sábado, 13 de novembro de 2010

Escaladas das vias "Galba Athaíde", "Chicken Salad", "Normal do Baú", "Cresta do Baú" e "Normal do Bauzinho". São Bento de Sapucaí/SP.

Paulo, Cris e eu no cume da Pedra do Baú/SP.

Fala pessoal,

Após trabalharmos o final de semana inteiro na Fórmula 1, apoiando o evento nos assuntos de interesse de atuação do Corpo de Bombeiros, eu, o Paulo Chagas e o Cristian Bons, decidimos correr para São Bento de Sapucaí para escalar na terça e quarta-feira algumas vias de escalada.

Nossa idéia era apresentar ao Cris, que é tenente do Corpo de Bombeiros do estado do Alagoas e está fazendo um longo curso com a gente, o complexo da Pedra do Baú, onde ele poderia ter um contato inicial com as montanhas paulistas.

Saímos de sampa, bem cedo, e quando eram 6h da manhã estávamos passando em Franco da Rocha para pegá-lo e seguirmos direto para a Pedra do Baú, via Campos do Jordão.

Seguimos direto para lá, e após algumas breves paradas para comida e abastecimento, chegamos no estacionamento da Pedra quando eram por volta das 10h30.

Havíamos elegido a via "Galba Athaíde" (5º Vsup E2 150m) como nossa primeira escalada e quando eram por volta das 11h30 o Paulo estava guiando a primeira enfiada desta bonita via, que é a primeira via à esquerda na face norte do Bauzinho.

Paulo guiando o crux da "Galba Athaíde", no Bauzinho.

O Cris guiando a 1ª enfiada da "Normal do Bauzinho".

O Paulo guiou as 3 primeiras enfiadas, ficando com todos os "cruxes", sobrando pra mim somente guiar a última e fácil 4ª enfiada. Chegamos no cume, fomos para o carro para nos hidratarmos, comermos e jogarmos conversa fora. O tempo ajudava.

Seguimos dali para a "Normal do Bauzinho" (2º III E2), uma fácil porém aérea via de escalada na face norte do Bauzinho, onde o Cris iria guiar (sua 2ª guiada geral, sendo a primeira em Salesópolis). O Paulo desceu com ele para dar segurança, enquanto que eu montaria uma linha de rapel para fotografá-los.

Cris guiando a "Normal do Bauzinho".

Paulo subindo a "Normal do Bauzinho".

Eles fizeram as duas enfiadas com tranquilidade enquanto eu sacava as fotos, que seguem no relato.

Saímos dali e fomos escalar então a via "Chicken Salad" (5ºsup E2). Uma curta via (uma enfiada), onde o crux está no início levemente negativo. Totalmente protegida por grampos. Guiei a via, sendo que o Cris muito bem, mandou de segundo, enquanto que desta vez o Paulo fazia a gravação da escalada de nós dois.


Já eram quase 18h quando havíamos terminado esta escalada e assim decidimos ir pra São Bento de Sapucaí. Fomos para a pousada da Tia Cida, onde pegamos um pernoite (por 30 reais com café da manhã), tomamos um banho e fomos para a Cantina do Tio Giuseppe, muito boa e barata, onde comemos e tomamos uma cerveja.

No outro dia, nossa idéia era seguir para a Pedra do Baú, fazendo as vias "Cresta do Baú" (IVsup), "Normal do Baú" (2ª enfiada - IIIsup E2) e o "Teto do Baú" (A1). Para tanto, quando eram 6h levantamos em São Bento, tomamos café, fizemos as compras e seguimos para o complexo. Arrumamos as tralhas e seguimos pela trilha, subindo ao col e fomos direto para a "Cresta do Baú", onde o Cris guiou muito bem, tomando uma bonita queda que não o abateu. O Paulo seguiu e por último eu limpei a via.

O Cris guiando a "Normal do Baú".

Paulo subindo a 2ª enfiada da "Normal do Baú".

O cris então seguiu guiando a "Normal do Baú" também, sendo que eu já havia guiado a via para poder sacar fotos dele e do Paulo por cima. Assim foi feito e quando não eram nem 10h30 já estávamos no cume tirando mais fotos. Acabamos decidindo por não fazer o "Teto do Baú" e logo estávamos descendo pela escada da face sul para retornamos ao carro.

Pedra do Baú vista do col.

Destino Baú!

Chegamos, arrumamos todo o equipamento e começamos a viagem de volta, sendo que quando era por volta das 17h estava chegando em casa. A viagem foi muito boa, rendendo boas escaladas, boas palhaçadas e boas fotos e espero que se repita, até porquê, ficamos devendo o "Teto do Baú".

Um forte abraço!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Escaladas no Bauzinho, colo e Ana Chata.

 Pedra do Baú/SP no dia 12 de outubro.

Fala pessoal,

Ainda em recuperação de um forte tendinite que atingiu dedos das minhas duas mãos, fui neste último feriado para São Bento de Sapucaí, com o Ricardo Nonaka. Grande amigo e escalador, que por questões pessoais acabou se afastando da escalada nos últimos 8 meses.

Saímos de sampa no domingo, com a intenção de escalar a tarde no Baú, mas acabamos chegando meio tarde, o que fez com que passassemos um mal bocado com a caída da noite.

Uma vez lá, encontramos o conhecido escalador  e conquistador carioca, Antonio Paulo Faria, que nos alertou sobre um ocorrido, onde enquanto escalava no Bauzinho fora alvo de pedras, jogadas desde o cume daquela montanha, provavelmente por turistas.

 Eu e o Rick na base da "Gregos e Troianos".

Dali partimos para o col, onde entrariamos na via "Gregos e Troianos" (5º VI E2). Chegando lá, rapelamos e iniciamos a escalada, com o Rick na ponta da corda. Sem conseguir encontrar o rumo e já escurecendo decidimos voltar subindo pela via "Escória" (3º Vsup E2), mas não o suficiente para evitar a noite.

Como o platô da via é um pouco mais abaixo do platô da Gregos e Troianos (que é o mesmo que leva à parede laranja), resolvi não perder tempo fazendo um rapel para lá, emendando uma travessia fácil porém exposta diretamente para a linha da via. Terminada minha guiada o Rick subiu e iniciou a guiada da segunda enfiada, que erroneamente acabou por fazer uma grande travessia para a direita, indo parar na parada da, provavelmente, "Via das Corujas". Fui até lá, disse que havíamos fugido da linha e que não sabia a graduação da "Via das Corujas" e que teríamos de voltar para a "Escória". O Rick então refez a travessia de volta (exposta) e achou a linha de subida, voltando a ser perder já próximo à parada, que confunde, por ser mista (uma cantoneira e demais peças móveis). Dali subi até o Rick, que agora já bem próximo do col guiou com tranquilidade até o topo. Subi e dali descemos rápido para o carro, onde chegamos quando era por volta das 21h30.

 Eu, guiando a "Escória".

Durante a subida, quase fomos acertados por um bloco rochoso que despencara desde o col, passando cerca de 10 metros pela minha direita. Posteriormente fiquei sabendo, que ele caiu por um descuido de escaladores que o jogaram pra baixo sem querer, quando iam embora. O bloco devia pesar pelo menos uns 5 kg. Pra ajudar um friend ficou entalado ainda na primeira enfiada da "Escória" e que teríamos que recuperar no outro dia.

No outro dia fomos então resgatar a peça. Para isso montamos uma base móvel no col e desci até chegar no friend. Com muito esforço consegui remover a maldita, quase uma hora depois, jumareando de volta.

 Cordada de Bernardo Collares e Flávio Daflon na "Learning to Fly". Foto tirada logo depois que resgatei o friend.

Seguimos para a "Fissura Corneto", onde o Rick guiaria a primeira enfiada e eu ficaria com a bonita segunda. O Rick iniciou a guiada mas não conseguiu mandar o lance final e eu prevendo perrengue, pedi que voltasse e que fôssemos para outra via para aquecer. Como havíamos chegado tarde no Baú (quase na hora do almoço), o dia já estava quase perdido, isso sem contar o frio, névoa e vento que nos acompanhavam.

Dali seguimos para a via "Chicken Salad" (5ºsup), onde eu entrei e guiei, terminando com o Rick subindo de segundo, quando eram por volta das 16h30.

 Eu, na parada da "Chicken Salad", no Bauzinho.

Decidimos voltar para São Bento para descansar e não deixar acontecer na terça, o que ocorrera na segunda. Ou seja, que perdêssemos tempo para escalada. No outro dia, conforme combinado, seguiríamos para a Ana Chata para fazer móvel de baixa dificuldade.

No dia seguinte, descansados, levantamos bem cedo e quando era 07h00 já estávamos estacionando para subir para a Ana Chata.

Como queríamos voltar pra sampa cedo e evitar o trânsito, estipulamos o horário limite pra retornar para São Bento, no máximo às 13h00, e após nos perdermos para subir, chegamos na base por volta das 08h00.

Como nunca havia escalado a via "Tom Sawyer" (2 enfiadas, inteiramente em móvel), sugeri que entrássemos nela e que seguíssemos para o cume pela "Lixeiros", o que fizemos. Iniciei a escalada às 08h30 e quando eram 10h50 estávamos no cume, alternando a guiada.

 Rumo: Ana Chata.

Eu, guiando a fácil e bonita primeira enfiada da "Tom Sawyer", na Ana Chata.

Rick, guiando a 2ª enfiada da "Tom Sawyer".

Descemos e pensamos em entrar em outra via, curta, mas como o tempo estava escasso, resolvemos retornar pra sampa.

Daria pra escalar muito mais, mas como estou com tendinite e o Rick estava sem escalar a muito tempo, até que ficou de bom tamanho. Espero que da próxima renda mais!

É isso aí!

Forte abraço!

sábado, 9 de outubro de 2010

Repetida a via Place of Happiness, 8º IXa, 850m

 Maciço da Pedra Riscada.

Fonte: http://www.companhiadaescalada.com.br/noticias/anteriores02/pedra-riscada.htm

Crédito das fotos: Flávio Daflon, Daniel Araújo e Silvio Neto.

Os cariocas Daniel Araújo, Fábio Muniz, Flavio Daflon, Martino Singenberger e Silvio Neto fizeram a primeira repetição da via Place Of Happiness, na Pedra Riscada, em São José do Divino - MG. Foram dois dias de escalada para superar os 850 metros desta via, que está cotada em IXa.

Place of Happiness foi aberta pelo paranaense Edmilson Padilha, pelo argentino Horácio Gratton e pelos alemães Houlger Heuber e Stefan Glowacz em 2009. Para quem não conhece Glowacz foi um dos pioneiros da escalada de grande dificuldade e um dos campeões do prestigiado Campeonato de Arco e tem repetido e aberto vias pelos sete continentes. Veja aqui a matéria e fotos no site da Companhia da Escalada e no site da RedBull, e um vídeo sobre a conquista da via Place of Happiness, na Pedra Riscada, em Minas Gerais.


Os cinco escaladores cariocas viajaram 700 km no sábado, dia 31 de julho para fazer a primeira repetição dessa belíssima via mineira.

No domingo começaram a escalar por volta das 10 da manhã. Subiram dez enfiadas, encoradaram as mais difíceis e desceram para dormir próximo a base. Na segunda descansaram. Na terça-feira começaram a escalar as 6:30h da manhã e as 9:30h alcançaram o ponto mais alto da investida anterior. Chegaram ao cume as 17:30h. Foram 18 enfiadas com as graduações seguintes: IV, IV, IV, IV, VIIa, IV, VIsup, VIIIc (VIIa A2), IXa (VIIa A2), VIIIb, IXa, VIIb, VIIIa, VIIa, VIsup, VI, IV e IV. Essa foi a primeira repetição da via, já que duas tentativas anteriores de outras cordadas desistiram por motivos diversos.