segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Escaladas em Itajubá e Andradas!

 Eu, tomando vaca na Savamu. Pedra do Pantâno, Andradas/MG.

Fala pessoal,

Depois de alguns dias sem aparecer por aqui, volto pra registrar as escaladas que fiz nas últimas semanas, que andaram meio paradas.

No final de semana do dia 21 de agosto, mesmo sem saber, fui para Itajubá com o Kléber, Igor e com a Juliana para escalarmos no domingo na Pedra da Piedade. Saímos de sampa a tarde e quando era a noite estávamos já instalados em Itajubá tomando um caldinho de feijão e uma cerveja.

No dia seguinte fomos para a Pedra da Piedade, onde escalamos um via chamada "Fácil", 3º Vsup, com a primeira enfiada em móvel (eu, Kléber e Igor) e depois seguimos para as vias mais esportivas, ficando eu na via Campo Minado (7º) e o Kléber partindo para os oitavos. Ele mandou dois que eu não me recordo os nomes passado tanto tempo. O Igor mandou também um oitavo e um 7b que também não me recordo o nome.

Eu, indo pra Gaia.

A pedra estava lotada de gente uma vez que ocorria o 8º Festival de Montanhismo do Sul de Minas e foi bem bacana! Espero voltar para o 9º Festival.

Fiquei desde então parado, o que deu 3 semanas sem atividades por conta de tendinite forte que estou tendo em alguns dedos das mãos.

Já neste último fim de semana estive também no sul de minas, na cidade de Andradas. Excelente local para escalada, principalmente em móvel, onde também estaria ocorrendo uma das saídas do pessoal do CBM do Clube Alpino Paulista.

Viajamos eu, a Simone e o James Vaccari na sexta, chegando em Andradas quando eram umas 21h00. Fomos no supermercado fazer algumas compras e lanchar e logo estávamos nos instalando nos abrigos de montanha que existem por lá.

 Comentando a última rodada do brasileirão.

Andrea, Giu e eu no campo escola.

A Simone e o James, que iriam monitar os alunos do CAP, ficaram no abrigo do Jaca (abrigo do pantâno) e eu, juntamente com o Paulo Chagas, Andrea, Lica, Felipe e Giu, ficamos no abrigo do velho.


No sábado combinei com o Felipe que fez o último CBM de escalarmos a via Savamu (5º VIsup) na Pedra do Pantâno, mas chegando lá simplesmente não consegui vencer a primeira enfiada (graduada em 6º) e tivemos que descer. Com a moral baixa, decidimos ir para o campo escola entrar na via Gaia (4º Vsup), que é acessada após o término da via Irmã Lua (4º) e assim o fizemos, tendo o Felipe guiado a Irmã Lua e eu a Gaia (não fizemos a última enfiada devido à vegetação e sujeira).

No domingo, ninguém queria escalar e quase que o dia fora pro espaço. Por sorte o Paulo Chagas, que estava doente, resolveu riscar seu móveis novos e assim combinamos de escalar as duas, talvez as três primeiras enfiadas da via "Pão Francês" (5º VIsup), chegando na base por volta das 13h00.

Paulo na segurança na Pão Francês.

As duas primeiras enfiadas dessa via possuem juntas apenas duas chapeletas, sendo todo o resto em móvel. O Paulo saiu guiando primeira enfiada e após uima rápida e bela guiada logo estava na parada. Segui como segundo e também logo estava na parada. O Paulo então começou a guiar a segunda e bonita enfiada, graduada como 5ºsup, tendo feito metade da enfiada, parando somente quando começou a passar mal, em face de estar com febre e dores na garganta. Em face disso, pediu que eu continuasse a guiar, tendo eu terminado a enfiada e quando estava na parada o Paulo disse que gostaria de descer.

Rapelei de volta limpando o que restava e logo estávamos no chão. Arrumamos os equipos e voltamos pro abrigo onde eu arrumei minhas coisas e desci de volta, já que havia combinado de pegar a Simone e o James por volta das 15h00 para voltarmos pra sampa.

 Eu e Paulo na Pão Francês.

Dito e feito, caímos na estrada, somente parando para comer algo, cheguei em casa por volta das 20h00 após deixar a Simone em casa e o James na Barra Funda.

O final de semana foi muito bom, ficando somente triste por conta da Savamu. Creio que a via não me traz problemas, mas acabei não conseguindo me concentrar e por isso, falhei.

Espero voltar em breve para resolver este problema.

Valeu muito a companhia de todos e espero escalar novamente em breve!

Abraços!!

sábado, 21 de agosto de 2010

A primeira ascensão invernal da Torre Egger, na Patagônia

 Os alpinistas no cume da difícil Torre Egger.

No dia 3 de agosto de 2010, os alpinistas Stephan Siegrist, Dani Arnold e Thomas Senf realizaram a primeira ascensão invernal da Torre Egger (2685m), na Patagônia Argentina.

Uma escalada intensa de um total de três dias, e fazendo o melhor uso da janela de bom tempo - completamente inesperada - foi sucesso desta conquista. Isto é o que aconteceu com Swissmen Stephan Siegrist e Arnold Dani e Senf Thomas da Alemanha, que em 3 de Agosto encontravam-se no cume da Torre Egger, depois de ter partido da Suíça uma semana antes.

Os três foram extremamente rápidos: em 27 de Julho chegaram a El Chalten, em 31 de Julho estavam na base da montanha. A previsão do tempo não era tão ruim assim, eles se perguntaram, por que não fazer logo a tentativa da escalada?

Saindo de Chaltén.

Na manhã seguinte, em perfeitas condições - leia-se perto de ausência total de vento - os três subiram para um bivaque localizado entre Torre Egger e Cerro Standhard. Dani Arnold escalou mais duas cordadas antes de anoitecer com o frio intenso do inverno.

A escalada no dia seguinte não foi de forma simples - as fissuras estavam congeladas e Thomas Senf teve uma longa e inesperada queda - e como eles não conseguiram encontrar uma bivaque adequado, decidiram continuar a escalada.

Próximo ao Cerro Torre.


As fissuras congeladas atrapalharam a progressão.

O clima piorou e depois de 22 horas, chegaram à base do cogumelo de gelo do cume. Para continuar subindo, eles precisam da luz do dia e assim eles cavaram uma base onde sentaram e descansaram por quatro horas.

A primeira luz do dia em 03 de agosto também trouxe com ela o vento frio e sinais evidentes de uma alteração brusca do tempo. Uma escalada rápida ao cume era a única saída e, graças a sua subida da rota Titanitc três anos antes, Siegrist sabia de uma chaminé de gelo na face sul. Eles imediatamente optaram por esta via e ao meio-dia, Siegrist, Arnold e Senf estavam no cume da Torre Egger, realizando assim a primeira ascensão invernal, em estilo alpino perfeito.

Siegrist não é novato em escalada invernal importante na Patagônia, em 1999, juntamente com David e Thomas Ulrich e Gregory Crouch, realizou a primeira ascensão invernal da face oeste do Cerro Torre . Na época as coisas correram de forma completamente diferente, e os quatro tiveram de suportar 58 dias de tempestades típica da Patagônia para chegar com sucesso ao cume.

Visual patagônico incrível para a época do ano.


Próximo do término da escalada.


No cume com o Fitz Roy ao fundo.

Desta vez, os ventos, descrito pelos moradores locais como "La Escoba de Dios", foram muito mais tolerantes. Tanto é que Siegrist, 38 anos de idade, declarou: "Vamos precisar de um par de dias para compreender plenamente a sorte que tivemos. Estávamos prontos para tudo, exceto para um ascensão tão rápida como foi."

Fonte: http://www.extremos.com.br/noticias/100817-A-primeira-escalada-invernal-da-Torre-Egger/

Fotos por Thomas Self

domingo, 15 de agosto de 2010

Escaladas em Salesópolis/SP.

Eu, na via Dona Xepa (6ºsup).

Fala pessoal,

Neste domingo, eu, juntamente com o Cristian e com o Cléber e Juliana, fomos escalar em Salesópolis. O local, que fica a aproximadamente 2h de sampa, possui diversas vias, a maioria de baixa dificuldade, o que o torna um excelente local para aprendizado, caso da Juliana e do Cris.

Saimos de sampa pela manhã, pegamos o Cristian em Guarulhos e tocamos pra escalar. Depois de parar para abastecer, tomar café e nos perdermos um pouco para chegar lá, atingimos a base da pedra por volta das 12h30.

Eu e o Cléber na guiada.

O tempo não colaborou muito, ora garoando, ora com tempo firme, mas muito frio. Assim, escalei as vias, Santa Ignorância, depois guiada pelo Cléber, Cris (primeira guiada) e Juliana. O Cléber guiou a via Coça as Costas do Duende e 120 Graus, seguido por mim e a Ju ainda guiou a Coça as Costas do Duende. O Cris fez de Top Rope todas e a Juliana de Top a 120 Graus. No final ainda entrei junto com o Cléber na via Dona Xepa, 6ºsup, que o Cléber mandou a cadena tranquilamente e eu mandei a guiada, com descanso na sequência. Como a pedra a esta altura já estava bem molhada e o frio estava já insuportável resolvemos ir embora.

 Cris de Top na via "Santa Ignorância".
 Que que é isso na cabeça dele?

 Cléber, eu e a Juliana.

Ainda paramos em Salesópolis para comer um lanche e de lá voltamos pra sampa. Boa escalada em companhia agradável! Espero que se repita!! Forte abraço!!