quinta-feira, 16 de abril de 2009

Palestra do Edmilson Padilha no CAP


Fala pessoal!

Ontem a noite eu fui no CAP assistir a palestra do excelente escalador paranaense Edmilson Padilha sobre suas escaladas com o Valdesir Machado na região de Chaltén na Argentina.

A palestra foi muito boa, recheada de informações traduzidas na forma de vídeo e imagens espetaculares do local. Além disso foram apresentados os croquis de algumas das vias escaladas por eles, entre as quais a da Via do Compressor (com mais de 1.100m de extensão) e outras.

Ele contou também sobre a aventura de ter escalado a Via Afanassief no Fitz Roy com seu 2.300 metros de extensão.

No final da palestra tive a oportunidade de conversar alguns minutos com ele sobre a região e qual a melhor maneira de um dia chegar lá para escalar (que não precisa nem dizer ser um sonho meu). Ele disse que a graduação não é o mais importante e sim a experiência dos escaladores saberem sair dos "perrengues" que a região quase sempre impõe aos montanhistas.


Ele passou também outras dicas como de alguns sites na internet onde podem ser obtidas informações sobre a região, tais quais o site: http://www.climbinginpatagonia.freeservers.com/ com diversos croquis das vias da região além do próprio site do "pueblo" de Chaltén: http://www.elchalten.com/.

A palestra foi realmente um sucesso, tanto em termos de qualidade de informações, imagens quanto em número de presentes já que o auditório do CAP estava praticamente lotado.

Enfim, foi aquela palestra que motiva a gente a querer escalar cada vez melhor e se especializar cada vez mais pra conseguir escalar naquele lugar mágico!

Abraços!

domingo, 5 de abril de 2009

Relembrando uma boa escalada!

Morro do Capacete, Friburgo/RJ.


Fala pessoal,

É sempre bom relembrar uma boa escalada! Hoje estava mexendo na minha câmera fotográfica, algo que não fazia já a algum tempo e lá estavam salvas algumas das fotos da minha viagem em set de 2008 para escalar em diversos locais com meu amigão Rick Nonaka.

Entre as fotos, estavam algumas bastante especiais: as da via CERJ, 5º (A1/VI+) E2 400m, no Morro do Capacete em Friburgo, RJ.

Esta via, com 400 metros de extensão foi escolhida na época por mim e pelo Rick por ter sido considerada juntamente com a Face Leste do Pico Maior como as vias mais representativas de Salinas, e como nunca havíamos estado lá decidimos por fazer uma tentativa na rota.

Ela é composta por dez enfiadas, sendo que é possível escalar de tudo um pouco. A primeira enfiada começa em uma fissura frontal onde a colocação de peças móveis é excelente. Ainda assim, pelo tempo de conquista da via, existem grampos, fazendo com que o uso de peças móveis, senão dispensável possa ser bastante reduzido.

Rick Nonaka subindo a terceira enfiada.

De qualquer maneira, o nosso pensamento era utilizar peças móveis em detrimento ao uso de grampos no decorrer da via e assim o fizemos pulando inúmeros grampos.

A primeira enfiada foi guiada por mim sendo que após a fissura frontal ela segue reto e depois vai um pouco para a direita predominando aderência e ocasionalmente agarras já que esse trecho é relativamente positivo e a segunda (também guiada por mim) segue numa diagonal à direita e para na base de uma curta chaminé com as mesmas caracterísiticas da primeira enfiada.

O Rick saiu guiando a 3ª e 4ª enfiadas, sendo que a chaminé foi feita por mim até a metade por oposição, por dentro, e depois por fora, pela direita, sendo que a enfiada segue reto. A quarta enfiada termina em um platô confortável da onde sai a 5ª enfiada que é bem curta (5º grau) e termina no chamado platô do sorvete. A 3ª e 4ª enfiadas já são um pouco mais verticais e se eu não me engano a terceira enfiada está graduada como um 4º e a quarta enfiada está graduada como um 5º.

Visão do Vale da base da pequena chaminé.

A sexta enfiada pode ser seguida em um diedro (IVsup), com peças movéis, ou pelos grampos que estão pouca coisa a mais à direita sendo que a primeira opção foi a minha escolhida.

A sétima enfiada, tocada pelo Rick, segue reto e depois faz uma curta travessia para a esquerda onde deve-se tomar os cuidados normais em travessias, principalmente o participante já que o final da travessia é meio que uma desescalada.

A oitava enfiada pode ser feita em artificial (A1 - sequência de grampos) ou então em livre, graduada como 6+, sendo que o Rick mandou em livre e eu também segui em livre. Na verdade, com mochila nas costas e depois de 7 enfiadas pode ser que a dificuldade seja de 6+, mas creio que 6º seja mais próximo da realidade.

As duas últimas enfiadas são fáceis e não passam de um terceiro grau no máximo e terminam no cume do Capacete. Demoramos 4h50 para a ascensão, e do morro têm-se uma visão linda da serra e dos diversos picos do local e uma visão estupenda do Pico Maior. O rapel foi feito pela Rodolfo Chermont e é bem curto (em torno de 150m) e tranquilo.

A trilha de acesso a via é razoavelmente bem demarcada, sendo que é bom fazer um reconhecimento num dia antes pra não perder tempo no dia da escalada. A trilha de retorno é bem demarcada.

Eu e o Rick.

Coloquei poucas fotos, porque não eram todas que estavam na câmera e as demais estão em meu computador em Campinas e estou em Mongaguá agora. Depois coloco mais.

Se alguém que conhece a via e viu alguma informação errada, por favor me corrija já que tudo que falei foi de cabeça porquê não consegui acessar nenhum croqui da via pela net e o Guia de Escalada dos Três Picos também está em Campinas. Aliás, muitíssimo recomendado este Guia que trás não só as diversas vias mas muito outras informações bastante úteis.

Um abraço a todos!

sábado, 4 de abril de 2009

Outros treinamentos

Bom,

Acabei o mês de março tendo ido 7 vezes no ginásio, sendo que já percebo uma diferença razoável em termos de força e resistência. Minha idéia era ter ido 6 vezes, então consegui alcançar minha meta. Este mês de abril minha meta é 8 vezes (2 por semana) e já consegui ir duas vezes e amanhã devo estar indo lá. Creio que conseguirei cumprir a meta também.

Está faltando somente uma via de 5b para terminar esta graduação e depois vou para os 5c, que na graduação da 90graus não é tão fácil como parece.

To pensando em escalar na páscoa, saindo na quinta a noite e retornando no domingo a noite. Se tiver algum interessado que esteja lendo basta me contactar! :-)