".

5ª ENFIADA,

A última enfiada é também muito bonita, seguindo até o platô abaixo do cume com uma dificuldade de 5º grau, com uma exposição um pouco mais forte (E2) quando se está chegando no crux, mas com graduação mais baixa quando fica mais exposta. Após o platô, onde pelo croqui pode-se colocar uma proteção móvel (não foi necessária na nossa escalada) têm-se o crux, um VIsup forte, onde também apanhei mas consegui mandar em livre, em um lance vertical, com bons pés mas péssimas agarras para as mãos. Desse crux, chega-se no cume do Bauzinho, após 150 metros de boa escalada. O Ademir também veio e após cansar os dedos e os braços no crux resolveu subir em A0.


Eu, ainda guiando a Homem-Pássaro. Clique na foto para ampliar.

Vencidas as 5 enfiadas da via, pudemos então comemorar e lanchar. Reunimos com o pessoal que havia terminado a "Galba" para confraternizar e jogar conversa fora. Logo depois chegou a Bia, o Baretta e a namorada do Baretta chegaram, onde ficamos um bom tempo falando coisas úteis e importantes! hahaha.

A via necessita somente de um jogo de friends com tamanho equivalente ao do Camalot C4 .3 ao #3. Nuts ou outros equipos são desnecessários. Leve algumas fitas longas para diminuir possível arrasto.




O grau geral da via, 5º grau, é mais forte por exemplo do que o grau geral da CERJ (também graduado em 5º) ou da Italianos (também 5º grau), então atenção.


O pessoal reunido no cume do Bauzinho. Da esquerda pra direita; Robson, Beto, Mariele, Ademir e eu.

Dali mesmo desci pra São Bento, onde tomei um banho e caí na estrada, tendo chegado em sampa umas 22h30, já que teria que trabalhar no dia seguinte.

Está aí uma bela escalada com amigos 100%. Espero que viagens como esta possam se repetir em breve.



clique na imagem para ampliar.

Abraços.