quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Retomada do blog e futuras atualizações!


Cerro Catedral - fonte: http://www.montanha.bio.br/elfrey.htm



Caros amigos!

Depois de um ano e meio sem postagens no blog irei retomá-lo a partir deste ano!

Pretendo postar aqui as principais escaladas que fiz nos últimos 18 meses como por exemplo minha viagem para Los Gigantes e La Olla, em Córdoba-ARG, Arenales em Mendoza-ARG, minha tentativa de escalada do Aconcágua pela via normal, minha ida para a Antártica em apoio as pesquisas científicas brasileiras, um pouco sobre abertura de vias que foram feitas no estado de SP e outras escaladas no Brasil mas não menos importantes.

Daqui 13 dias estou viajando para o Cerro Catedral, próximo de Bariloche para duas semanas de escalada e tentarei postar alguma coisa já antes disso. Caso contrário já volto postando sobre lá.

Um grande abraço a todos e feliz ano novo!!

Fica por ora uma foto da laguna Toncek e das agulhas nas cercanias!


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Escaladas em Andradas/MG!

 Eu, brincando na "Monstro do Pantano".

Fala pessoal,

Neste final de semana, eu, o Tacio Philip (www.tacio.com.br) e o Osvaldo Miguel fomos em direção de Andradas para algumas escaladas.

Nossa idéia era escalar qualquer coisa, já que não tínhamos nada programado. Viajamos na sexta-feira e no sábado entramos na via "Savamu" (5º VIsup E1, 6 enfiadas), sendo que o crux coube ao Tacio e a primeira enfiada, também difícil coube ao Osvaldo. A mim coube o trecho final da via que não passava de 4º grau. Demoramos bastante para concluir a via uma vez que estávamos em três mas no final descemos e o Tacio e o Osvaldo entraram na via "Nini van Prehn", via que eu já havi feito alguns anos atrás.

Osvaldo na 1ª enfiada da "Savamu".

Osvaldo guianda e eu na segurança. Savamu.

Posteriormente o Tacio ainda mandou a via "Monstro do Pantano" (6º grau, atlético).

Fomos para a cidade onde jantamos no Bar da Baiana e depois voltamos para o abrigo.

No domingo, um pouco lesados de cansaço, acabamos ficando pelo Patano novamente onde fizemos somente a via "Monstro do Pantano", eu de segundo e somente a primeira enfiada. O Osvaldo fez a via toda.

Tacio guiando o crux da via "Savamu".

Eu, na "Monstro do Pantano".

Eu, na "Monstro do Pantano".

Quando eram por volta das 13h30 estávamos descendo para o abrigo para irmos embora. Andradas é uma grande cidade e um excelente lugar para escalada. Nunca me canso de escalar por lá.

Até a próxima.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Escalada das vias "Nóia de Cão" (6ºsup), "Pimenta Honesta" (6º VIsup E2 140m) e outras na Pedra do Baú!



Fala pessoal,

Por fim este final de semana consegui ir para o Baú escalar algo que realmente indique o começo de uma temporada!

Eu e o meu amigo Tacio Philip (www.tacio.com.br) saímos de sampa na sexta-feira com destino à São Bento de Sapucaí/SP com a idéia de escalar algumas vias um pouco mais exigentes para fazer valer a temporada. Nossa idéia era escalar no sábado um conjunto de vias que saíssem do chão da face norte e terminassem no cume do Baú. Com isso surgiu a idéia de escalarmos as seguintes vias encadenando-as como uma só:

Nóia de Cão (6ºsup) -> Gregos e Troianos (5º VI) -> Learning to Fly (2ª enfiada; 6ºsup) -> Anormal (4º) -> Pássaros (6ºsup).

Com isso levantamos cedo no sábado e seguimos para a base da face norte do baú pela trilha que vai para a via "V de Vingança" chegando na base da via "Nóia de Cão". O crux da via é a própria saída, que foi feita pelo Tacio Philip, seguimos então para o col onde acabamos errando e entrando na via "Pimenta Honesta", que demonstrou ser bem mais forte que a Gregos e Troianos e com um pouco de ralação concluímos a via, tendo eu guiado a primeira enfiada e o Tacio as duas superiores, sendo a segunda já emendando com a Anormal (4º). Acabamos chegando na base da via "Pássaros" já tarde e por isso decidimos abortar a continuação da escalada e descer.

Retornamos para São Bento para comer e dormir.

No outro dia, acabamos levantando tarde, reflexo do cansaço do dia anterior e fomos entrar na via "Fissura Corneto". Entrei na primeira enfiada e acabei realmente checando que houve um desmoronamento no final, quase na base da segunda enfiada e com isso resolvemos voltar. Ao que tudo indica houve o descolamento de uma placa de rocha que elevou o grau da via e a deixou bem exposta.



Subimos para o topo do bauzinho num trepa-pedra e depois pela "Normal do Bauzinho". Enrolamos e acabamos indo embora.

Foi um excelente final de semana para nos mostrar como estamos precisando treinar e treinar e ir pra rocha e com isso voltar a escalar com melhor qualidade! Então, bora pro treino!!

Forte abraço!

domingo, 22 de maio de 2011

Saídas do CAP para Andradas e Pedra do Baú (CBM)!

Fala pessoal,

Registro aqui as saídas do pessoal do CBM (Curso Básico de Montanhismo) do Clube Alpino Paulista nos dias 14 e 15 de maio e agora nos dias 21 e 22 de maio, respectivamente para Andradas e para a Pedra do Baú, onde tive o prazer de acompanhá-los como instrutor.

Em Andradas foram dois dias de atividades, o primeiro visando o aprimoramento técnico e o segundo brincando de "Top Rope" no campo-base da Pedra do Pantâno.

Já no Baú, foram dois dias de atividades no Bauzinho e Baú, sendo que eu permaneci em ambos os dias acompanhando o pessoal na escalada da via "Normal do Baú".

É sempre um prazer ver uima galera nova se iniciando no montanhismo e espero que a turma continue a escalar forte por aí!!

Um forte abraço a todos!!

domingo, 1 de maio de 2011

Escalada em solitário na Maria Antônia/SP.



Fala pessoal,

Somente para registro, neste dia 1º de maio, de posse do meu todo poderoso "Soloist" fui escalar e testá-lo na Maria Antônia.

Como estava um pouco preguiçoso acabei chegando lá já a tarde e foi possível fazer as três primeiras enfiadas da via "Mãe de Prata" antes que a chuva caísse. O princípio da escalada em solitário é bem simples. Escale vias cuja graduação esteja abaixo do seu limite técnico e não caia. Na dúvida não escale assim.





Forte abraço!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Escalando a Diretíssima Sul (D5 A1+ 325m). Face sul do Corcovado.

 Eu, Paulo e o Cris com o Cristo (cortado) ao fundo.

Fala galera,

Estou escrevendo agora sobre o último final de samana, quando eu, o Paulo Chagas e nosso amigo Cristian Bons, escalamos a via Diretíssima Sul (também conhecida como Via dos Austríacos) na face sul do Corcovado, Rio de Janeiro/RJ.

Em 2008, em companhia do meu amigo Ricardo Nonaka, durante uma viagem de escalada nós tentamos a via em um dia, sendo que tivemos que descer devido à chuva que nos pegara ao final da 3ª enfiada.

Logo depois disso, em conversa com o escalador Davi Henrique, do CAP, resolvemos escala-lá novamente mas dessa vez em dois dias, exatamente para curtir uma noite no platô que existe no decorrer da via e assim curtir o visual da lagoa Rodrigo de Freitas, do meio da parede mais imponente da cidade do Rio de Janeiro.

 Albergue que a gente ficou na sexta.

Viajamos pro Rio na sexta-feira, sendo que saímos da sampa por volta das 17h00, chegando por lá já a noite. Fizemos compras e fomos para o albergue onde dormimos somente 3 horas para no dia seguinte seguirmos para a escalada.

 A parede.


Eu na guiada da primeira enfiada. Paulo na segurança.


Já mais acima.

Por fim, no outro dia, levantamos cedo, arrumamos as coisas e saímos de carro parando-o em um estacionamento próximo da Av. das Laranjeiras, onde então pegamos um táxi para o Parque Lage (ponto de acesso à base da Face Sul do Corcovado).

Iniciamos a trilha de aproximação que é tranquila mas o tempo todo íngrime, sendo que após atingir a base rochosa, nos dirigimos à base da via que segue ligeiramente à direita do totem central da face sul.

Descansamos um pouco e quando eram 10h45 lá estava eu começando a guiar a primeira enfiada da via. Não conseguimos encontrar grande quantidade de informações sobre a mesma, o que nos deixava um pouco inconfortáveis quanto à distância até o platô.

Guiei a primeira enfiada esticando em torno de 45 metros de corda. A primeira proteção fixa é um parafuso e para acessá-lo é preciso montar os estribos em uma peça móvel colocada por debaixo de uma laca logo no começo. Daí ele segue somente com proteções fixas, alternando entre parafusos, grampos "P" de 1/2 polegada e antigos grampos Stubai (de progressão, com 1/4 de polegada), da conquista.

 Visual da zona sul do Rio.

A segunda enfiada foi tocada pelo Cristian, sendo que ele puxou em torno de 55 metros de corda, também variando o mesmo estilo de proteção.

A terceira enfiada, tocada pelo Paulo Chagas totalizou praticamente 60 metros de corda, sobrando somente um chicote de 1 metro. Mesmo estilo de proteção.

Platozinho do bivaque.


Cris na segurança do Paulo na 6ª enfiada.


Visual já no final da escalada.

Já na quarta enfiada, guiada por mim, no final da tarde, as proteções demonstraram estar precárias. Muitos dos grampos Stubai estavam totalmente corroídos impossibilitando a utilização como proteção e ainda causando desconforto na progressão. Nesta enfiada puxei em torno de 40 metros até o platô, onde cheguei quando eram por volta das 20h00.

Devido a um problema no içamento do material, o Paulo e o Cristian foram chegar no platô bem mais tarde, quando eram passadas 22hrs.

Comemos, nos hidratamos, arrumamos nosso bivaque e fomos dormir com aquela vista esplêndida.

No outro dia (domingo) levantamos bem cedo, e o Cris começou a guiar o que seria a 5ª enfiada com o sol à nossa direita brilhando forte. Puxou em torno de 45 metros de corda quando então passou a vez pro Paulo que puxou também em torno de 45 metros de corda.


Estado deplorável das proteções.

Coube a mim guiar a 7ª enfiada, sendo que mais uma vez ficou constadada a deteriorização dos grampos Stubai. Alguns ainda possuiam parafusos ao lado, como em substituição, provavelmente em alguma ação de regrampeação mas outros não possuiam e tive de arriscar a laçá-los com nut de cabo devido a ser impossível confiar na simples passada de mosquetão em face dos olhais estarem totalmente abertos.

Após puxar em torno de 35 metros de corda cheguei a uma área vegetal bem mais ampla e já próxima ao cume, onde após todos subirem iniciamos a procura pela continuação da via. Vale lembrar que o içamento no segundo dia foi bem mais tranquilo até pelo consumo da água e comida, fazendo com que não tivéssemos problemas com isso.

 Descendo do Cristo.

Após vasculharmos a pequena parede que seguia atrás de uma possível continuação e verificarmos que não havia sequer um grampo, decidimos seguir para a direita, passando pela parada de uma outra via para então chegarmos ao platô que dá acesso a última enfiada da via K2.

Feita a guiada do Cristian em livre (mais 20 metros - totalizando 345 metros de escalada), eu o Chagas subimos com a mochila/haul bag nas costas mesmo, no jumar e logo estávamos curtindo um visual junto ao Cristo. Tirada algumas fotos e descemos andando até trombar um táxi que nos deixaria em nosso carro. Chegamos no carro quando eram quase 15h00.

Fomos almoçar no Leme e quando eram 17h00 já estávamos caindo na Dutra sentido sampa.

 De retorno pra sampa.

Foi uma via muito bacana em uma parede que alternava quase sempre verticalidade com negatividade e com um visual impagável. Pela quantidade de teias de aranha na trilha que leva a base da via (e também até a base da via Atalho do Diabo) fazia muito tempo que ninguém entrava nela.

Para repetir a via são necessários os seguintes equipos:

- Duas cordas de 60m,
- 15 costuras,
- Fitas e mosquetões avulsos,
- Dois nuts de cabo para os parafusos e grampos deteriorados,
- Um friend pequeno para a laca inicial,
- Dois pares de estribos pra cada mais material pra básico de artificial (se um for no jumareio três pares de estribo, total),
- Se o segundo for agilizar no jumareio: ascensores,
- Recomendo levar um joguinho de talons.

É possível fazer a via em um dia. Pra isso entrar bem cedo e leve pra acabar no final da tarde.

O próximo objetivo agora é a via "Os impermeáveis" (6º A2+) no Dedo de Deus. Vamos ver.

Até o momento escalei as seguintes vias em artificial:

Domingos Giobbi (D5 6º A3 - até a rota de escape, sendo as enfiadas: 6º, A2, A3, A2),
Diretíssima Sul (D5 A1+),
Fissura Chove e Não Molha (A2),
Teto do Baú (A1),
Teto do Visual (A1).

Entre outras em livre com trechos em artificial.

Um forte abraço!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Abertura de Temporada de Montanhismo de São Paulo - Evento no Pico do Jaraguá

Divulgando!



SÁBADO, 14 DE MAIO, A PARTIR DAS 10:00H.

Venha confraternizar e celebrar o início da temporada de montanhismo!

- Oficinas de Técnicas de Escalada (gratuitas e abertas a todos os interessados, basta efetuar a inscrição antecipada no dia)
. Introdução à Escalada em Rocha
. Nós e voltas
. Auto-resgate
. Metereologia

- Palestras:
. Mínimo Impacto, com Milton Dines
. Mulheres na Montanha, com Rosângela Gelly

- Filmes de Montanha
. Patagonia Promise (homenagem a Roberta Nunes)
. SlackBrasil
. 7 Dias de Favela

- Circuito de Slackline

- Sorteio de brindes

e muito mais!

Aguardamos vocês lá!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Escaladas em Pedra Bela/SP.

Macacada reunida!

Fala galera!

Aproveito pra deixar registrado aqui que neste dia 01 de abril, eu, o Pedro e o Tacio Philip estivemos em Pedra Bela, próximo de sampa para um dia de escaladas ao lado de uma galera sangue bom, que aliás, mandou muito bem nas técnicas de escalada!

Sinceramente espero que a galera continue firme e forte com o esporte!!

Parabéns à: Patrícia, Roger, Anderson, Lilia, Saulo, Ricardo, Tomás, Fernando, Mayra e Felipe.



Abraços!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Escaladas em São Bento de Sapucaí!

Fala pessoal,

Neste último final de semana eu, o Paulo Chagas, o Cristian e o Matheus Stamato, este último pela primeira vez fora de sampa, fomos para São Bento de Sapucaí para uma escaladinha leve.

Como o Matheus está começando agora e esta seria somente a sua segunda vez em rocha, decidimos fazer no sábado a via Lixeiros (3º V E3 200m) enquanto que o Paulo e o Cris iam fazendo do lado a via Peter Pan. Após escalarmos as vias, retornamos pela trilha que leva ao cume e então retornamos pra cidade onde ainda conseguimos pegar almoço.

No outro dia, fomos dar uma perambulada pelo Baú, sendo que eu e o Matheus fizemos a Cresta do Baú (5º) e posteriormente a Anormal (4º). O Cris e o Paulo seguiram pela Cresta e depois pela normal emendaram no Teto do Baú (A1) que fizeram bem rápido. Ainda bem porquê a chuva se aproximava!

A viagem foi bem bacana, ainda mais pelo fato do nosso amigo Matheus ter ido nessa conosco!

Espero que a viagem se repita!

Seguem algumas fotos!!

Abraços!

Cume da Ana Chata. Cristian, eu, Matheus e o Paulo.

Eu acima e o Matheus subindo. Lixeiros, Ana Chata.

Paulo e Cris no Teto do Baú.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Divulgando: CBM do CAP!

Clique na imagem para ampliar.

Divulgando o CBM do CAP!

Abraços!