quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A lenda Kurt Albert, falece na montanha.

 Wolfgang Gullich e Kurt Albert.

Extraído do site desnivel.com. http://www.desnivel.com/object.php?o=20537

Faleceu neste dia 28 de setembro, na Alemanha, o escalador Kurt Albert. Ele morreu no hospital após cair cerca de 18 metros durante uma expedição onde liderava junto com outros dois guias um grupo de 17 pessoas em Erlangen, Alemanha.

Para quem não sabe, Kurt Albert foi pioneiro no chamado encadenamento de vias, tendo feito a primeira ascensão em livre de dezenas de rotas espalhadas pelo mundo. Entre seus parceiros de escalada constam Wolfgang Gullich e Stefan Glowacs. O termo Red Point surgiu com ele, que tinha a mania de marcar com um ponto vermelho as bases das vias já livradas.

Uma perda para o alpinismo mundial e que ele possa descansar em paz.


Abaixo a notícia na íntegra:


Un correo de Ralph Stöhr, editor de la revista Klettern, nos lo acaba de confirmar. “Amigos de todo el mundo, tenemos la confirmación oficial de la policía local y de los médicos del hospital de Erlangen, que certificaron el fallecimiento de Kurt a las 8.45 de la tarde de ayer. Estamos muy apenados. Sentimos mucho el caos de la información de ayer, pero Kurt se debatía entre la vida y la muerte…”
Kurt Albert, escalador de leyenda alemán acuñador del concepto del punto rojo, sufrió graves heridas por una caída de 18 metros que tuvo el pasado domingo mientras escalaba una vía ferrata. Aunque los detalles del accidente todavía no están claros, Albert se encontraba en el primer tercio de la vía ferrata Höhenglücksteig en la zona de Hirchbach (Baviera).
Albert lideraba un grupo de 17 escaladores experimentados. Estaba unos 100 metros más adelante del conocido como scharfen Eck (esquina caliente), un paso con un ángulo bastante cerrado sobre un precipicio de unos 25 metros. Según las escasas informaciones disponibles en este momento, el escalador cayó unos 18 metros desde su posición. 

Un helicóptero evacuó a Albert hasta el hospital más cercano, donde fue ingresado en la unidad de cuidados intensivos.
Las autoridades policiales de Oberpfalz han iniciado una investigación para esclarecer los motivos concretos de la caída mortal de Kurt Albert. Thomas Plössl, portavoz de la policía, ha anunciado –después de tomar declaración a los testigos- que no hay indicios para creer en ningún tipo de participación externa en el accidente.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Escaladas em Itajubá e Andradas!

 Eu, tomando vaca na Savamu. Pedra do Pantâno, Andradas/MG.

Fala pessoal,

Depois de alguns dias sem aparecer por aqui, volto pra registrar as escaladas que fiz nas últimas semanas, que andaram meio paradas.

No final de semana do dia 21 de agosto, mesmo sem saber, fui para Itajubá com o Kléber, Igor e com a Juliana para escalarmos no domingo na Pedra da Piedade. Saímos de sampa a tarde e quando era a noite estávamos já instalados em Itajubá tomando um caldinho de feijão e uma cerveja.

No dia seguinte fomos para a Pedra da Piedade, onde escalamos um via chamada "Fácil", 3º Vsup, com a primeira enfiada em móvel (eu, Kléber e Igor) e depois seguimos para as vias mais esportivas, ficando eu na via Campo Minado (7º) e o Kléber partindo para os oitavos. Ele mandou dois que eu não me recordo os nomes passado tanto tempo. O Igor mandou também um oitavo e um 7b que também não me recordo o nome.

Eu, indo pra Gaia.

A pedra estava lotada de gente uma vez que ocorria o 8º Festival de Montanhismo do Sul de Minas e foi bem bacana! Espero voltar para o 9º Festival.

Fiquei desde então parado, o que deu 3 semanas sem atividades por conta de tendinite forte que estou tendo em alguns dedos das mãos.

Já neste último fim de semana estive também no sul de minas, na cidade de Andradas. Excelente local para escalada, principalmente em móvel, onde também estaria ocorrendo uma das saídas do pessoal do CBM do Clube Alpino Paulista.

Viajamos eu, a Simone e o James Vaccari na sexta, chegando em Andradas quando eram umas 21h00. Fomos no supermercado fazer algumas compras e lanchar e logo estávamos nos instalando nos abrigos de montanha que existem por lá.

 Comentando a última rodada do brasileirão.

Andrea, Giu e eu no campo escola.

A Simone e o James, que iriam monitar os alunos do CAP, ficaram no abrigo do Jaca (abrigo do pantâno) e eu, juntamente com o Paulo Chagas, Andrea, Lica, Felipe e Giu, ficamos no abrigo do velho.


No sábado combinei com o Felipe que fez o último CBM de escalarmos a via Savamu (5º VIsup) na Pedra do Pantâno, mas chegando lá simplesmente não consegui vencer a primeira enfiada (graduada em 6º) e tivemos que descer. Com a moral baixa, decidimos ir para o campo escola entrar na via Gaia (4º Vsup), que é acessada após o término da via Irmã Lua (4º) e assim o fizemos, tendo o Felipe guiado a Irmã Lua e eu a Gaia (não fizemos a última enfiada devido à vegetação e sujeira).

No domingo, ninguém queria escalar e quase que o dia fora pro espaço. Por sorte o Paulo Chagas, que estava doente, resolveu riscar seu móveis novos e assim combinamos de escalar as duas, talvez as três primeiras enfiadas da via "Pão Francês" (5º VIsup), chegando na base por volta das 13h00.

Paulo na segurança na Pão Francês.

As duas primeiras enfiadas dessa via possuem juntas apenas duas chapeletas, sendo todo o resto em móvel. O Paulo saiu guiando primeira enfiada e após uima rápida e bela guiada logo estava na parada. Segui como segundo e também logo estava na parada. O Paulo então começou a guiar a segunda e bonita enfiada, graduada como 5ºsup, tendo feito metade da enfiada, parando somente quando começou a passar mal, em face de estar com febre e dores na garganta. Em face disso, pediu que eu continuasse a guiar, tendo eu terminado a enfiada e quando estava na parada o Paulo disse que gostaria de descer.

Rapelei de volta limpando o que restava e logo estávamos no chão. Arrumamos os equipos e voltamos pro abrigo onde eu arrumei minhas coisas e desci de volta, já que havia combinado de pegar a Simone e o James por volta das 15h00 para voltarmos pra sampa.

 Eu e Paulo na Pão Francês.

Dito e feito, caímos na estrada, somente parando para comer algo, cheguei em casa por volta das 20h00 após deixar a Simone em casa e o James na Barra Funda.

O final de semana foi muito bom, ficando somente triste por conta da Savamu. Creio que a via não me traz problemas, mas acabei não conseguindo me concentrar e por isso, falhei.

Espero voltar em breve para resolver este problema.

Valeu muito a companhia de todos e espero escalar novamente em breve!

Abraços!!

sábado, 21 de agosto de 2010

A primeira ascensão invernal da Torre Egger, na Patagônia

 Os alpinistas no cume da difícil Torre Egger.

No dia 3 de agosto de 2010, os alpinistas Stephan Siegrist, Dani Arnold e Thomas Senf realizaram a primeira ascensão invernal da Torre Egger (2685m), na Patagônia Argentina.

Uma escalada intensa de um total de três dias, e fazendo o melhor uso da janela de bom tempo - completamente inesperada - foi sucesso desta conquista. Isto é o que aconteceu com Swissmen Stephan Siegrist e Arnold Dani e Senf Thomas da Alemanha, que em 3 de Agosto encontravam-se no cume da Torre Egger, depois de ter partido da Suíça uma semana antes.

Os três foram extremamente rápidos: em 27 de Julho chegaram a El Chalten, em 31 de Julho estavam na base da montanha. A previsão do tempo não era tão ruim assim, eles se perguntaram, por que não fazer logo a tentativa da escalada?

Saindo de Chaltén.

Na manhã seguinte, em perfeitas condições - leia-se perto de ausência total de vento - os três subiram para um bivaque localizado entre Torre Egger e Cerro Standhard. Dani Arnold escalou mais duas cordadas antes de anoitecer com o frio intenso do inverno.

A escalada no dia seguinte não foi de forma simples - as fissuras estavam congeladas e Thomas Senf teve uma longa e inesperada queda - e como eles não conseguiram encontrar uma bivaque adequado, decidiram continuar a escalada.

Próximo ao Cerro Torre.


As fissuras congeladas atrapalharam a progressão.

O clima piorou e depois de 22 horas, chegaram à base do cogumelo de gelo do cume. Para continuar subindo, eles precisam da luz do dia e assim eles cavaram uma base onde sentaram e descansaram por quatro horas.

A primeira luz do dia em 03 de agosto também trouxe com ela o vento frio e sinais evidentes de uma alteração brusca do tempo. Uma escalada rápida ao cume era a única saída e, graças a sua subida da rota Titanitc três anos antes, Siegrist sabia de uma chaminé de gelo na face sul. Eles imediatamente optaram por esta via e ao meio-dia, Siegrist, Arnold e Senf estavam no cume da Torre Egger, realizando assim a primeira ascensão invernal, em estilo alpino perfeito.

Siegrist não é novato em escalada invernal importante na Patagônia, em 1999, juntamente com David e Thomas Ulrich e Gregory Crouch, realizou a primeira ascensão invernal da face oeste do Cerro Torre . Na época as coisas correram de forma completamente diferente, e os quatro tiveram de suportar 58 dias de tempestades típica da Patagônia para chegar com sucesso ao cume.

Visual patagônico incrível para a época do ano.


Próximo do término da escalada.


No cume com o Fitz Roy ao fundo.

Desta vez, os ventos, descrito pelos moradores locais como "La Escoba de Dios", foram muito mais tolerantes. Tanto é que Siegrist, 38 anos de idade, declarou: "Vamos precisar de um par de dias para compreender plenamente a sorte que tivemos. Estávamos prontos para tudo, exceto para um ascensão tão rápida como foi."

Fonte: http://www.extremos.com.br/noticias/100817-A-primeira-escalada-invernal-da-Torre-Egger/

Fotos por Thomas Self