segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Os 35 picos mais altos do Brasil.

Fala pessoal,

Bom... com estas últimas caminhadas que fiz em Itatiaia e na Serra dos Órgãos, mais a caminhada que fiz a algum tempo entre o Pico dos Marins e o Pico Itaguaré, acabei por despertar minha atenção para saber quais são os picos mais altos do Brasil e quais destes eu já fiz o cume.

Na verdade, nunca foi meu interesse mais caminhar do que escalar, e realmente não é. Se você me convidar pra escalar e pra caminhar vou preferir escalar, mas a idéia de mandar o cume das montanhas mais altas do nosso país também me seduz.

Consegui com o Tacio a algum tempo a lista dos 35 picos mais altos do Brasil de acordo com o Anuário Estatístico do Brasil do ano de 1998, com algumas alterações de acordo com o projeto "Pontos Culminantes", sendo que acabei encontrando no próprio site do IBGE o útimo Anuário Estatístico do Brasil (de 2007) que está mais atualizado (OBS: esta postagem é original de 2007, porém fiz a atualização do anuário Estatístico para o último disponível, de 2014 - não houve alteração nas montanhas ou na ordem).

O primeiro ponto que quero observar é que pelo AEB é possível ver que algumas informações não estão muito de acordo com o que normalmente achamos serem os pontos mais altos, mas como o trabalho é oficial (ou seja, feito pelo orgão público que têm por escopo este tipo de trabalho) não existe, até que seja feito outro AEB, dúvidas de que estes são reconhecidamente os pontos mais altos do Brasil.

Na verdade, ainda preciso caminhar muito, pois dos 35 pontos mais altos do país, só estive no cume de 7 deles! (atualmente são 18!) E alguns que eu ainda não fiz até que são fáceis como o "Agulhas Negras", o "Couto", "Altar", "Pedra da Mina", ... (atenção ao quadro, pois ocorreram atualizações)

Ou seja, depois de 20 de set, se alguém quiser fazer umas caminhadas por essas montanhas pode me chamar!!

Clique aqui para carregar o AEB 2014 (16,3 mb).

Segue também um vídeo do meu canal falando sobre as 10 montanhas mais altas do Brasil:




Veja abaixo os relatos de algumas das viagens a estas montanhas:

Conhecendo as montanhas esquecidas do PNI
Viagem para Itatiaia, muita chuva e cume do Garrafão de Santo Agostinho (2.359m)!
Fazendo a travessia da Serra Fina (em 15 horas e 49 minutos).
Caminhada ao Pico dos Marins/SP (2.420,7m).
Travessia Petrô-Terê!
PNI pela primeira vez!
Marins-Itaguaré!


Abraços.

Atualização dos Picos com cume, em abril/16 (escalados, em cinza):

OBS: o Pico dos Marins consta abaixo da Pedra da Cabeça de Leão, mesmo na altitude constando como tendo pouca coisa a mais de altitude. Outro ponto é que o Pico da Cabeça de Touro consta RJ no AEB, porém cartograficamente ele fica em SP, no munícípio de Queluz. Na tabela, permanecem os dados conforme o AEB.

domingo, 30 de agosto de 2009

Travessia Petrô-Terê!

Visão superior do Dedo de Deus, com os Três Picos ao fundo.

Fala pessoal,

Bom, vou escrever aqui um pouco da viagem que eu, o Tacio, a Paulinha fizemos rumo ao Rio para mandar a travessia Petrô-Terê.

Saímos de São Paulo, no dia 12 de agosto com destino ao Rio, onde após algumas horas de estrada chegamos e fomos para o apartamento da Gerusa, onde dormiríamos e no seguinte iríamos junto com a Gerusa e com o Beto (do Paraná) para mandar a travessia.

No dia seguinte, tomamos café e pegamos o carro com destino a Teresópolis onde chegamos por volta da hora do almoço, deixando o carro na Sede Terê.

Dali fomos a pé até o começo da cidade onde pegamos um ônibus para ir até a rodoviária, sendo que conseguimos comprar passagem para Petrópolis somente para as 15h00. De um lado foi bom, pois assim conseguimos almoçar bem, em um local próximo a rodoviária, sendo que quando eram por volta das 16h00 estávamos chegando em Petrópolis.

Dali pegamos um terceiro ônibus para um terminal urbano de onde pegamos o quarto ônibus que nos deixaria próximos da Sede Petrópolis do Parque da Serra dos Órgãos.

A travessia consiste em uma caminhada com aproximadamente 26km, em região montanhosa, começando na sede Petrópolis e terminando na barragem, na sede Teresópolis. A travessia geralmente é feita em três dias, sendo que no ano passado eu a fiz, pela primeira vez, sozinho, em dois dias. Com sorte, nada muito grave aconteceu e pude curtir bastante.

Dessa vez, nossa intenção era fazer a travessia com calma, em três dias, curtindo bem o parque.

Entramos no Parque quando eram por volta das 18h00, o que me deixou um pouco preocupado, pois teríamos que encarar um desnível de mais de mil metros de subida e o frio começava a dar as caras.

Começamos a caminhar, e no começo tudo foi bem, mas com o passar das horas o Beto e a Gerusa começaram a ficar pra trás, talvez por conta do peso das mochilas, que realmente apresentavam-se bem pesadas. Por diversos momentos tivemos que parar para esperá-los e isto acabou causando um atraso ainda maior, sem contar que a cada parada todo o aquecimento obtido com o exercício era perdido.

Terê embaixo e os Três Picos ao fundo.

Parede da Pedra do Sino, Garrafão e Dedo de Deus mais a esquerda.


De qualquer maneira, fomos esperando até quando chegamos nos campos de altitude, onde a trilha ficava mais plana e consequentemente mais fácil, e então avisamos o Beto e a Gerusa que iríamos tocar direto até o local de acampamento para adiantar as coisas.

Fomos direto, e quando eram quase uma hora da manhã estávamos chegando nos Castelos do Açu. Eu deveria localizar a região de acampamento, mas o fato de estarmos a noite, o frio intenso e os ventos cortantes nos fizeram acampar em uma região mais próxima dos Castelos para então esperar o Beto e a Gerusa que não davam sinal de vida.

Eu e a Paulinha.



Eu, com a Pedra do Sino ao fundo.

Enfim, durmimos e no outro dia nada dos dois aparecerem. Subi até o cume do Morro do Açu para tentar localizá-los e em um local bem longe consegui ver uma barraca amarela. Logo em seguida um montanhista passou próximo e perguntei se havia visto um casal acampado e disse ter visto duas barracas amarelas montadas a aproximadamente 30 minutos dos Castelos.

No cume do Morro do Açu.

Eu, com os Castelos do Açu ao fundo no 2º dia de caminhada.

O Tacio resolveu voltar para encontrá-los sendo que 1h30 depois ele volta dizendo tê-los encontrado e que o Beto dissera que devido ao cansaço deisitiriam da travessia e voltariam para Petrópolis.

Diante disso, eu, o Tacio e a Paulinha continuamos a travessia, sendo que após fazer o cume do Morro da Luva, e do Açu, fizemos próximo das 17h30 o cume da Pedra do Sino e depois descemos até o Acampamento 4 onde montamos as barracas e jantamos.

Eu, 2º dia de caminhada, com o Garrafão ao fundo.

No outro dia levantamos cedo, tomamos café e iniciamos a descida, sendo que antes faríamos a caminhada até o mirante da Agulha do Diabo para tirar umas fotos e logo estávamos retornando.

Tentamos seguir por um trilha alternativa mas logo vimos que não seria possível com as cargueiras e resolvemos voltar para a trilha normal. Quando eram por volta das 16h00 estávamos chegando na barragem e quando eram por volta das 16h30 estávamos chegando no carro.

Eu, no cume da Pedra do Sino, ponto culminante da travessia e de toda a Serra dos Órgãos.


Casal nota 10 no cume da Pedra do Sino.

Dali fomos para Terê, tomar um açaí comemorativo, sacamos umas fotos e retornamos pro Rio, onde chegamos na casa da Gerusa. No outro dia pela manhã acordamos, demos uma passeada pelo Rio e retornamos para sampa com nossos objetivos concluídos!

É isso aí! Mais uma bela travessia feita com belos amigos!!

Retornando pro Rio. Ao fundo, da esquerda pra direita, Escalavrado, Dedo de Deus e a Cabeça de Peixe.

OBS: Agradecimento ao Tacio e a Paulinha pelas fotos.

Até a próxima!

PNI pela primeira vez!


Fala pessoal,

Bom, estava devendo um relato da minha viagem pro PNI (Parque Nacional do Itatiaia) que fiz com o Tacio, Paulinha, Edson Vandeira e Parofes no dia 31 de julho.

Saímos dia 31 de julho, sendo que o pessoal passou e me pegou em casa no final da tarde (começo da noite) e caímos na estrada. Após a viagem, que foi tranquila, chegamos no acampamento Alsene, que ainda se encontrava meio que vazio quando chegamos, sendo que logo armamos as barracas e fomos dormir.

No outro dia, o Edson e o Parofes levantaram mais cedo e foram curtir o pôr-do-sol do cume do Camelo (se eu não me engano) onde sacaram várias fotos muito legais.

Dois loucos!


Acordando por volta das 06h30, preparamos um café-da-manhã e logo fomos caminhas em direção a conhecida "Asa de Hermes", que apesar de não ser um cume de montanha, por suas características morfológicas chama bastante a atneção, contendo inclusive um livro de cume deixado pelo GEAN (Grupo Excursionista Agulhas Negras).

Mais um louco, saca só!

Chegamos na base da Asa de Hermes (alt. 2.642m) por volta das 11h00 e após diversas fotos, a escalada da Asa (que começa em um lance curto mas estranho, meio boulderístico) e depois segue em uma escalaminhada por canaletas até o cume. Lá estava ventando bastante.

Eu, já próximo a "Asa de Hermes".

Eu, Tacio e o Edson no cume da "Asa de Hermes".



Resolvemos então descer e retornar ao carro que estava parado próximo ao abrigo Rebouças, onde comemos alguma coisa, reabastecemos nossas garrafas com água e fomos então atacar o cume da Pedra Assentada (2.453m), esta sim, reconhecidamente cume de Montanha, onde na subida a Paulinha deixou a câmera basiquinha do Tacio (uma Canon Powershot G10) cair entre as pedras amontoadas.

Tivemos então que fazer uma breve pausa na ascensão e tentar resgatar a câmera. O Tacio pediu a corda que estava comigo e armou uma ancoragem em um bico de pedra, sendo que eu coloquei a cadeirnha e fiz um back-up daquela ancoragem em mim.

Ele rapelou por entre as pedras e não é que conseguiu não só localizar a câmera mas como recuperá-la praticamente sem grandes danos. Inclusive funcionando!!

Tacio, feliz pelo resgate.


Passado o susto, voltamos a nossa tentativa de fazer o cume da Pedra Assentada e logo estávamos na base, da onde saía a rota de acesso que era um 3º Vsup. A guiada ficou a meu cargo e logo estava chegando ao cume, onde armei a segurança e o pessoal veio subindo. O Tacio solou o lance mais fácil e depois se ancorou e o Edson e o Parofes subiram encordados e rápido!

Eu, guiando a escalada final ao cume da Pedra Assentada (3º Vsup)



Eu, Tacio, Edson e Parofes no cume da Pedra Assentada.


Assinamos o livro de cume e logo estávamos indo uma vez que o sol já nos abandonava!

No outro dia, seguimos até outro cume, o da Pedra Furada (2.589m), em uma rápida ascensão e logo estávamos tentando atingir o do Morro do Massena, mas que por engano subimos o do Morro do Massena cume Noroeste. Resolvemos então fazer uma descida pela face "mineira" do Massena Noroeste e subir até o cume do real Morro do Massena onde conseguimos também em uma gostosa e tranquila caminhada atingir o cume.

Eu, no cume do Morro da Massena, com a Serra Fina ao fundo.



Eu, Tacio, Paulinha e o Edson no cume da Pedra Furada.

Enquanto o Edson, Parofes e o Tacio tiravam fotos eu e a Paulinha fomos procurar a trilha de descida, e sem encontrar o caminho muito bem, acabamos varando um pouco de mato até interceptar uma trilha que dava próximo da entrada do Parque.

Logo depois os três também já estavam lá embaixo e seguimos para o Morro do Camelo onde fizemos a subida para curtir o visual e mandar a não menos importante travessia "transcamelônica" rsss

Descemos e após dois dias de boas caminhadas, fomos embora.
Foi minha primeira vez em Itatiaia, e gostei muito do local, apesar das restrições impostas pelo Parque. Fica aqui um "salute" ao amigos Edson Vandeira e ao Parofes, grande amigos que fiz nessa viagem e que podem contar comigo pro que der e vier! Os caras me ajudaram muito por lá com comida porquê não deu tempo pra comprar sem contar as fotos e os betas da região!!
Ah.. claro.. o Tacio e a Paulinha nem vou comentar! Esse casal nota 10 está sempre perto e só tenho a agradecer pela companhia dessas duas figuras com quem tive o enorme prazer de fazer a travessia Petrô-Terê, que será alvo do meu próximo relato!! Valeeeuuu!

Abraços!